Mais um dia especial para o Saveiro Elegante
September 19, 2008
Pelo telefone:
- Marcelo, estou aqui no Bonfim vendo o saveiro Elegante sendo fibrado.
- Putz! Matou o barco! Sou contra!
...
É assim. Fibrar saveiros há os "a favor", os "contras" e os "nem a favor, nem contra. Muito pelo contrário".
Mas estar presente diante dos construtores navais Mário Mukeka e Fanta (do Estaleiro Fantástico) e respectivos ajudantes já é motivo para bons momentos de diversão. Evidentemente se o barco não for seu.

A lista de material: 1 balde – catalisado, 1 balde – tirar resina, 1 balde – tiner, 1 balde – reserva, 2 tabuas, 1 vasoura piassaba, 1 medidor de catalisador, 1 medidor de 2kl de resina, Sacos de super mercado (sapato), Madeira para mistura resina, Disco de lixa, 50 gramas cha, 2 rolos de la tigre, 1 caixa de leite, 2 k de açucar, 60 casetinhos, 500 g de manteiga, 2 latas de goiabada, Nescafe, Nescau, Faca x colher, 3 cabos estensores dos rolos, Mascaras de po, Bucha banho Mário, Poste c/ cocoi, estensao

Mário Mukeka posando de Chefe da Obra. Segundo o próprio, quem "garrou" experiência com Rogério Duarte não pode estar na base da pirâmide.

Fanta não deixa por menos: Mukeka, cadê a resina, meu filho?!

Todo barco tem alma. Não pode ser algo industrializado, simétrico, previsível... chato!

"Caixote", braço direito de Fanta. Foi ele quem fez o último serviço no Necton Sub. Apelidou Marquinhos de Capenga.

Roque, o Poeta da Escadaria, na engenharia: "Pode subir que eu agüento. Tá seguro!". Caixote é maluco, mas tem juízo: "Num precisa mais não, seu Roque."

Mário esqueceu de colocar estopa na lista de material.

Sinal dos tempos pós-modernos: Assistente para atendimentos telefônicos. Mas só para quem é chefe!

Numa discussão sobre tinta venenosa a base de pimenta, eis que surge no ar uma idéia: tinta com o extrato de percevejo.

O Proprietário do Elegante passou ordens para Mário. O Elegante passou do Proprietário ordens para Mário. Ordem Mário, passou o Elegante para o proprietário. Passou ordem Elegante o Proprietário para Mário. Mário passou do Elegante ordem para o Proprietário. Foi mais ou menos assim!
Artur Barrio explica:
O acúmulo de água doce devido a chuva, etc. nos porões, por o barco ser de madeira, acarretará com o tempo o apodrecimento da mesma, o que não aconteceria se a água fosse salgada ! O fibramento evita a entrada de água, mas cria outro problema. Há que ficar de olho.
O pragmático Proprietário:
Existe uma vantagem sobre aplicação da resina em barcos antigos... "NUNCA MAIS VOU TER QUE LABUTAR COM CALAFATE! Ô RAÇA FILA DA PUTA! QUEM TEM BARCO DE MADEIRA QUE SE PRONUNCIE.
* * *
Dois dias depois foi realizado o trabalho de colocação de uma quilha. Novamente Roque, o engenheiro civil e naval (ex-poeta) deu sua enorme contribuição, segundo Toni Duarte, testemunha ocular:
"Com uma enorme precisão, o poeta Roque fez as medições das furações da quilha do saveiro Elegante: um palmo, dois dedos, uma unha e um pentelho."

Fica a pergunta: Quantos pentelhos tem uma unha?
- Marcelo, estou aqui no Bonfim vendo o saveiro Elegante sendo fibrado.
- Putz! Matou o barco! Sou contra!
...
É assim. Fibrar saveiros há os "a favor", os "contras" e os "nem a favor, nem contra. Muito pelo contrário".
Mas estar presente diante dos construtores navais Mário Mukeka e Fanta (do Estaleiro Fantástico) e respectivos ajudantes já é motivo para bons momentos de diversão. Evidentemente se o barco não for seu.

A lista de material: 1 balde – catalisado, 1 balde – tirar resina, 1 balde – tiner, 1 balde – reserva, 2 tabuas, 1 vasoura piassaba, 1 medidor de catalisador, 1 medidor de 2kl de resina, Sacos de super mercado (sapato), Madeira para mistura resina, Disco de lixa, 50 gramas cha, 2 rolos de la tigre, 1 caixa de leite, 2 k de açucar, 60 casetinhos, 500 g de manteiga, 2 latas de goiabada, Nescafe, Nescau, Faca x colher, 3 cabos estensores dos rolos, Mascaras de po, Bucha banho Mário, Poste c/ cocoi, estensao

Mário Mukeka posando de Chefe da Obra. Segundo o próprio, quem "garrou" experiência com Rogério Duarte não pode estar na base da pirâmide.

