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Quando uma não quer, duas agências não se bicam

domingo, 7 de junho de 2009

Um cliente encosta no balcão de uma operadora de mergulho PADI e fala com a atendente que parecia estar brigando com o celular:

- Bom dia, senhorita. Eu sou Mergulhador Autônomo PADI (PADI Scuba Diver) e gostaria de mergulhar no famoso naufrágio dessa cidade.
- Bom dia. Me desculpe o mau jeito, mas essas operadores de celular são um horror. Nessa alta estação, as ligações vivem caindo. Bom, vamos ao que interessa. De fato o mergulho lá é muito bom. Mas, com essa certificação, você deve saber que precisará de um Mestre de Mergulho PADI (PADI Divemaster) para ficar supervisionando a sua atividade. E esta ficará limitada até 12 metros de profundidade.
- É, meu instrutor me disse isso, na época do curso. Mas hoje eu descobri que, um meu amigo também Mergulhador Autônomo, só que NAUI (NAUI Scuba Diver), pode mergulhar 18 metros, sem supervisão. Como é isso?
- Infelizmente eu não sei muito sobre as outras agências de mergulho, estou trabalhando aqui há duas semanas. Ainda estou aprendendo sobre o sistema PADI.

Quando entra no recinto e na conversa um outro cliente, um Treinador de Instrutor PDIC (Instructor Trainer PDIC), soltando um grito de surpresa:

- Diga aí Paulão! Que legal a gente se encontrar aqui nessa cidade. Tô louco para conhecer o famoso naufrágio daqui. E você?
- Rapaz, eu também. Mas estou meio preso a algumas limitações para esse mergulho. Ainda vou ter que pagar um adicional de supervisão por um Mestre de Mergulho PADI.
- Não seja por isso. Farei dupla com você e, apesar de Treinador de Instrutor PDIC, atuarei como o seu Supervisor de Mergulho (Dive Supervisor PDIC). Que tal?
- Ótimo. Podemos então reservar nossas vagas, senhorita?

A atendente fica numa dúvida e começa a olhar um manual em que lista em detalhes todas as certificações da PADI. Ela olha cuidadosamente aquele papel com os nomes originais, todos em inglês, e não encontra Instructor Trainer, nem Dive Supervisor. Então responde:

- É, pelo que eu li o Mergulhador Autônomo PADI pode participar de outras atividades de mergulho sob a requerida supervisão. Mas nada encontrei sobre suas qualificações nesse pequeno manual. Assim, para não incorrermos num erro, não é melhor o senhor Paulo mergulhar com um Mestre de Mergulho PADI e…

Num tom tranqüilo, mas tangenciando a ironia, interrompeu o Treinador de Instrutor, de alcunha BODA (Bom De Água), reconhecido como o melhor mergulhador e instrutor da sua região.
- Com licença, minha jovem. Eu explico o meu status. Pela minha agência, como Treinador de Instrutor eu posso formar novos instrutores. E sempre um instrutor de mergulho está acima de um mestre de mergulho. Capiche?
- Ei, Zezo! Me dê uma ajuda aqui. Gritou a atendente para um integrante da equipe de operação, que passava na área.

- Bom dia senhores. Meu nome é José Zolly, mas podem me chamar de Zezo. Sou Especialista em Controle de Mergulho da SSI (SSI Dive Control Specialist), em que posso ajudá-los?
- Vou repetir, eu sou Mergulhador Autônomo PADI (PADI Scuba Diver) e gostaria de mergulhar no famoso naufrágio dessa cidade. Aí a moça disse que… e blá-blá-blá.
- Entendi a situação. Mas, pelo que vejo, o maior problema é que esse naufrágio está na cota dos 32 metros de profundidade. Então, o ideal é que o mergulhador esteja num nível avançado de certificação, como por exemplo o Aventureiro Avançado SSI (SSI Advanced Adventurer). Até, muitas vezes, levamos mergulhadores básicos, mas sempre sob os cuidados dos nossos instrutores. Mas, nesse caso, você ainda não tem uma certificação considerada básica. É praticamente uma porção da básica.

