O Necton Sub saiu sábado (27/09/08) para dois mergulhos. O primeiro foi realizado em correnteza no Banco da Panela. E o segundo no naufrágio Maraldi, na Barra. Durante toda navegação foram avistadas (e fotografadas) muitas andorinhas.
Segundo o biólogo, especialista em aves marinhas, Francisco Pedro, a maioria é andorinha-do-mar-comum (Sterna hirundo), provavelmente com alguma andorinha-do-mar-rosada (Sterna dougallii) no meio. Todas elas se reproduzem no hemisfério norte, tanto na costa dos EUA e Caribe, quanto na Europa.
Porém tem uma pousada numa bóia verde (boreste) do Banco da Panela, que tem o bico amarelo (quarta imagem de cima para baixo). Essa é uma andorinha-do-mar-do-bico-amarelo (Thallasseus eurygnathus), que se reproduz em algumas ilhas costeiras da Patagônia e da costa sul e sudeste do Brasil, principalmente do Espírito Santo, considerado o maior sítio de reprodução da América do Sul.
Fora do período reprodutivo essa espécie se dispersa por nossa costa, utilizando bancos de areia localizados em saídas de canais e estuários como área de descanso. Na Bahia temos registros para praticamente todo o litoral, com destaque para Coroa Vermelha (Caravelas), Banco de Areia da Ponta do Garcez e Mangue Seco. Quem quiser conhecer mais sobre a espécie e as ilhas costeiras do Espírito Santo, visite o site da Associação Vila Velhense de Proteção Ambiental – AVIDEPA. Uma dessas ilhas é a Ilha Escalvada ou Ilha do Farol, em Guarapari, excelente ponto de mergulho e visitada por muitas operadoras da região.











Depois de descarregar as imagens do cartão de memória para o computador, foi possível identificar diversas andorinhas com anilhas. Essa última imagem é uma parte ampliada da sétima imagem (a única na posição vertical).
O anilhamento de aves é um recurso importante utilizado por pesquisadores para conhecer a biologia e ecologia desses animais. Através dele, por exemplo, é possível descobrir rotas migratórias e áreas de dispersão de aves, como as andorinhas-do-mar. Caso alguém encontre alguma ave anilhada, deve anotar as informações da anilha e encaminhar para o Centro de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres – CEMAVE, no endereço: ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, BR 230, Km 10, Cabedelo – Paraíba. CEP – 58.310-000, ou no telefone (83) 3245-5001, ou ainda no site.
Fotos por André Lima
Texto por Francisco Pedro Fonseca Neto
André e Pedro “Coruja”,
Fico muito feliz em acessar informações precisas sobre a fauna marinha, ainda mais com fotos de excelente qualidade! Parabéns!
Como curiosidade, há registro de uma Sterna dougalli, aqui para a Bahia, com mais de 25 anos de idade, então na próxima oportunidade observem com atenção e respeito redobrados a graça dessas pequenas e aparentemente frágeis aves, pois elas podem ser mais velhas que você!
Abraços!
Belíssimas fotos! Parabéns!
As fotos estão muito boas….abraço
Corujex marinnus e André,
lindos e descontraídos registros dessas maravilhosas aves e suas longas viagens! Dougalli 25 anos e migrando!!!!!
Excelente a maneira de se expressarem, parece que estamos conversando!
Parabéns, e aproveito para lembrar a Buia do rangório amanhã!
Abraços,
Jau
Show de fotos e textos. O lance de ampliar as fotos para localizar as anilhas é provo que a turma não saiu para passear. Parabéns!
maravilha! belas fotos e bem expressado o texto….e nós aqui nos deliciando todos os dias com elas (as hirundo) dando o ar de sua graça, mergulhando e pescando sempre na hora do por.do.sol quando nos sentamos ali na ponta de Cacha-Pregos…maior silêncio…só alguns barcos voltando da pesca e as Andorinhas em perfeita harmonia com a Natureza se recuperando por aqui….
Precioso trabalho de vcs que queremos ver avançando bonito por aqui…contem sempre conosco
Altas fotos e lindo trabalho!
Beijos
Vcs estão botando p/ lenhar! Muito bom tudo isso…
Belas fotos. Viva a Primavera .
Show de Fotos, (Casal 20 ) Tocando terror nas fotos uhu .
Rapaz, esses caras são os caras! imagine a nossa gente (mergulhadores e /ou admiradores do referido esporte) sem vocês! Não seríamos tão felizes. Belo trabalho e boa sorte para vocês.
[...] da Bahia. Dá até para identificar parte do número do telefone do Clube impresso na bóia. Há um texto muito bom do biólogo Francisco Pedro sobre as andorinhas-do-mar. Em 12 de setembro de [...]