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Um caso raro de DDI – Doença Descompressiva Imaginária

sexta-feira, 5 de março de 2010

Estava na beira da cama, conversando com Cláudia sobre o blusão de couro quando tocou o telefone. Achei estranho, pois já era quase meia noite. Atendi e, para minha surpresa, era Marquinhos “Conspirador”. Com a voz embargada ele me perguntou “Você já sabe?”. Fiquei tenso, sem conseguir respondê-lo. É um típico começo para dizer sobre a morte de alguém. Então ele completou “Não é só você que vai para máquina!” Na gíria dos mergulhadores da velha guarda, máquina é o nome da câmara descompressiva. E travamos o seguinte diálogo:

- Quem foi dessa vez, Marquinhos?
- Eu, eu fui para máquina?
- Mas o que houve com você, rapaz?
- Eu peguei uma descompressão, véio. Tive de ir.
- Marquinhos, doença descompressiva não é gripe. Não se pega assim.
- Porra Mário, eu sei disso. Eu passei por uma descompressão e tive o ataque.
- Me conte com mais detalhes o que houve, Marquinhos.
- Eu tava lá na tubulação da Brastânio a 35 m de profundidade. Aí puxei com força uma seção de tubo. Foi quando começou o ataque.
- Como assim, Marquinhos?
- Exatamente como estou lhe dizendo, Mário. Começou a 35 metros de profundidade. Igual ao seu ataque.
- Cara! Eu tive um ataque descompressivo por vir de 35 metros de profundidade. Os sintomas só surgiram poucos minutos depois, já na superfície. É bem diferente, Marquinhos.
- Sim, eu sei. O meu foi bem pior. Começou no fundo.
- Rapaz, acho que você está confundindo as coisas. Mas, me conte o resto, Marquinhos.
- A galera me colocou na máquina que existe no barco grande, depois que eu expliquei que estava sentindo fortes dores na altura da articulação do ombro esquerdo…

E assim o antigo pardal, atual supervisor de mergulho profissional de uma conceituada empresa, me contou que passou quase 4 horas na câmara hiperbárica para tratamento de uma nítida lesão muscular, provocada pelo esforço excessivo com o braço esquerdo. Um quadro típico para aplicação de um GELOL, quiçá um anti-inflamatório muscular. De toda sorte, talvez agora o nosso amigo Marquinhos fique mais humilde, já que viu a morte tão de perto.

Da Mansão do Lago Azul,
Mário Mukeka, ex-pirata, agora flertando com a arqueologia.

Novo Porto de Salvador…

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Logo após o término das obras do metrô, da construção da ponte ligando Itaparica, do Oceanário da Pituba, do Shopping Subterrâneo do Campo Grande, da despoluição da Baía de Todos os Santos…

Clique na foto para vê-la em tamanho grande.
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A seção dessa postagem foi humor, mas você também pode chorar de tristeza.

Quando uma não quer, duas agências não se bicam

domingo, 7 de junho de 2009

Um cliente encosta no balcão de uma operadora de mergulho PADI e fala com a atendente que parecia estar brigando com o celular:

- Bom dia, senhorita. Eu sou Mergulhador Autônomo PADI (PADI Scuba Diver) e gostaria de mergulhar no famoso naufrágio dessa cidade.
- Bom dia. Me desculpe o mau jeito, mas essas operadores de celular são um horror. Nessa alta estação, as ligações vivem caindo. Bom, vamos ao que interessa. De fato o mergulho lá é muito bom. Mas, com essa certificação, você deve saber que precisará de um Mestre de Mergulho PADI (PADI Divemaster) para ficar supervisionando a sua atividade. E esta ficará limitada até 12 metros de profundidade.
- É, meu instrutor me disse isso, na época do curso. Mas hoje eu descobri que, um meu amigo também Mergulhador Autônomo, só que NAUI (NAUI Scuba Diver), pode mergulhar 18 metros, sem supervisão. Como é isso?
- Infelizmente eu não sei muito sobre as outras agências de mergulho, estou trabalhando aqui há duas semanas. Ainda estou aprendendo sobre o sistema PADI.

