Sobre Quinho Barata, Raul Seixas, Dortas e cia, por Luciano Ventura

18 de dezembro de 2007 por Leonardo Fialho

Caro Sérgio:

Conheci o “Quinho” Barata através do Raul Seixas, que morava perto do mesmo. Na época, eu estava “ganhando algum” com a montagem de aeromodelos do tipo “U-Control” que, ao fazer voar no Largo da Boa Viagem aos domingos e feriados, sempre dava para vender alguns aos prestimosos pais dos “meninos mimados”. Ainda não estava mergulhando com ar comprimido (mergulhava apenas “no fôlego”, com arpões fabricados com vergas de aço de 1/4″, com umas “argolas” de elástico presas em uma das pontas (as pontas “cegas”), “fabricadas” com pedaços fatiados de câmara de ar de pneu de carro, que prendia bem esticadas na mão para dar impulso ao “arpão”). Somente muito tempo depois é que passei a mergulhar com ar comprimido (já então, com garrafas e reguladores modernos e importados). O Dortas, na época em que o Raul Seixas me apresentou ao “Quinho” Barata para consertar os motores de aeromodelos (que “teimavam em não dar partida”), já era então conhecido como “o maluco que mergulhava tão fundo quanto os peixes” e andava muito com o “Quinho” Barata para consertar válvulas de mergulho avariadas ou modificar as que o mesmo criava e não funcionavam “a contento”… Minha amizade com o Raul Seixas era em função do mesmo ter montado o conjunto “The Panters” na mesma época em que montei o “The Black Devils” e estudarmos na mesma escola (“Nossa Senhora da Guia”). O Raul e o “Quinho” moravam no bairro da Boa Viagem e eu morava no bairro do Bonfim, bairros vizinhos, quase o mesmo bairro. Minha primeira guitarra foi fabricada pelo “Dodô” (do conjunto “Dodô e Osmar”) juntamente com a primeira guitarra do Raul Seixas (“encomendamos” as duas guitarras ao mesmo tempo). Portanto, não tenho maiores contribuições para a biografia do Dortas.

Abraços, Luciano Ventura.

PS: A vida do Dortas vai dar um bom livro. O “link” indicado é ótimo! Vou repassar sua mensagem para o “calculistas-ba” (os Engenheiros podem gostar de saber, visitando o “link” indicado, como são criadas as “engrenagens” e aperfeiçoamentos mecânicos que tornam nossa vida mais fácil)… Além de tomarem conhecimento do causador dos abalos sísmicos relatados pelo Grande Polímata Caeté!

5 comentários para “Sobre Quinho Barata, Raul Seixas, Dortas e cia, por Luciano Ventura”

  1. dortas disse:

    Luciano.
    Eu tive um colega bem ligado do N.Sra da Guia que tinha o seu nome e morava em uma casa em uma rua em frente ao Colégio São Jose, onde inclusive creio que tinha uma antena de Radio Amador.
    Eu estudei lá com a prof. Elizeth, Jamire e outras que não me lembro e fui da turma dos Rodamilans. Depois fui também da turma do Bomfim com os Pradas, Lucio, Jega, Augusto Narigueta que casou com a irmã do Quinho e as vezes faziamos Back Vocal com o Big Ben Waldir Serrão, nos Blue Moon, Only You, You´l never Know. Tinha outra turma mais vinculada aos Magalhães que frequentavam o Irapuan mas não tinha muito a ver com nós.Era uma época boa e pensei que talvez vc fosse este Luciano que vinha junto comigo da escola andando por sobre os dormentes dos trilhos dos bondes que estavam sendo retirados da Rua da Imperatriz para a implantação dos onibus elétricos, chutando com os Vulcabrás, as poças de lama.
    Eu morava na Visc. Pedra Branca, bem pertinho da Baixa do Bomfim mas andava por tudo ali, quando roubávamos frutas na roça das freiras e na casa dos Marback, que tinha até parreiras. Devemos ter sidos contemporâneos se é que vc não foi o Luciano que eu conheci.

  2. Luciano Ventura disse:

    Ei, “cara”! A antena de Rádio Amador era de meu pai! Minha casa era a segunda da rua (ao lado da casa da esquina). Não me recordo muito da época de criança. Ficou mais marcada a época da adolescencia. Fale mais acerca da época em que provavelmente andávamos juntos…
    Luciano Ventura.

  3. Dortas disse:

    É Luciano, era vc mesmo e agora visualizo a sua casa porque ficava quase na esquina. Me lembro com destaque de seu nome porque era o mesmo de meu irmão que faleceu de pneumonia aos seis anos uns dois anos antes, e ai tive uma empatia com vc por me lembrar dele.Quando vinhamos da escola, vc já falava de televisão, que aqui ainda não existia, e do rádio amador. Meu nome é José Francisco e talvez na época eu fosse conhecido assim e nós, creio que eramos aluno de professora Hildete, salvo engano.
    Teve um casamento na roça no São João, que eu fui o noivo da Verinha, que hoje é arquiteta e ensina na Católica , tinha aqueles cágados e uns colegas escolhidos pela Elizeth que tinham no braço uma faixa escrita PE e nos policiavam para não corrermos durante o recreio. Foi bom que nos encontramos e lá se vão 50 anos, e nós somos ´like a rolling stones´, as pedras que rolam na estrada e um dia se encontram.
    Foi um imenso prazer te encontrar pois somos parte da mesma história, e eu tenho para isto uma memória previlegiada para me lembrar de detalhes.

  4. adilson sabio disse:

    até hoje tenho um óculos do raul seixas comigo acho que tenho sorte.

  5. Mario disse:

    Tive a oportunidade de conhecer “Quinho” o Henrique Barata. É muito bom, podermos ler relatos sobre verdadeiros gênios do nosso Brasil, tenho certeza se Henrique Barata vive-se no USA ou na Europa teria seu nome muito mais divulgado, pois ele fez grandes invenções em nosso país, mais infelizmente essa nossa falta de cultura e respeito a grandes nomes; que muitas vezes só são reconhecido pós morte, nos tira a oportunidade de aprendermos mais com esses grandes gênios. Obrigado Henrique Barata, por sempre acreditar que vale a pena pesquisar e empreender. Henrique Barata é uma das mentes mais privilegiadas que conheço, dotado de um conhecimento em mecânica, eletrônica, e aerodinâmica, como poucos no mundo.
    Soube que ele tem duas empresas no segmento de aviação.
    Luciano Ventura e Leonardo Fialho parabenizo pela iniciativa de trazer em pauta um grande nome como o nosso Baiano “Quinho” o Henrique Barata, pai de grandes inventos.

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