BODA (Bom De Água) então falou, um pouco mais irônico, por achar que o Especialista em Controle de Mergulho da SSI não deveria questionar a supervisão de um Treinador de Instrutor, ainda que não fosse de sua agência ou trabalhasse na operadora de mergulho:

- Mas se falta uma porção para Paulo se tornar um básico, em compensação eu, que serei dupla dele, tenho uma porção a mais do que um simples instrutor. Não acha?
- Sem dúvida. Por mim, a gente já estaria na água. Mas, não sou eu quem manda na operação. Vou consultar meu chefe, que é Treinador de Instrutor NAUI (NAUI Instructor Trainer). Respondeu Zezo, sem querer perder os dois clientes ou parecer desafiar a competência do Treinador de Instrutor PDIC.

E rolou a seguinte conversar no celular, entre o Zezo e Marcão, chefe de operação e Treinador de Instrutor NAUI:

- Oi Marcão. É o seguinte: estou com dois clientes querendo mergulhar…… e blá-blá-blá. Por favor, me dê uma solução já que o Boda tem o mesmo nível de certificação que a sua.
- Zezo, na verdade o Treinador de Instrutor NAUI não pode formar instrutor. Quem faz isso é o Diretor de Curso NAUI (NAUI Course Director). Mas isso não vem ao caso agora. Vou até consultar Júlio Aziz, que é Diretor de Curso PADI (PADI Course Director), aproveitando que ele está aqui comigo no barco. Em tese, ele é o melhor cara para responder corretamente essa questão.

Dois minutos depois.

- Alô Marcão? Putz! A ligação caiu! Nessa época do ano celular nunca funciona direito. Essas operadoras de telefone… Mas, eu vou ligar de novo e não se preocupem que o chefe de operações está inclusive consultando um Diretor de Curso PADI para não quebrarmos as recomendações das agências. Disse Zezo para os dois clientes.

- Marcão? E aí teve resposta com seu colega Diretor de Curso?
- Oi Zezo. Já que você gosta de saber de tudo. O Diretor de Curso PADI não certifica o instrutor, como faz o da NAUI. Basicamente as funções do Diretor de Curso da NAUI são similares ao do Examinador PADI. Mas, vamos ao que interessa, estamos perdendo tempo com isso. Ele me disse o seguinte… pi pi pi.

Por André Lima.

Você usa máscara importada?

sábado, 23 de maio de 2009


Cotação realizada em março de 1991. Na época 1 dólar na cotação comercial de compra valia Cr$ 224,15 (duzentos e vinte e quatro cruzeiros e quinze centavos).

Provavelmente quem comprou uma máscara importada deve ter pago com doze notas de mil, duas de cem e uma de cinqüenta cruzeiros. Ou seja, 15 notas no total.

Se o Brasil não tivesse mudado de moeda, em 26 de janeiro de 2003, quando o dólar comercial de compra estava por R$ 3,62, você precisaria de Cr$ 10.169.086,02 (dez milhões, cento e sessenta e nove mil e oitenta e seis cruzeiros e dois centavos) para comprar uma máscara dessa.

Só em notas de 1000 cruzeiros você iria precisar levar um carrinho para transportar. Seriam mais dez mil notas.

Que país louco, não? Talvez não. Vamos votar melhor! Sarney, o grande rei da inflação, ainda tem vida política ativa. A propósito, uma ponte Salvador-Itaparica vai custar muito mais do que custou a faraônica Rio-Niterói. Tente imaginar se essa obra tivesse que ser paga em cruzeiros.

Um cartão para pensar

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um cartão postal, desses que são distribuídos gratuitamente nos bares e restaurantes, mostra um mergulhador, além de um vaso sanitário deitado, uma bota, duas latinhas… tudo bem sujo, como se fosse petróleo derramado no mar.