Quando entra no recinto e na conversa um outro cliente, um Treinador de Instrutor PDIC (Instructor Trainer PDIC), soltando um grito de surpresa:

- Diga aí Paulão! Que legal a gente se encontrar aqui nessa cidade. Tô louco para conhecer o famoso naufrágio daqui. E você?
- Rapaz, eu também. Mas estou meio preso a algumas limitações para esse mergulho. Ainda vou ter que pagar um adicional de supervisão por um Mestre de Mergulho PADI.
- Não seja por isso. Farei dupla com você e, apesar de Treinador de Instrutor PDIC, atuarei como o seu Supervisor de Mergulho (Dive Supervisor PDIC). Que tal?
- Ótimo. Podemos então reservar nossas vagas, senhorita?

A atendente fica numa dúvida e começa a olhar um manual em que lista em detalhes todas as certificações da PADI. Ela olha cuidadosamente aquele papel com os nomes originais, todos em inglês, e não encontra Instructor Trainer, nem Dive Supervisor. Então responde:

- É, pelo que eu li o Mergulhador Autônomo PADI pode participar de outras atividades de mergulho sob a requerida supervisão. Mas nada encontrei sobre suas qualificações nesse pequeno manual. Assim, para não incorrermos num erro, não é melhor o senhor Paulo mergulhar com um Mestre de Mergulho PADI e…

Num tom tranqüilo, mas tangenciando a ironia, interrompeu o Treinador de Instrutor, de alcunha BODA (Bom De Água), reconhecido como o melhor mergulhador e instrutor da sua região.
- Com licença, minha jovem. Eu explico o meu status. Pela minha agência, como Treinador de Instrutor eu posso formar novos instrutores. E sempre um instrutor de mergulho está acima de um mestre de mergulho. Capiche?
- Ei, Zezo! Me dê uma ajuda aqui. Gritou a atendente para um integrante da equipe de operação, que passava na área.

- Bom dia senhores. Meu nome é José Zolly, mas podem me chamar de Zezo. Sou Especialista em Controle de Mergulho da SSI (SSI Dive Control Specialist), em que posso ajudá-los?
- Vou repetir, eu sou Mergulhador Autônomo PADI (PADI Scuba Diver) e gostaria de mergulhar no famoso naufrágio dessa cidade. Aí a moça disse que… e blá-blá-blá.
- Entendi a situação. Mas, pelo que vejo, o maior problema é que esse naufrágio está na cota dos 32 metros de profundidade. Então, o ideal é que o mergulhador esteja num nível avançado de certificação, como por exemplo o Aventureiro Avançado SSI (SSI Advanced Adventurer). Até, muitas vezes, levamos mergulhadores básicos, mas sempre sob os cuidados dos nossos instrutores. Mas, nesse caso, você ainda não tem uma certificação considerada básica. É praticamente uma porção da básica.

BODA (Bom De Água) então falou, um pouco mais irônico, por achar que o Especialista em Controle de Mergulho da SSI não deveria questionar a supervisão de um Treinador de Instrutor, ainda que não fosse de sua agência ou trabalhasse na operadora de mergulho:

- Mas se falta uma porção para Paulo se tornar um básico, em compensação eu, que serei dupla dele, tenho uma porção a mais do que um simples instrutor. Não acha?
- Sem dúvida. Por mim, a gente já estaria na água. Mas, não sou eu quem manda na operação. Vou consultar meu chefe, que é Treinador de Instrutor NAUI (NAUI Instructor Trainer). Respondeu Zezo, sem querer perder os dois clientes ou parecer desafiar a competência do Treinador de Instrutor PDIC.

E rolou a seguinte conversar no celular, entre o Zezo e Marcão, chefe de operação e Treinador de Instrutor NAUI:

- Oi Marcão. É o seguinte: estou com dois clientes querendo mergulhar…… e blá-blá-blá. Por favor, me dê uma solução já que o Boda tem o mesmo nível de certificação que a sua.
- Zezo, na verdade o Treinador de Instrutor NAUI não pode formar instrutor. Quem faz isso é o Diretor de Curso NAUI (NAUI Course Director). Mas isso não vem ao caso agora. Vou até consultar Júlio Aziz, que é Diretor de Curso PADI (PADI Course Director), aproveitando que ele está aqui comigo no barco. Em tese, ele é o melhor cara para responder corretamente essa questão.

