Testes com o Rebreather Megalodon Duplo

16 de fevereiro de 2010 por Eurípedes Vieira

Também conhecido como Dual Meg, Twin Meg ou Mega Meg, o Rebreather Megalodon Duplo é na verdade a junção de dois Rebreathers Megalodon, criando no equipamento único com total redundância em caso de falha. Assim, em caso de pane total de um dos rebreathers, teria-se uma segunda unidade pronta para uso imediato pelo mergulhador, sem lançar mão do recurso de bail out em circuito aberto.

A idéia não é nova: já foi usada no Projeto Wakulla Springs na Flórida com unidades duais Cis Lunar Mk5p em explorações de cavernas, bem como por mergulhadores europeus e australianos em explorações de naufrágios profundos, onde a grande necessidade de bail out em circuito aberto pode inviabilizar a imersão. Agora, no Brasil, começa a surgir o primeiro time de mergulhadores dispostos a mergulhar com esses equipamentos, que são bem complexos.

Aqui em Salvador os primeiros testes do equipamento já estão sendo conduzidos pelo mergulhador técnico Bruno Fagundes (decoman), que está desenvolvendo a sua adaptação ao equipamneto. O objetivo será viabilizar imersões mais profundas, com o objetivo de explorar pontos de mergulho interessantes, localizados na beira da plataforma continental, com profundidades entre 100 a 150 metros, bem como os novos naufrágios que vão surgindo, como o localizado a 190 metros de profundidade no litoral norte e as novas descobertas na costa do Rio de Janeiro (Projeto Pandora – 120 metros e CT Santa Catarina – 150 metros). Há apenas cerca de 10 unidades Megalodon Duais conhecidas em todo mundo.

Bons Mergulhos

6 comentários para “Testes com o Rebreather Megalodon Duplo”

  1. Léia disse:

    Esse rapaz ainda vai encontrar tesouros nas águas da Bahia! Vai em lugares nunca antes visitados, profundidades acima dos 100 m, fazendo tudo muito bem planejado e estudado. Siga-o quem for capaz!

  2. Decoman… eu realmente te admiro, pela coragem e pela dedicação. Apesar de todo o planejamento, treinamento e prévio estudo que com certeza voce faz para imersões tão profundas, eu não deixo de me preocupar com o dia em que algo possa te acontecer.

    Alguns dizem que um pode morrer afogado na banheira, enquanto que outros vão a centenas de metros de profundidade sem que nada aconteça. Estou certo que voce está no segundo grupo.

    Cuidado meu velho! E vá fundo… até encontrar as sereias… e se elas te chamarem, já sabe… Não fica por lá não!

  3. Andre Lima disse:

    Mergulho técnico ao extremo sempre tem um pouco (ou muito) do Complexo de Star Trek: estar onde nunca alguém esteve antes.

    Seja como for, cabe a cada um o calcular a relação risco/benefício.

  4. Tomás disse:

    DECOMAN,
    esse é o cara dos mergulhos exploratórios na Bahia, me sinto orgulhoso em poder desfrutar da sua amizade e de participar de algumas operações como membro dos piratas, claro a profundidades mais moderadas. Todos nós estamos aprendendo muito com esse dedicado estudioso dos mergulhos profundos e das novas tecnologias.
    Vá em frente pirata decoman, que todos nós mergulhadores e estudiosos dos setes mares agradecemos.

  5. Jomar disse:

    Na leva destes exemplos de dedicação ao mergulho vários são os “recs” que começam a seguir a “esteira” deixada pelos “techs”. Penso que este é um estímulo importante para muitos. No momento estou há várias dezenas de “msw” de distância deste tipo de imersão mas seguindo exemplos e sugestões de alguns amigos, entre eles Bruno Fagundes e André Lima, já estou com meu “fusca tech” pronto para ser um mergulhador mais redundante e profundo.

  6. Gustavo Paixão disse:

    Que maravilha de brinquedo isso sim é um Typhoon russo (Submarino) , parabéns vai fundo nas aventuras e traga boas noticias.

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