É o museu mais visitado dos países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca, e Filândia dependendo do critério). Fica em Estocolmo na Suécia. O museu consiste em um único galeão do século XVII, com 95% do seu casco preservado, além de uma loja e um restaurante de luxo. Para isso foi construído um prédio com 7 andares em volta do navio.

Parada para primeira foto do museu, que é de ficar de boca aberta.
O Vasa
O Vasa foi um navio de guerra sueco. Construído por determinação do rei Gustavo Adolfo II, com o desafio de se constituir na mais potente embarcação de guerra de seu tempo. Os seus três mastros principais elevavam-se a 52 metros de altura, suportando uma dezena de velas. Pesava 1200 toneladas, media 69 metros de comprimento e estava equipado com 64 peças de artilharia de diversos calibres, magnificamente decorado com centenas de esculturas entalhadas em madeira. No dia 10 de Agosto de 1628 o navio afundou na sua viagem inaugural, a menos de uma milha do porto. Era para ser o orgulho da marinha sueca e foi a maior vergonha do país.

O achado arqueológico submarino
Trezentos e trinta e três anos depois do afundamento o navio foi encontrado imerso no lodo do fundo do porto, que teve a virtude de conservar relativamente intacta a estrutura da embarcação. Soma-se a isso o fato do verme xilófago, Teredo navalis, devorador de cascos de madeira em águas salgadas, não sobreviver nas águas salobras do Báltico.

Iniciou-se assim um dos mais importantes trabalhos de resgate e restauração do nosso tempo, apresentado ao público em um museu histórico temático, onde os visitantes podem observar os diversos aspectos construtivos e de resgate, limpeza, preservação e restauração da embarcação, assim como aspectos da vida cotidiana da Suécia no início do século XVII.

O motivo do afundamento
Com base em documentos contemporâneos, sabe-se que os projetos de construção do Vasa foram alterados depois de começarem as obras.

O rei pretendia que a bordo fosse instalado um número de canhões superior ao normal, o que significa que as dimensões inicialmente escolhidas para o navio deixaram de ser apropriadas. O navio foi construído com uma superestrutura superior, com dois conveses fechados para canhões. No fundo do navio foram colocadas inúmeras pedras enormes que serviam como lastro para o manter estável na água. Mas o Vasa estava demasiado desequilibrado e as 120 toneladas de lastro não foram suficientes.

As esculturas
Foram recuperados mais de 14.000 objetos soltos de madeira, incluindo 700 esculturas. Estas foram preservadas individualmente e recolocadas nos lugares de origem, no navio.

As âncoras também foram recuperadas. Ficam no andar mais baixo do museu.

Uma grande âncora do Vasa fica na entrada do museu.
As esculturas recuperadas possuíam vestígios de ornamentos dourados e de pintura. As esculturas representavam leões, heróis bíblicos, imperadores romanos, criaturas marinhas, divindades gregas, entre outros, e tinham por objetivo enaltecer a monarquia sueca e exprimir o seu poder, a sua cultura e as suas ambições políticas.

O traço vermelho indica o tamanho médio de uma pessoa.

E ainda tem gente que pensa que a idéia do trio elétrico nasceu na Bahia!
André, fotos e relato muito bons! O museu tem um site onde possamos fazer uma visita virtual?
Abs,
Existe sim. E na oportunidade vale ressaltar que o site oficial foi fonte fundamental para o texto acima. As fotos foram minhas. Apesar da máquina “meio-peba”, após uma boa edição, o resultado final ficou legal. Boa visita.
http://www.vasamuseet.se/InEnglish/international/Portuguese.aspx
André, fantástica a matéria (e as fotos também). Já pensou se tivéssemos um assim aqui? Tive a felicidade de visitar o Cutty Sark (irmão gêmeo do “nosso” Blackadder) em Londres (antes do incêndio). Muito lindo. Aprendi muito sobre a embarcação. Triste foi eu ver as peças de “nossos” naufrágios (Sacramento, Utrecht, etc.) todas expostas no museu do Rio de Janeiro. Bons mergulhos!!!
Não me recordo agora onde li sobre o assunto, mas pelo que posso lembrar o Vasa nunca chegou a ser usado. Afundou logo após o seu lançamento ao mar, inundado pela água que entrada pelas portinholas. A reportagem dizia que a embarcação foi mal dimensionada, pesada demais, ornamentada demais e artilhada demais, além se sua capacidade de flutuação.
Já visitámos o Museu do Vasa e achámos o barco extraordinário. Gostámos muito de vê-lo em pormenor e tirámos muitas fotos. Almoçámos na cafetaria do Museu para podermos continuar a visita da parte da tarde.