Galeão Santíssimo Sacramento
July 14, 2007
O Galeão Sacramento até 1973 era um pesqueiro de nome Capitanha, uma corruptela de Capitânia (o navio guia de uma frota). Nesse ano, "Americano", um pescador do Porto da Barra, levou dois mergulhadores, "Juca" e "Chico Diabo" para lá praticarem pesca submarina, quando se deu a surpresa da descoberta.
Após a retirada de diversas peças desse sítio arqueológico por esses e talvez outros mergulhadores desportistas, a Marinha do Brasil resolveu assumir a tarefa de realizar uma pesquisa arqueológica. Dado seu prestígio, o arqueólogo Ulisses Pernambucano de Mello Neto, sem molhar os pés, conduziu os trabalhos de campo através de equipamento de fonia do Navio de Salvamento Submarino Gastão Moutinho. Isso foi possível pois a pesquisa arqueológica limitou-se a um levantamento planimétrico do sítio e ao resgate de peças, incluindo algumas de material ferroso, que logo se perderam.
O que sobrou depois desses saques e/ou resgates e que pode ser visto pelo mergulhador visitante: canhões e âncoras de ferro, lastro (pedras de granito), cacos de cerâmica (faiança e botijas de barro) e parte do madeirame que está ligeiramente enterrada pela areia.

Dois canhões do Galeão Sacramento estão no terraço do Farol da Barra, onde atualmente funciona o Museu Náutico da Bahia.
O Galeão Sacramento partiu de Portugal com destino ao Brasil, com mais de 500 pessoas, entre religiosos de diversas ordens, ministros de governo e outras autoridades, como o general Francisco Corrêa da Silva, que vinha substituir Alexandre Freire no governo da Colônia, cuja capital era Salvador da Baía de Todos os Santos.
Sua carga incluía munição, cerâmicas, instrumentos de navegação, moedas, selos, objetos decorativos, produtos têxteis e mercadorias diversas destinadas ao Reino e à Colônia.
O Galeão Sacramento guiava uma frota de 55 navios de Lisboa a Salvador, de acordo com o poeta, historiador e advogado Sebastião de Rocha Pita, e era considerado um dos melhores navios de Portugal, um raro vaso transocênico de guerra. Afundou em 5 de maio de 1668 por causa de um temporal que o fez bater no Banco de Santo Antônio.
Esse sítio arqueológico está localizado em uma região de areia, alcançando 31 metros de profundidade. Note, na figura abaixo, uma marca "X" em vermelho. Esta referência está sobre o sinal oficial que indica a posição do Galeão Santíssimo Sacramento encontrado nas cartas náuticas. Porém há um erro de 580 metros da posição real.
Localização:
Lat. 13° 02.539' Sul
Long. 038° 29.967' Oeste

Assista o filme da Olhar Filmes aqui.

Provavelmente o Galeão Santíssimo Sacramento era assim.

Parte do desenho feito pela Marinha Brasileira, indicando a posição das peças da embarcação, incluindo os canhões que foram oficialmente "resgatados".
Matéria sobre o Museu Náutico da Bahia.
Após a retirada de diversas peças desse sítio arqueológico por esses e talvez outros mergulhadores desportistas, a Marinha do Brasil resolveu assumir a tarefa de realizar uma pesquisa arqueológica. Dado seu prestígio, o arqueólogo Ulisses Pernambucano de Mello Neto, sem molhar os pés, conduziu os trabalhos de campo através de equipamento de fonia do Navio de Salvamento Submarino Gastão Moutinho. Isso foi possível pois a pesquisa arqueológica limitou-se a um levantamento planimétrico do sítio e ao resgate de peças, incluindo algumas de material ferroso, que logo se perderam.
O que sobrou depois desses saques e/ou resgates e que pode ser visto pelo mergulhador visitante: canhões e âncoras de ferro, lastro (pedras de granito), cacos de cerâmica (faiança e botijas de barro) e parte do madeirame que está ligeiramente enterrada pela areia.

Dois canhões do Galeão Sacramento estão no terraço do Farol da Barra, onde atualmente funciona o Museu Náutico da Bahia.
O Galeão Sacramento partiu de Portugal com destino ao Brasil, com mais de 500 pessoas, entre religiosos de diversas ordens, ministros de governo e outras autoridades, como o general Francisco Corrêa da Silva, que vinha substituir Alexandre Freire no governo da Colônia, cuja capital era Salvador da Baía de Todos os Santos.
Sua carga incluía munição, cerâmicas, instrumentos de navegação, moedas, selos, objetos decorativos, produtos têxteis e mercadorias diversas destinadas ao Reino e à Colônia.
O Galeão Sacramento guiava uma frota de 55 navios de Lisboa a Salvador, de acordo com o poeta, historiador e advogado Sebastião de Rocha Pita, e era considerado um dos melhores navios de Portugal, um raro vaso transocênico de guerra. Afundou em 5 de maio de 1668 por causa de um temporal que o fez bater no Banco de Santo Antônio.
Esse sítio arqueológico está localizado em uma região de areia, alcançando 31 metros de profundidade. Note, na figura abaixo, uma marca "X" em vermelho. Esta referência está sobre o sinal oficial que indica a posição do Galeão Santíssimo Sacramento encontrado nas cartas náuticas. Porém há um erro de 580 metros da posição real.
Localização:
Lat. 13° 02.539' Sul
Long. 038° 29.967' Oeste

Assista o filme da Olhar Filmes aqui.

Provavelmente o Galeão Santíssimo Sacramento era assim.

Parte do desenho feito pela Marinha Brasileira, indicando a posição das peças da embarcação, incluindo os canhões que foram oficialmente "resgatados".
Matéria sobre o Museu Náutico da Bahia.
filipa m. sousa escreveu:
December 5, 2007 @ 11:53 — Responder
estando a tirar 1 mestrado sobre faiança portuguesa comparada com porcelana da china seculo XVII precisava com urgencia de saber onde está o espolio ceramico da nau santissimo sacramento. gostaria de visitar os museus que o detem.podem enviar-me alguma informaçao?
Jonatas Rodrigues Pereira escreveu:
August 14, 2008 @ 08:56 — Responder
Ótimo matéria sobre o Santíssimo Sacramento. Alguns de seus objetos estão no Espaço Cultural da Marinha no Rio de Janeiro, como canhões e outros objetos. O galeão tinha 56 metros de comprimento, boca de 12 metros, fabricado em 1650. Seu estaleiro ficava na cidade de Porto (Portugal). Seu casco era todo de madeira. Pertencia a Companhia Geral de Comércio do Brasil, que rivalizava com a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.