Arquivo da Categoria ‘Coisas Interessantes’

Novo naufrágio em Salvador

segunda-feira, 8 de março de 2010

O temporal do início da noite de domingo (07.03.2010) causou mais um naufrágio em Salvador, o barco I.M. Arpedi. Parece que esse não vai durar como naufrágio, pois o mesmo se encontra na região de acesso marítimo da Capitania dos Portos. Veja as imagens:

A conversa de beira de cais é que esse barco não tinha motor, nem bomba de porão. Toda água que entrava era retirada com ajuda de balde. Haja balde agora!!!

Teste de Conhecimento

segunda-feira, 1 de março de 2010

A figura acima representa

a) a imagem gerada por uma ecossonda do Ho Mei III.
b) a imagem gerada por um fishfinder do Rebocador do Rio Vermelho.
c) a imagem gerada por uma ecossonda do Rebocador da Jequitaia.
d) a imagem gerada por um side scan sonar do Ho Mei III.
e) a imagem gerada por um fishfinder do Rebocador da Jequitaia.
f) a imagem gerada por um side scan sonar do Rebocador do Rio Vermelho.
g) a imagem gerada por uma ecossonda do Rebocador do Rio Vermelho.
h) a imagem gerada por um fishfinder do Ho Mei III.
i) a imagem gerada por um side scan sonar do Rebocador da Jequitaia.

Testes com o Rebreather Megalodon Duplo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Também conhecido como Dual Meg, Twin Meg ou Mega Meg, o Rebreather Megalodon Duplo é na verdade a junção de dois Rebreathers Megalodon, criando no equipamento único com total redundância em caso de falha. Assim, em caso de pane total de um dos rebreathers, teria-se uma segunda unidade pronta para uso imediato pelo mergulhador, sem lançar mão do recurso de bail out em circuito aberto.

A idéia não é nova: já foi usada no Projeto Wakulla Springs na Flórida com unidades duais Cis Lunar Mk5p em explorações de cavernas, bem como por mergulhadores europeus e australianos em explorações de naufrágios profundos, onde a grande necessidade de bail out em circuito aberto pode inviabilizar a imersão. Agora, no Brasil, começa a surgir o primeiro time de mergulhadores dispostos a mergulhar com esses equipamentos, que são bem complexos.

Aqui em Salvador os primeiros testes do equipamento já estão sendo conduzidos pelo mergulhador técnico Bruno Fagundes (decoman), que está desenvolvendo a sua adaptação ao equipamneto. O objetivo será viabilizar imersões mais profundas, com o objetivo de explorar pontos de mergulho interessantes, localizados na beira da plataforma continental, com profundidades entre 100 a 150 metros, bem como os novos naufrágios que vão surgindo, como o localizado a 190 metros de profundidade no litoral norte e as novas descobertas na costa do Rio de Janeiro (Projeto Pandora – 120 metros e CT Santa Catarina – 150 metros). Há apenas cerca de 10 unidades Megalodon Duais conhecidas em todo mundo.

Bons Mergulhos

Nova Oficina Náutica em Salvador

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nosso grande amigo Carlinhos, comandante do veleiro Marline, cansado de fazer pequenos serviços de reparos em equipamentos náuticos, em baixo de uma escadinha na entrada de sua residência, em frente a Praia do Canta Galo, resolveu investir pesado, e abriu uma oficina no Bairro do Uruguai na cidade baixa.

Nessa nova oficina, ele dispõe de todos os equipamentos e maquinário adequado para realizar manutenção em cilindros de mergulho e equipamentos náuticos em geral, bem como, fabricar peças e itens para embarcações, utilizando aço inox e outros materiais, como: Guarda mancebo, ancoras, gavietes, ganchos, garateas, etc..

Mas a iniciativa de Carlinhos, não para por ai, ele já possui planos para entrar com força no segmento da construção naval, construtor naval por vocação e intuição…rs, já construiu quatro embarcações, todas com boa navegabilidade e já está construindo sob encomenda pequenos botes utilitários para apoio marítimo, em fibra de vidro.

É isso ai, sucesso amigo Carlinhos, quem trabalha por amor ao que faz, merece todo êxito e sucesso em seus projetos.

Contatos:
Rua Regis Pacheco, nº 50, Travessa Nonato Marquez, Uruguai
Tel 71 3313-4175 e 71 82179049

Bons Mergulhos

Novos Ventos, Novos Rumos

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Finalmente quebramos o período de mais de 2 meses sem nenhuma novidade!

Com o fim das operações de mergulho no “Amarelinho” este site ficou sem tantas novidades… e é por isso que estamos convidando pessoas que tenham interessem em colaborar com a manutenção do mesmo. Não existe custo na manutenção que não seja a criação e publicação de seu conteúdo.

Hoje temos mais de mil usuários por dia que vem aqui para ver a mesma coisa todos os dias! Mil pessoas, que continuam acreditando que este site é uma excelente fonte de informação sobre mergulho em Salvador. E assim será!

