Arquivo da Categoria ‘Bichinhos do fundo do mar…’

Migração de Arraias?!?

sábado, 3 de abril de 2010

As arraias parecem folhas gigantes flutuando no mar, milhares delas são vistas aqui se reunindo no litoral de México. A cena espetacular foi capturada quando essas criaturas magníficas fizeram uma de suas migrações semestrais em massa para locais mais apropriados.

Deslizando silenciosamente embaixo das ondas, elas transformaram áreas vastas de água azul em ouro no norte da Península de Yucatan. Sandra Critelli, uma fotógrafa amadora, viu o fenômeno enquanto procurava por tubarões baleia.

Ela disse: ‘Foi uma imagem inacreditavel, muito difícil de descrever. A superfície da água foi coberta por varios tons de ouro que pareciam uma camada de folhas de outono movidas pelo vento.’

É dificil de dizer exatamente quantas arraias tinham, mas deveria ter milhares delas.’

‘Nós fomos cercados por elas e nós também podíamos ver muitas na superfície de água. Eu tive muita sorte de estar lá para poder presenciar o melhor que a natureza tem para oferecer.’

Elas medem até 7ft (2,1 metros). As arraias douradas também são conhecidos como arraias de nariz de vaca.

Elas têm barbatanas peitorais pontudas que se separam em dois lóbulos na frente de suas cabeças altas que fazem com que elas pareçam com uma vaca. Apesar de poder dar ferroadas venenosas, elas são tímidas e não ameaçam ninguem quando se reunem em grande quantidade.

A população do Golfo do México migra em quantidade de até 10.000, que vai da Florida até Yucatan.

Fotos iniciais da soltura do Mero 101. Praia do Forte, Bahia.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Última soltura do Mero que estava no Projeto Tamar. Foi no dia 2 de agosto de 2009, meio nublado, durante a manhã, com a maré já subindo, e ocorreu de forma tranquila e relativamente rápida. O peixe media 1,08m de comprimento e levou a marca número 101.

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Participaram nesta atividade Cláudio Sampaio (Buia), Maíra Borgonha, Diego “Bolinha” Medeiros, Luiz “Rapozão” Duarte e Áthila Bertoncini. O Projeto Meros do Brasil (www.merosdobrasil.org), contou ainda com o imprescindível apoio da equipe do Projeto Tamar.

O projeto “Meros – estratégias para a conservação de ambientes costeiros e marinhos do Brasil” é patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental.

O projeto Meros do Brasil está formando uma rede de instituições de pesquisa ao longo do litoral brasileiro para abordar a problemática enfrentada pela espécie e ambientes associados no país. Para conhecer mais sobre os gigantes Meros e as ações do projeto visite: www.merosdobrasil.org

Créditos das imagens: Maíra Borgonha e Áthila Bertoncini.

O Guia de Identificação de Peixes Ornamentais Marinhos – Disponível

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Prezados Senhores,

É com grande satisfação que o IBAMA coloca à disposição de todos a versão digital do Guia de Identificação de Peixes Ornamentais Marinhos!

O livro pode ser encontrado no site do IBAMA, na seção de Recursos Pesqueiros ou baixado diretamente pelos links:

Parte 1

Parte 2

Abaixo encaminho o release do Guia, e espero que seja de grande utilidade a todos vocês!

Henrique Anatole
Analista Ambiental
Coordenação de Ordenamento Pesqueiro
IBAMA

GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE PEIXES ORNAMENTAIS BRASILEIROS – VOLUME 1: ESPÉCIES MARINHAS
Autores: Cláudio Luís Sampaio e Mara Carvalho Nottingham

O Brasil é um país de megadiversidade, com inúmeras espécies endêmicas; muitas delas com formas e cores encantadoras. No ambiente marinho não é diferente, nossos peixes figuram entre os mais belos animais marinhos e se destacam não apenas pela sua graça, mas também pelo comportamento dócil e rusticidade. Os ambientes recifais e estuarinos brasileiros guardam verdadeiras jóias vivas, espécies bastante valorizadas pelo crescente comércio aquarista.

Atualmente 136 espécies de peixes marinhos brasileiros são permitidas para captura e comércio com finalidade ornamental. A lista de espécies permitidas e suas normas para utilização foram definidas num trabalho conjunto, coordenado pelo IBAMA, com a participação de gestores públicos, pesquisadores e setor produtivo.
O Guia para Identificação de Peixes Ornamentais Brasileiros, Volume I, Espécies Marinhas, publicado pelo IBAMA, mais que um livro realçado pela beleza das imagens e informações inéditas, foi elaborado com o objetivo fundamental de fornecer informações práticas e visuais sobre os peixes marinhos brasileiros permitidos ao comercio ornamental para que a fiscalização ambiental identifique as espécies em suas ações. Essa obra, ainda, servirá como referência para consulta pelo público em geral, principalmente aquaristas, pescadores, lojistas, empresários, pesquisadores e estudantes.

