Também conhecido como Dual Meg, Twin Meg ou Mega Meg, o Rebreather Megalodon Duplo é na verdade a junção de dois Rebreathers Megalodon, criando no equipamento único com total redundância em caso de falha. Assim, em caso de pane total de um dos rebreathers, teria-se uma segunda unidade pronta para uso imediato pelo mergulhador, sem lançar mão do recurso de bail out em circuito aberto.
A idéia não é nova: já foi usada no Projeto Wakulla Springs na Flórida com unidades duais Cis Lunar Mk5p em explorações de cavernas, bem como por mergulhadores europeus e australianos em explorações de naufrágios profundos, onde a grande necessidade de bail out em circuito aberto pode inviabilizar a imersão. Agora, no Brasil, começa a surgir o primeiro time de mergulhadores dispostos a mergulhar com esses equipamentos, que são bem complexos.
Aqui em Salvador os primeiros testes do equipamento já estão sendo conduzidos pelo mergulhador técnico Bruno Fagundes (decoman), que está desenvolvendo a sua adaptação ao equipamneto. O objetivo será viabilizar imersões mais profundas, com o objetivo de explorar pontos de mergulho interessantes, localizados na beira da plataforma continental, com profundidades entre 100 a 150 metros, bem como os novos naufrágios que vão surgindo, como o localizado a 190 metros de profundidade no litoral norte e as novas descobertas na costa do Rio de Janeiro (Projeto Pandora – 120 metros e CT Santa Catarina – 150 metros). Há apenas cerca de 10 unidades Megalodon Duais conhecidas em todo mundo.
Bons Mergulhos



Esse rapaz ainda vai encontrar tesouros nas águas da Bahia! Vai em lugares nunca antes visitados, profundidades acima dos 100 m, fazendo tudo muito bem planejado e estudado. Siga-o quem for capaz!
Decoman… eu realmente te admiro, pela coragem e pela dedicação. Apesar de todo o planejamento, treinamento e prévio estudo que com certeza voce faz para imersões tão profundas, eu não deixo de me preocupar com o dia em que algo possa te acontecer.
Alguns dizem que um pode morrer afogado na banheira, enquanto que outros vão a centenas de metros de profundidade sem que nada aconteça. Estou certo que voce está no segundo grupo.
Cuidado meu velho! E vá fundo… até encontrar as sereias… e se elas te chamarem, já sabe… Não fica por lá não!
Mergulho técnico ao extremo sempre tem um pouco (ou muito) do Complexo de Star Trek: estar onde nunca alguém esteve antes.
Seja como for, cabe a cada um o calcular a relação risco/benefício.
DECOMAN,
esse é o cara dos mergulhos exploratórios na Bahia, me sinto orgulhoso em poder desfrutar da sua amizade e de participar de algumas operações como membro dos piratas, claro a profundidades mais moderadas. Todos nós estamos aprendendo muito com esse dedicado estudioso dos mergulhos profundos e das novas tecnologias.
Vá em frente pirata decoman, que todos nós mergulhadores e estudiosos dos setes mares agradecemos.
Na leva destes exemplos de dedicação ao mergulho vários são os “recs” que começam a seguir a “esteira” deixada pelos “techs”. Penso que este é um estímulo importante para muitos. No momento estou há várias dezenas de “msw” de distância deste tipo de imersão mas seguindo exemplos e sugestões de alguns amigos, entre eles Bruno Fagundes e André Lima, já estou com meu “fusca tech” pronto para ser um mergulhador mais redundante e profundo.
Que maravilha de brinquedo isso sim é um Typhoon russo (Submarino) , parabéns vai fundo nas aventuras e traga boas noticias.