Convidamos instrutores, operadoras, fabricantes e fornecedores de equipamentos, biólogos, médicos, historiadores, fotógrafos, cinegrafistas, curiosos e demais interessados a se converterem em colaboradores!

Se voce se encaixa em algum destes perfis, sinta-se à vontade para escrever ao Leonardo Fialho no endereço leonardofialho@gmail.com explicando como voce pode colaborar!

Quando uma não quer, duas agências não se bicam

domingo, 7 de junho de 2009

Um cliente encosta no balcão de uma operadora de mergulho PADI e fala com a atendente que parecia estar brigando com o celular:

- Bom dia, senhorita. Eu sou Mergulhador Autônomo PADI (PADI Scuba Diver) e gostaria de mergulhar no famoso naufrágio dessa cidade.
- Bom dia. Me desculpe o mau jeito, mas essas operadores de celular são um horror. Nessa alta estação, as ligações vivem caindo. Bom, vamos ao que interessa. De fato o mergulho lá é muito bom. Mas, com essa certificação, você deve saber que precisará de um Mestre de Mergulho PADI (PADI Divemaster) para ficar supervisionando a sua atividade. E esta ficará limitada até 12 metros de profundidade.
- É, meu instrutor me disse isso, na época do curso. Mas hoje eu descobri que, um meu amigo também Mergulhador Autônomo, só que NAUI (NAUI Scuba Diver), pode mergulhar 18 metros, sem supervisão. Como é isso?
- Infelizmente eu não sei muito sobre as outras agências de mergulho, estou trabalhando aqui há duas semanas. Ainda estou aprendendo sobre o sistema PADI.

Quando entra no recinto e na conversa um outro cliente, um Treinador de Instrutor PDIC (Instructor Trainer PDIC), soltando um grito de surpresa:

- Diga aí Paulão! Que legal a gente se encontrar aqui nessa cidade. Tô louco para conhecer o famoso naufrágio daqui. E você?
- Rapaz, eu também. Mas estou meio preso a algumas limitações para esse mergulho. Ainda vou ter que pagar um adicional de supervisão por um Mestre de Mergulho PADI.
- Não seja por isso. Farei dupla com você e, apesar de Treinador de Instrutor PDIC, atuarei como o seu Supervisor de Mergulho (Dive Supervisor PDIC). Que tal?
- Ótimo. Podemos então reservar nossas vagas, senhorita?

A atendente fica numa dúvida e começa a olhar um manual em que lista em detalhes todas as certificações da PADI. Ela olha cuidadosamente aquele papel com os nomes originais, todos em inglês, e não encontra Instructor Trainer, nem Dive Supervisor. Então responde:

- É, pelo que eu li o Mergulhador Autônomo PADI pode participar de outras atividades de mergulho sob a requerida supervisão. Mas nada encontrei sobre suas qualificações nesse pequeno manual. Assim, para não incorrermos num erro, não é melhor o senhor Paulo mergulhar com um Mestre de Mergulho PADI e…

Num tom tranqüilo, mas tangenciando a ironia, interrompeu o Treinador de Instrutor, de alcunha BODA (Bom De Água), reconhecido como o melhor mergulhador e instrutor da sua região.
- Com licença, minha jovem. Eu explico o meu status. Pela minha agência, como Treinador de Instrutor eu posso formar novos instrutores. E sempre um instrutor de mergulho está acima de um mestre de mergulho. Capiche?
- Ei, Zezo! Me dê uma ajuda aqui. Gritou a atendente para um integrante da equipe de operação, que passava na área.

- Bom dia senhores. Meu nome é José Zolly, mas podem me chamar de Zezo. Sou Especialista em Controle de Mergulho da SSI (SSI Dive Control Specialist), em que posso ajudá-los?
- Vou repetir, eu sou Mergulhador Autônomo PADI (PADI Scuba Diver) e gostaria de mergulhar no famoso naufrágio dessa cidade. Aí a moça disse que… e blá-blá-blá.
- Entendi a situação. Mas, pelo que vejo, o maior problema é que esse naufrágio está na cota dos 32 metros de profundidade. Então, o ideal é que o mergulhador esteja num nível avançado de certificação, como por exemplo o Aventureiro Avançado SSI (SSI Advanced Adventurer). Até, muitas vezes, levamos mergulhadores básicos, mas sempre sob os cuidados dos nossos instrutores. Mas, nesse caso, você ainda não tem uma certificação considerada básica. É praticamente uma porção da básica.