Veja por onde anda – Glaucus atlanticus

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Salve pessoal!
Mesmo depois de muito vento, chuva e um pouco de frio é possível se encantar com as maravilhas marinhas! No último domingo, dia das mães, em uma caminhada na praia do Forte, quase em frente ao projeto Tamar observei muitas caravelas, Physalia sp. o que chamou minha atenção para a possibilidade de encontrar uma verdadeira jóia pelágica, o nudibrânquio Glaucus atlanticus!! São Moluscos, parentes distantes dos caracóis, mas que não apresentam concha alguma, pequeninos, atingindo no máximo 5 cm de comprimento total.

Não demorei muito para encontrar o primeiro exemplar quase dessecado, encalhado na areia da praia, andei mais um pouco e encontrei mais alguns, quase todos fragmentados pela ação das ondas e ventos. Coloquei eles novamente n’água e fiz essas fotos que não são grandes coisa, mas servem para mostrar, mais uma vez, nossa riqueza que por ter reduzido porte é ainda pouco conhecida e, portanto, valorizada!

Esses exóticos nudibrânquios vivem flutuando na superfície dos mares, alimentando-se de águas vivas e caravelas. Sua flutuação é garantida pelas bolhas de gás encontradas no estômago.

Devido as correntes marinhas são amplamente distribuídos em todos os oceanos tropicais e temperados, sendo encontrados encalhados nas praias, especialmente, depois do mau tempo e ventos fortes, todavia devido ao seu pequeno porte (os maiores exemplares que encontrei tinham o tamanho de minha unha do dedo indicador!) são raramente registrados. No Brasil há registros documentados na Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Da próxima vez que for andar na praia, veja por onde anda! Você pode estar, literalmente, pisando numa jóia da natureza!

Abraços e beijos,
Buia

Abrolhos Archipelago: a threatened nursery Negaprion brevirostris in the northeast of Brazil of the lemon shark

quinta-feira, 30 de abril de 2009

José de Anchieta C. C. Nunes1, Camilo M. Ferreira1,2, Ericka O. C. Coni1, Cláudia M. Araújo3 & Cláudio L. S. Sampaio1,4

1- Grupo de Estudo de Ambientes Recifais-Bahia, anchietaba@yahoo.com.br 2- PPG Sistemas Aquáticos Tropicais, Universidade Estadual de Santa Cruz. 3- Centro de Estudos SocioAmbientais (Pangea). 4-Museu de Zoologia, Universidade Federal da Bahia.

The Abrolhos bank is located in the south of the state of Bahia. This region is considered the most important reef area of the southern Atlantic (Dutra et al, 2006) and an important habitat for lemon sharks. In Brazil lemon sharks are endangered species and can reach up to 3.2 meters in length. They can be observed from the Northeast region to the state of Rio de Janeiro (Carvalho-Filho, 1999; Gruber & Sundström, 2000). Dives carried out around of the islands, especially at Santa Barbara and Redonda, throughout the past two decades confirm the suggestion of Garla et al (2008), in which they suggest that the place is a nursery area, due to the seasonal occurrence of newborn lemon sharks and records of mature females mainly during summer months. Overfishing is most likely the main contributor to the decline of newborns in the area, thus threatening this nursery ground. Two other areas in Brazil have been recently recognized as nursery grounds: Fernando de Noronha Archipelago and Rocas Atol (Garla et al, 2008; Freitas et al, 2006). The Abrolhos archipelago is situated more than 900 nautical miles south of these two areas. Consequently, conservation planning to protect lemon sharks should consider not only these three areas independently, but also the connectivity between them. Although a very important conservation measure, the creation of the Abrolhos National Marine Park in 1983 did not guarantee the conservation of lemon sharks. Anecdotal evidence suggests that fishing pressure around and sometimes inside the Park has increased in recent years. This may well be caused by the lack of an understanding by fishers of the importance of the Marine Park to sustain and improve fisheries. Environmental education programs with fishermen along with an extensive program to monitor fishing and sharks are important in order to guarantee the survival of the species in the region.

Acknowledgments

We would like to thank Parque Nacional Marinho dos Abrolhos-IBAMA. Laís Chaves, Diego Medeiros, Raissa Frazão, Leo Dutra and Katie Brennan for revising the manuscript. Alfredo Carvalho-Filho and Ricardo Rosa for references. Maria Bernadete for giving valuable information.

References

Carvalho-Filho, A (1999) Peixes: Costa Brasileira, São Paulo, Melro.

Dutra GF, Allen GR, Werner T, McKenna SA (2005) A Rapid Marine Biodiversity Assessment of the Abrolhos Bank, Bahia, Brazil. RAP Bulletin of Biological Assessment 38. Conservation International, Washington, DC, USA.

Freitas R H A, Rosa R S, Gruber SH, Wetherbee B M (2006) Early grwth and juvenile population structure of lemon sharks Negaprion brevirostris in Atol das Rocas Biological Reserve, off north-east Brazil. Journal of Fish Biology: 68, 1319-1332.

