Um caso raro de DDI – Doença Descompressiva Imaginária

5 de março de 2010 por Andre Lima

Estava na beira da cama, conversando com Cláudia sobre o blusão de couro quando tocou o telefone. Achei estranho, pois já era quase meia noite. Atendi e, para minha surpresa, era Marquinhos “Conspirador”. Com a voz embargada ele me perguntou “Você já sabe?”. Fiquei tenso, sem conseguir respondê-lo. É um típico começo para dizer sobre a morte de alguém. Então ele completou “Não é só você que vai para máquina!” Na gíria dos mergulhadores da velha guarda, máquina é o nome da câmara descompressiva. E travamos o seguinte diálogo:

- Quem foi dessa vez, Marquinhos?
- Eu, eu fui para máquina?
- Mas o que houve com você, rapaz?
- Eu peguei uma descompressão, véio. Tive de ir.
- Marquinhos, doença descompressiva não é gripe. Não se pega assim.
- Porra Mário, eu sei disso. Eu passei por uma descompressão e tive o ataque.
- Me conte com mais detalhes o que houve, Marquinhos.
- Eu tava lá na tubulação da Brastânio a 35 m de profundidade. Aí puxei com força uma seção de tubo. Foi quando começou o ataque.
- Como assim, Marquinhos?
- Exatamente como estou lhe dizendo, Mário. Começou a 35 metros de profundidade. Igual ao seu ataque.
- Cara! Eu tive um ataque descompressivo por vir de 35 metros de profundidade. Os sintomas só surgiram poucos minutos depois, já na superfície. É bem diferente, Marquinhos.
- Sim, eu sei. O meu foi bem pior. Começou no fundo.
- Rapaz, acho que você está confundindo as coisas. Mas, me conte o resto, Marquinhos.
- A galera me colocou na máquina que existe no barco grande, depois que eu expliquei que estava sentindo fortes dores na altura da articulação do ombro esquerdo…

E assim o antigo pardal, atual supervisor de mergulho profissional de uma conceituada empresa, me contou que passou quase 4 horas na câmara hiperbárica para tratamento de uma nítida lesão muscular, provocada pelo esforço excessivo com o braço esquerdo. Um quadro típico para aplicação de um GELOL, quiçá um anti-inflamatório muscular. De toda sorte, talvez agora o nosso amigo Marquinhos fique mais humilde, já que viu a morte tão de perto.

Da Mansão do Lago Azul,
Mário Mukeka, ex-pirata, agora flertando com a arqueologia.

4 comentários para “Um caso raro de DDI – Doença Descompressiva Imaginária”

  1. marcos disse:

    que vergonha…. além de falso pirata, arqueologo que n sabe nada srsrs
    agora conta relatos ficticios sobre os outros
    abraços perna de macarrão

  2. Léia disse:

    Hein?!
    : ) : ) : )

  3. Gustavo Paixão disse:

    Marquinhos ex-conspirador e Mukeka ex-pirata , que situação !!!!!!!!!!!!!!
    O fim do mundo realmente ta chegando. rs rs rs rs rs rs rs rs rs.
    Quando as caixinhas de açúcar boiar não quero choro rs.

  4. Eurípedes de Lima Vieira disse:

    Definitivamente vou mudar o nome de Marquinhos Conspirador, para Marquinhos o Bolhudo………..rs

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