Bruno,
Tudo bom meu velho? Descreva aí sua opinião sobre o equipamento (rebreather circuito fechado).
Abraços,
Leonardo Fialho
***
Fialho, o Megalodon é muito bem construído. A qualidade de construção é algo que se nota de cara, mesmo para aquele que não conhece sobre rebreather. Ele é um equipamento concebido por um ex-integrante das Forças Especiais do Exército dos EUA e foi construído como um equipamento militar, para ser operado em lugares remotos e com manutenção de campo facilitada.
No início do treinamento é comum o mergulhador apanhar um pouco do rebreather, principalmente porque a flutuabilidade é bem diferente do circuito aberto. Mas, depois de mais de 9 horas mergulhando com ele, já me senti bem mais confortável e capaz de executar qualquer mergulho com segurança. Estou muito satisfeito e acredito que a minha decisão em partir para o rebreather foi acertada. O equipamento é muito superior a qualquer rig (equipamento customizado) de circuito aberto e no caso específico do Megalodon, ele se ajusta muito bem à nossa realidade brasileira, pois já há disponível no mercado nacional material absorvente de CO2 compatível com o scrubber dele, não havendo necessidade de importação.
Talvez o único ponto negativo do Meg seja o eletrônico, pois a versão atual (Apecs 2.5) ainda não possui algoritmo de deco (descompressão) incorporado. Mas a Innerspace já está trabalhando há algum tempo numa nova versão, a Apecs 3.0, que promete muito e que poderá ser alcançada através de upgrade da cabeça do rebreather. Além disso, isso é algo muito fácil de ser contornado com tabelas de mergulho, bottom timers, adaptação de computadores de fração de O2 constante para operar com o rebreather ou mesmo com a aquisição de um computador novo de PpO2 constante, como o VR3, Liquivision X1 ou Sherwater Pursuit.

Bruno Fagundes no Galeão Sacramento, o mais famoso naufrágio “mergulhavél” do século XVII.

Na popa do Cavo Artemides, aproximadamente 30m de profundidade. Vê-se boa parte do leme da embarcação.

O Cavo Artemides afundou em 1980. Muitas estruturas já desabaram, descaracterizando o formato original do navio.

“O Mundo Silencioso” do mergulho com circuito fechado.

Três cilindros: um branco com oxigênio, outro com gás diluente (nesse mergulho foi ar comprimido) e, por último o amarelo com gás reserva para emergência (bailout).
“As fotografias foram tiradas pelo instrutor trainer e membro do Board of Advisors da IANTD, Michael Silva Netto”, complementa Bruno Fagundes.
Caramba!!! Não solta bolhas, claro! E eu nem tinha pensado nesse detalhe! rsrsrs… Como diria Dr. Jomar: ” Quando eu crescer, quero ser igual ao Bruno” e haja água pela frente!
Lindas fotos!!!
Pessoal, as fotografias foram tiradas pelo instrutor trainer da IANTD e membro do Board of Advisors dessa operadora, Michael Silva Netto.
A IANTD é uma certificadora de mergulho e não uma operadora. Houve erro na msg anterior.
Bruno, já vi em fotos e na TV alguns rebreathers em uma espécie de “case” onde os 2 cilindros e a peça central não ficam visíveis. Serve neste modelo que você tem?
Jomar, há vários modelos de rebreathers que possuem suas partes montadas dentro de uma cobertura plástica. O exemplo mais comum são os Inspiration/Evolution, fabricados na Inglaterra pela AP Valves.
A Innerspace, contudo, preferiu não dotar o Megalodon desse tipo de caixa plástica porque ao projetar o Meg ela pensou num rebreather que fosse modular, com o fim de atender as exigências de diversos tipos de mergulhadores, desde o recreacional até o explorador de cavernas e naufrágios profundos.
A adoção dessa cobertura plástica inviabilizaria a colocação no Meg de cilindros de maior capacidade, com o fim de permitir que o rebreather fosse usado em mergulhos extremos, tanto em termos de profundidade como de tempo de mergulho.
O Megalodon vem de fábrica com cilindros de 19 pés cúbicos de alumínio, fabricados pela Luxfer. No meu rebreather eu pedi à fábrica que fosse feito um upgrade dos cilindros para os FX 23 de aço da Faber, que me dão 3 litros de capacidade e pressão de trabalho de 3444 PSI. A minha decisão em pedir esse tipo de cilindro se deu em função deles serem mais pesados e adequados para uso em água salgada.
Há outros mergulhadores, como o Cedric Verdier, que já alcançou a profunidade de 230 metros com o Megalodon explorando uma caverna na Ásia, que nesses mergulhos exploratórios usam até mesmo S80 como cilindros onboard no Meg.
Como você pode ver, o projeto é modular e possibilita atender vários tipos de mergulhos e mergulhadores, sem nenhuma adaptação. Caso ele tivesse a caixa plástica, haveria uma limitação na adoção dos cilindros e consequentemente do rebreather. É isso o que acontece os modelos que adotam esse tipo de configuração.
Bruno
se vc conhecer michael silva netto fale pra ele ligar sem falta para michael de oliveria em umuarama .brasil.po favor e muito importante.urgente.
bruno se vc michael siuva netto manda ele entra em comtato com michael de oliveira em umuarama br
bruno se tiver contato com michael siuva netto manda ele entra em comtato com michael de oliveira em umuarama br
[...] pergunta, Fagundes responde”, novamente sobre o mesmo tema, o primeiro se encontra aqui. Talvez porque Fialho continua sem conhecer de perto o funcionamento do rebreather, ou quem sabe [...]