Garla R C, Garcia-Jr J, Veras L B, Lopes, N P (2008) Fernando de Noronha as an insular nursery area for lemon sharks, Negaprion brevirostris, and nurse sharks, Ginglymostoma cirratum, in the equatorial western Atlantic Ocean. JMBA- Biodiversity Records, 1-3. Published on line in 28/May/2008.

Gruber S, Sundström, LF (2000). Negaprion brevirostris. In IUCN 2007. 2007 IUCN Red List of Threatened Species. . Downloaded on 14 December 2007.

Mais fotos da soltura do mero

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Salve pessoal,

… Irei pontuar algumas de nossas ações, na quinta feira fui com o Vinícius no mercado municipal, onde ele foi muito bem recebido. Distribuímos cartazes, adesivos e trocamos algumas informações com os comerciantes e alguns clientes, fiz diversas fotos que estão com o Vinícius.

Na sexta fomos para a Praia do Forte e no final do dia coletamos amostras de três meros, o tecido foi retirado da nadadeira caudal. Como haviam poucas marcas, tags, optamos em marcar o próximo Mero a ser libertado e que não está em exposição.

No sábado ficamos aguardando a imprensa, mas apenas dois repórteres apareceram, sendo que um deles está criando uma revista, como trabalho de conclusão de curso e ficou de entrar em contato conosco. Fizeram algumas perguntas e fotografias, mas nada sei sobre a publicação de qualquer matéria, além daquela no site http://www.nectonsub.com.br/item/985/

O Mero foi marcado horas antes da sua soltura, que ocorreu com sucesso. Antes da soltura, como Vinícius disse, fizemos uma breve palestra, informando ao público presente os motivos que levaram o Mero a ser considerada uma espécie em extinção, o que aconteceu com aquele indivíduo, como foi feita sua reabilitação nas instalações do TAMAR, como podemos ajudar os Meros e sua importância ecológica. Vinícius falou mais sobre a atuação do Projeto Meros do Brasil e depois de sua apresentação levamos o Mero de maca até a praia, onde foi solto. O animal saiu nadando bem e até hoje não recebemos qualquer noticia de sua avistagem na área de soltura. O público bateu palmas e ficamos todos muito felizes!

Tenho mais fotos, caso necessitem, por favor…

Bem, todos estão de parabéns pela soltura, foi um sucesso!
Abraços, Buia

Algumas fotos da soltura do mero

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Por Léia Oliveira

Uma andada animal de patachoca

sexta-feira, 20 de março de 2009

Com direito a um trocadilho chocante.

Dica do vídeo: Amanda Ercília
Trocadilho babaca: André Lima

Fiquem atentos às medusas!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Não raras vezes, um mergulhador procura manter uma larga distância das medusas e caravelas. Mas, com prudência e bem protegido (luvas, roupa, capuz…) é possível ver e/ou fotografar imagens belíssimas, como as de camarões em associação com uma medusa, postadas abaixo.

Textos e fotos por Luiz A. G. Duarte, biólogo Trainee do Projeto TAMAR ICMBio

…venho mostrar uma registrada por mim a menos de uma semana aqui na Pedra da Sororoca, Praia do Forte-BA.

Além dos camarões que vocês podem ver na foto percebi que um pequeno recruta (CARANGIDAE) seguia a medusa mas não consegui uma boa fotografia dele.

Os camarões habitam a umbrela da medusa tendo “casa e comida”, pois a utilizam como abrigo e transporte e se alimentam do muco produzido pelo cnidário.

Na foto “medusa II” dá pra perceber que um dos camarões é uma fêmea ovígera. Lendo alguns trabalhos pude perceber que elas são maioria dentre os habitantes das medusas.


Foto Medusa I


Foto Medusa II


Detalhe da foto Medusa II

Pedra de Yemanjá (Meandrina braziliensis)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pedra de Yemanjá é a cara da Bahia. Apesar disso, não é difícil encontrar alguém que nunca tenha topado com o esqueleto deste belíssimo coral nos mergulhos em Salvador.

A Meandrina braziliensis ou, simplesmente, “Pedra de Yemanjá” é um coral que se encontra em estado crítico nos recifes da Baía de Todos os Santos. No último levantamento feito pelo biólogo Igor Cruz (UFBA), não foi encontrado um exemplar sequer nas imagens de vídeo-transecto.

A coleta destes corais é feita de uma maneira bem simples, pois existe um forma de crescimento que não se fixa no substrato e fica livre em áreas de areia nos recifes.


Ainda é possível encontrar Pedra de Yemanjá à venda no Mercado Modelo em Salvador. Até pela internet você pode comprá-la (clique na figura acima).

Por favor, me diga quem souber: Qual é o “poder” que este animal pode exercer em cima de uma estante?

Abraços coralíneos!
Amanda Ercília (autora das fotos)