BODA (Bom De Água) então falou, um pouco mais irônico, por achar que o Especialista em Controle de Mergulho da SSI não deveria questionar a supervisão de um Treinador de Instrutor, ainda que não fosse de sua agência ou trabalhasse na operadora de mergulho:

- Mas se falta uma porção para Paulo se tornar um básico, em compensação eu, que serei dupla dele, tenho uma porção a mais do que um simples instrutor. Não acha?
- Sem dúvida. Por mim, a gente já estaria na água. Mas, não sou eu quem manda na operação. Vou consultar meu chefe, que é Treinador de Instrutor NAUI (NAUI Instructor Trainer). Respondeu Zezo, sem querer perder os dois clientes ou parecer desafiar a competência do Treinador de Instrutor PDIC.

E rolou a seguinte conversar no celular, entre o Zezo e Marcão, chefe de operação e Treinador de Instrutor NAUI:

- Oi Marcão. É o seguinte: estou com dois clientes querendo mergulhar…… e blá-blá-blá. Por favor, me dê uma solução já que o Boda tem o mesmo nível de certificação que a sua.
- Zezo, na verdade o Treinador de Instrutor NAUI não pode formar instrutor. Quem faz isso é o Diretor de Curso NAUI (NAUI Course Director). Mas isso não vem ao caso agora. Vou até consultar Júlio Aziz, que é Diretor de Curso PADI (PADI Course Director), aproveitando que ele está aqui comigo no barco. Em tese, ele é o melhor cara para responder corretamente essa questão.

Dois minutos depois.

- Alô Marcão? Putz! A ligação caiu! Nessa época do ano celular nunca funciona direito. Essas operadoras de telefone… Mas, eu vou ligar de novo e não se preocupem que o chefe de operações está inclusive consultando um Diretor de Curso PADI para não quebrarmos as recomendações das agências. Disse Zezo para os dois clientes.

- Marcão? E aí teve resposta com seu colega Diretor de Curso?
- Oi Zezo. Já que você gosta de saber de tudo. O Diretor de Curso PADI não certifica o instrutor, como faz o da NAUI. Basicamente as funções do Diretor de Curso da NAUI são similares ao do Examinador PADI. Mas, vamos ao que interessa, estamos perdendo tempo com isso. Ele me disse o seguinte… pi pi pi.

Por André Lima.

Você usa máscara importada?

sábado, 23 de maio de 2009


Cotação realizada em março de 1991. Na época 1 dólar na cotação comercial de compra valia Cr$ 224,15 (duzentos e vinte e quatro cruzeiros e quinze centavos).

Provavelmente quem comprou uma máscara importada deve ter pago com doze notas de mil, duas de cem e uma de cinqüenta cruzeiros. Ou seja, 15 notas no total.

Se o Brasil não tivesse mudado de moeda, em 26 de janeiro de 2003, quando o dólar comercial de compra estava por R$ 3,62, você precisaria de Cr$ 10.169.086,02 (dez milhões, cento e sessenta e nove mil e oitenta e seis cruzeiros e dois centavos) para comprar uma máscara dessa.

Só em notas de 1000 cruzeiros você iria precisar levar um carrinho para transportar. Seriam mais dez mil notas.

Que país louco, não? Talvez não. Vamos votar melhor! Sarney, o grande rei da inflação, ainda tem vida política ativa. A propósito, uma ponte Salvador-Itaparica vai custar muito mais do que custou a faraônica Rio-Niterói. Tente imaginar se essa obra tivesse que ser paga em cruzeiros.

Um cartão para pensar

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um cartão postal, desses que são distribuídos gratuitamente nos bares e restaurantes, mostra um mergulhador, além de um vaso sanitário deitado, uma bota, duas latinhas… tudo bem sujo, como se fosse petróleo derramado no mar.

Por que usaram um mergulhador autônomo com uma arma na mão?

A Caixa

terça-feira, 19 de maio de 2009

Numa pequena vila, há muito tempo, um senhor resolveu juntar coisas que os habitantes faziam e também alguns objetos dos visitantes. Foi guardando peças de vidro, madeira, metal, barro e até de pedra, numa enorme caixa. Quando a caixa encheu, ele a colocou no fundo do mar. E lá continuou intocada por centenas de anos. Até que um dia um mergulhador autônomo achou esse “antigo tesouro”. Para sua surpresa a caixa ainda continha muitas coisas. Então, de posse do achado, o mergulhador vendeu o que considerou de maior valor comercial. Algumas coisas ele usou como enfeite na sua casa. E, simplesmente o que ele achava feio ou sem valor, jogava no lixo. Também, muitas coisas se quebraram ou deterioraram quando saíram da água.

O material encontrado na caixa era dos antepassados daquele mergulhador e de muitos outros indivíduos, provavelmente, de diversas nacionalidades. Sem chance de errar pode-se dizer que aquela caixa era uma Patrimônio Cultural e que TODOS perderam a chance de conhecer um pouco mais sobre suas origens.

Essa estória lembra o que acontece quando um mergulhador encontra um naufrágio antigo e retira peças desse patrimônio cultural subaquático.

Por André Lima

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quinta-feira, 23 de abril de 2009








Fonte: Site da Global Garbage