Dois minutos depois.

- Alô Marcão? Putz! A ligação caiu! Nessa época do ano celular nunca funciona direito. Essas operadoras de telefone… Mas, eu vou ligar de novo e não se preocupem que o chefe de operações está inclusive consultando um Diretor de Curso PADI para não quebrarmos as recomendações das agências. Disse Zezo para os dois clientes.

- Marcão? E aí teve resposta com seu colega Diretor de Curso?
- Oi Zezo. Já que você gosta de saber de tudo. O Diretor de Curso PADI não certifica o instrutor, como faz o da NAUI. Basicamente as funções do Diretor de Curso da NAUI são similares ao do Examinador PADI. Mas, vamos ao que interessa, estamos perdendo tempo com isso. Ele me disse o seguinte… pi pi pi.

Por André Lima.

Dicionário “Mergulhês”

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Do periódico “Go Diving!” da Dive Bahia, publicado no dia 2 de janeiro de 1996.

Perguntas e respostas por Jomar Souza

domingo, 26 de abril de 2009

Quais são as substâncias essenciais para manter o organismo humano vivo?
R – oxigênio, glicose e água (O2 + C6 H12 O6 + H2O).

Quais são as substâncias essenciais para manter o organismo de um mergulhador vivo?
R – nitrogênio, cloreto de sódio e água (N2 + NaCl + H2O)!!!

Quando eu crescer quero ser mergulhador!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Oktapodi – by Talantis Films

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Dra. Tatiana Leite tinha razão, os polvos são animais super inteligentes.

Você já ouviu isso de um Divemaster?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Na semana passada a visibilidade estava incrível!

Um dia vou me tornar instrutor e ficar rico…

Dive Chat(o) com Marcos de Paula, bi-campeão soteropolitano de bolhas

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Alguns trechos selecionados

Gilmar Pereira – Boa tarde, seu Marcos. Sou mergulhador de Brasília. Como você poderia bem resumidamente ensinar a fazer essas bolhas circulares em água salgada?

Marcos de Paula – Existe mais de uma técnica. Soltar o ar rapidamente é o básico de todas.

Shirley – Com ou sem o regulador na boca?

Marcos de Paula – Sem. Mas, fique com ele (o regulador) na mão para não passar sufoco (risos).

Dirinha de Tinharé – Poderia explicar mais detalhadamente a técnica do cigarro? É a mesma que usam para fazer os círculos de fumaça?

Marcos de Paula – Muito parecida. A maior diferença está no movimento mais rápido e um pouco mais forte para as bolhas circulares.

Luís Eustáquio Neto – Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela belíssima vitória neste último campeonato de bolhas, ocorrido no Banco da Panela. Segundamente, existe algum curso mais avançado para quem já pratica esse saudável esporte?

Marcos de Paula – Obrigado Luís. Sua pergunta veio a calhar, pois realmente no Brasil ninguém tem oferecido um curso mais técnico. Diante dessa lacuna, em janeiro de 2009, tenho pensado em promover um workshop somente para atletas. Por enquanto, certo mesmo está o Concurso Necton Sub de Fotografia de Bolhas Circulares. Em breve darei mais detalhes.


Fotos por Marcos de Paula

Faça você mesmo: Pedra de Previsão do tempo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Os mergulhos neste final de semana foram excelentes. Pena que algumas pessoas deixaram de participar porque “acharam” que ia chover. É o preço pago por quem não tem uma “Pedra de Previsão do Tempo” em casa.


Foto enviada por Buia.

Nossas recomendações para quem quiser fazer uma “Pedra de Previsão do Tempo”:
- Não funciona adequadamente em apartamentos;
- Cuidado com a cabeça quando em nevoeiro;
- Não passe por debaixo da pedra quando ventando ou em terremoto;
- Se você avistar “pedra branca no topo” na Bahia, pare a bebida.

Por favor contribua com mais recomendações para os desavisados.