Por que usaram um mergulhador autônomo com uma arma na mão?

A Caixa

terça-feira, 19 de maio de 2009

Numa pequena vila, há muito tempo, um senhor resolveu juntar coisas que os habitantes faziam e também alguns objetos dos visitantes. Foi guardando peças de vidro, madeira, metal, barro e até de pedra, numa enorme caixa. Quando a caixa encheu, ele a colocou no fundo do mar. E lá continuou intocada por centenas de anos. Até que um dia um mergulhador autônomo achou esse “antigo tesouro”. Para sua surpresa a caixa ainda continha muitas coisas. Então, de posse do achado, o mergulhador vendeu o que considerou de maior valor comercial. Algumas coisas ele usou como enfeite na sua casa. E, simplesmente o que ele achava feio ou sem valor, jogava no lixo. Também, muitas coisas se quebraram ou deterioraram quando saíram da água.

O material encontrado na caixa era dos antepassados daquele mergulhador e de muitos outros indivíduos, provavelmente, de diversas nacionalidades. Sem chance de errar pode-se dizer que aquela caixa era uma Patrimônio Cultural e que TODOS perderam a chance de conhecer um pouco mais sobre suas origens.

Essa estória lembra o que acontece quando um mergulhador encontra um naufrágio antigo e retira peças desse patrimônio cultural subaquático.

Por André Lima

Visite o site e conheça o trabalho de Global Garbage (Praia Local Lixo Global)

quinta-feira, 23 de abril de 2009








Fonte: Site da Global Garbage

A difícil missão de vetar o mergulho

sábado, 4 de abril de 2009

Os médicos têm no seu cotidiano de dar más e boas notícias. Em algumas especialidades, a exemplo da oncologia que trata de pacientes com câncer, infelizmente a balança pende para as más. Em outras, como na obstetrícia, o número de boas notícias aliada à expectativa da chegada de um novo membro para a família, torna o ambiente mais agradável mas não menos emocionante.

Tive a grata chance, por obra do acaso ou do destino, de me especializar em medicina do esporte o que nos últimos 14 anos me permitiu trabalhar nos mais variados ambientes inclusive fora de clínicas e hospitais, desde estádios de futebol até em pistas de corrida ou ginásios de esportes.

O mergulho autônomo
Em 2003 descobri o mergulho autônomo e em 2005 a DAN que me forneceu o treinamento necessário para avaliar candidatos a mergulho. É fantástico (sem querer plagiar o slogan do programa de mesmo nome) ver o brilho no olhar das pessoas que estão iniciando seus cursos à espera de descobrir um mundo maravilhoso e cheio de surpresas. De 2005 para cá tive a oportunidade de avaliar diversas pessoas que estavam iniciando ou continuando seu processo de educação sub o que de certa forma me permitiu, como médico, contribuir para a realização de um sonho.

Entretanto, algumas vezes por dever profissional e por questões de segurança fui levado a contra-indicar o mergulho scuba. É difícil ver aquele brilho da expectativa de uma descoberta se apagar quando nós médicos informamos ao “futuro” mergulhador que ele não poderá ter a sensação de respirar sob a água. Pior ainda quando se trata de uma pessoa jovem, cheia de saúde, sem qualquer problema físico aparente e que por isso mesmo às vezes fica privada de entender o por quê do veto, embora tentemos muitas vezes em vão explicar os motivos científicos para tal conduta.

Acho que todo médico deveria ter no seu dicionário a palavra “desculpe”. Se desculpar por não conseguir atender às expectativas daquela pessoa em particular pode amenizar um pouco a decepção, e por que não dizer o sofrimento, de ambos: médico e candidato a mergulho. Nós médicos também não devemos nos esquecer de um outro personagem importante nestes momentos: o instrutor. Este também se decepciona mas o dever de manter seus alunos em segurança acaba por diminuir um pouco seu sofrimento.