Fanta não deixa por menos: Mukeka, cadê a resina, meu filho?!

Todo barco tem alma. Não pode ser algo industrializado, simétrico, previsível... chato!

"Caixote", braço direito de Fanta. Foi ele quem fez o último serviço no Necton Sub. Apelidou Marquinhos de Capenga.

Roque, o Poeta da Escadaria, na engenharia: "Pode subir que eu agüento. Tá seguro!". Caixote é maluco, mas tem juízo: "Num precisa mais não, seu Roque."

Mário esqueceu de colocar estopa na lista de material.

Sinal dos tempos pós-modernos: Assistente para atendimentos telefônicos. Mas só para quem é chefe!

Numa discussão sobre tinta venenosa a base de pimenta, eis que surge no ar uma idéia: tinta com o extrato de percevejo.

O Proprietário do Elegante passou ordens para Mário. O Elegante passou do Proprietário ordens para Mário. Ordem Mário, passou o Elegante para o proprietário. Passou ordem Elegante o Proprietário para Mário. Mário passou do Elegante ordem para o Proprietário. Foi mais ou menos assim!
Artur Barrio explica:
O acúmulo de água doce devido a chuva, etc. nos porões, por o barco ser de madeira, acarretará com o tempo o apodrecimento da mesma, o que não aconteceria se a água fosse salgada ! O fibramento evita a entrada de água, mas cria outro problema. Há que ficar de olho.
O pragmático Proprietário:
Existe uma vantagem sobre aplicação da resina em barcos antigos... "NUNCA MAIS VOU TER QUE LABUTAR COM CALAFATE! Ô RAÇA FILA DA PUTA! QUEM TEM BARCO DE MADEIRA QUE SE PRONUNCIE.
Dois dias depois foi realizado o trabalho de colocação de uma quilha. Novamente Roque, o engenheiro civil e naval (ex-poeta) deu sua enorme contribuição, segundo Toni Duarte, testemunha ocular:
"Com uma enorme precisão, o poeta Roque fez as medições das furações da quilha do saveiro Elegante: um palmo, dois dedos, uma unha e um pentelho."

Fica a pergunta: Quantos pentelhos tem uma unha?
Artur Barrio escreveu:
September 18, 2008 @ 18:00 — Responder
O acúmulo de água doce devido a chuva, etc. nos porões, por o barco ser de madeira, acarretará com o tempo o apodrecimento da mesma, o que não aconteceria se a água fosse salgada ! O fibramento evita a entrada de água, mas cria outro problema. Há que ficar de olho.
proprietario escreveu:
September 18, 2008 @ 18:47 — Responder
existe uma vantagem sobre aplicação da resina em barcos antigos... "NUNCA MAIS VOU TER QUE LABUTAR COM CALAFATE! Ô RAÇA FILA DA PUTA! QUEM TEM BARCO DE MADEIRA QUE SE PRONUCIE.
Artur Barrio escreveu:
September 18, 2008 @ 20:06 — Responder
Já tive um veleiro de 38 pés em madeira, peroba do campo e cedro, quilha longa, fibrei-o e enquanto durou foi ótimo, isso aconteceu nos anos 80, mas depois do que aconteceu falaram-me de outras experiências idênticas em que "esqueceu-se"; portanto há que ficar de olho ou o proprietario achou ou achava que depois da fibra não precisaria mais preocupar-se com o que quer que seja em relação a tal água doce ? Não seja simplório e em vez do calafate ou calafeto porque não Sikaflex? Mais uma besteira. Mas não se preocupe pois há só que prestar atenção a chuva e derivados tais quais água doce. Barco em aço cria ferrugem, em alumínio electrolise se estiver perto do de aço, e o de madeira apodrece, moral da estoria: se cuidar, dura,....................deixe sempre uns Kgs.de sal no porão que se entrar água doce vira salgada.
Leonardo Fialho escreveu:
September 19, 2008 @ 03:02 — Responder
Muitos projetos do Cabinho (http://www.yachtdesign.com.br) são de compensado naval com fibra (plyglass). A madeira inicialmente é utilizada como estrutura e molde ao mesmo tempo, depois a fibra dá a resistência e impermeabilidade. A grande questão que o projetista fala é: fibra por fora e resina pura por dentro, impregna o compensado com resina que ele se "transforma em pedra". Claro que isso é muito mais fácil durante o processo de construção além, é claro, de obter um resultado bem melhor. Na dúvida coloca os quilos de sal :)
Marcelo Rosario escreveu:
September 19, 2008 @ 14:58 — Responder
heheheeh, Adoreiiii a historia toda....