Numa pequena vila, há muito tempo, um senhor resolveu juntar coisas que os habitantes faziam e também alguns objetos dos visitantes. Foi guardando peças de vidro, madeira, metal, barro e até de pedra, numa enorme caixa. Quando a caixa encheu, ele a colocou no fundo do mar. E lá continuou intocada por centenas de anos. Até que um dia um mergulhador autônomo achou esse “antigo tesouro”. Para sua surpresa a caixa ainda continha muitas coisas. Então, de posse do achado, o mergulhador vendeu o que considerou de maior valor comercial. Algumas coisas ele usou como enfeite na sua casa. E, simplesmente o que ele achava feio ou sem valor, jogava no lixo. Também, muitas coisas se quebraram ou deterioraram quando saíram da água.

O material encontrado na caixa era dos antepassados daquele mergulhador e de muitos outros indivíduos, provavelmente, de diversas nacionalidades. Sem chance de errar pode-se dizer que aquela caixa era uma Patrimônio Cultural e que TODOS perderam a chance de conhecer um pouco mais sobre suas origens.
Essa estória lembra o que acontece quando um mergulhador encontra um naufrágio antigo e retira peças desse patrimônio cultural subaquático.
Por André Lima
“No fundo do oceano existe um baú que guarda o segredo almejado desde a aurora dos tempos por gênios, sábios, alquimistas e conquistadores. Eu conheci esse baú num estranho ritual revelado a poucos. Hoje eu posso enfim revelar que essa busca de séculos foi em vão.”
Viva a pirataria!
Ora!