A medicina evolui e espero que a medicina do mergulho evolua ao ponto de podermos tratar eficazmente condições que hoje não permitem a algumas pessoas descobrir o mundo maravilhoso que há sob as águas.

Abraços,

Jomar.

Jomar Souza

http://lattes.cnpq.br/5475358085340623

Google Ocean

terça-feira, 17 de março de 2009

A Guarda-Parque de Abrolhos…

domingo, 15 de março de 2009

… Amanda Ercília de Carvalho:

Bom….estou fazendo estágio há pouco mais de um mês no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, onde trabalho como guarda-parque e ainda coleto dados adicionais de um projeto com o coral Mussismilia braziliensis.


Feliz no paraíso!


Registro do trabalho do fotógrafo João Viana (canto esquerdo) durante passeio pela Ilha Siriba em Abrolhos. Ao fundo, A ilha Redonda.

Nossa atividade diária inclui palestras de educação ambiental e trilhas com os turistas, velejadores , além de atividades de monitoramento das aves e tartarugas marinhas.


Uma grazina rabo de palha. O amigo e ornitólogo Francisco Pedro orientou Amanda “Cuidado com o bico desse bicho!! É um alicate de pressão!”


Uma tartaruga de pente.

Abrolhos realmente é um “soco no estômago”. A primeira caída na água é chocante…já na beirinha , a menos de 3 metros da praia, em qualquer mergulho de final de tarde já é possível ver barracudas de 1,5m de tamanho….ou ainda no começo do expediente ver 4 raias chitas boiadas a meio palmo da água, nadando e colocando as suas nadadeiras pra fora. A fartura de budião azul também impressiona, sendo muito difícil observar esses exemplares em Salvador e ilhas adjacentes. Tive muitas “primeiras vezes” aqui, deve ser igual a dirigir, tomar cerveja e beijar na boca pela primeira vez em um mesmo dia, rsrsrsrsrsrsrs. A pedra de Yemanjá é abundante em áreas bem rasas, muitos neonatos de tubarão limão ficam na beira com as crianças da marinha, tartarugas, lagostas, milhões de badejos…enfim…eu sinceramente considero um dos melhores lugares do mundo para a prática do mergulho, seja o snorkeling ou scuba.


Água com visibilidade ISO 9001.

Nas horas vagas…além dos infinitos mergulhos, não é de cansar tirar milhares de fotos aqui…..


A escada do farol.


Um filhote de atobá.

Fotos por Diego e Amanda.
Veja mais imagens no FLICKR de Amanda:

Todo mergulho é uma novidade

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Enquanto alguns mergulhadores estão carecas há muito tempo, o Prof. Altimar Ribeiro resolveu cortar a sua longa cabeleira nas águas limpas do Cavo Artemides no dia 01.02.2009, quebrando um encanto que já durava 18 anos.


Foto real, sem truques ou cortes… ops!


Igor Carneiro (Shark Dive) foi o executor da façanha


O cacho foi guardado como relíquia


E O mergulho continuou nas águas cálidas do verão baiano


Será que agora o Prof. Altimar Ribeiro perdeu parte da sua força? Deixa quieto. É sempre prudente não provocar um cara com duas espadas.

Fotos do mergulho por Bernardo Pereira
Foto do Kung Fu: Orkut

Altimar:
Para mim foi uma honra cortar o cabelo depois de 18 anos no Cavo Artemidi com água mineral e dividindo este momento com amigos queridos…e fora estar no Necton. Sem palavras.

Quem são esses caras?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cinco pistas:

1) O primeiro é quase filho do segundo.
2) O segundo é quase filho do terceiro que, apesar de ser mergulhador, não estava presente no mergulho.
3) O terceiro é inimigo secular do quarto.
4) O quarto é Capitão, responsável pelo casamento do quinto.
5) O quinto fez as fotos do primeiro e segundo.