Arquivo da Categoria ‘Bichinhos do fundo do mar...’

Raridade na Pituba

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Olá pessoal,

envio duas fotos do nudibrânquio, Chromodoris clenchi. Essa espécie era conhecida no Brasil apenas no Arquipélago de Fernando de Noronha e Ubatuba (SP), sendo esses os primeiros registros no litoral baiano.

Além de mostrar a beleza, as fotos comprovam o quanto é rica e desconhecida nossa fauna marinha, mesmo aquela presente em poças de marés (encontrei dois indivíduos dessa espécie numa poça de maré na Pituba, Salvador) em menos de 0,6 m de profundidade! Incrível!

Beijos e abraços,

Buia

Olá Buia e amigos,

Que belo exemplar heim?

Se trata de Chromodoris binza, embora muito parecido com C. clenchi que ainda não vi nenhuma foto coletado no Brasil.

Há uma longa discussão entre C. binza, C. clenchi e C. neona. O que o Simone coletou foi igual a esse, que também chamo de C. binza.

Segue os links das espécies citadas no Seaslugforum.

Chromodoris binza Marcus & Marcus, 1963

http://www.seaslugforum.net/factsheet.cfm?base=chrobinz

Chromodoris neona (Marcus, 1955)

http://www.seaslugforum.net/factsheet.cfm?base=chroneon

Chromodoris clenchi (Russell, 1935)

http://www.seaslugforum.net/factsheet.cfm?base=chroclen

E lembrem-se, quando acharem um nudibrânquio ou qualquer lesma esquisita não deixem de fotografar e coletar. Isso é muito importante para podermos conhecer melhor essa parcela de nossa fauna.

Abração e à todos e ficamos em contato! :)

Carlo M. Cunha

Campanha para o Consumo Legal de Pescados

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009











Exija a publicação da lista original de espécies ameaçadas no Brasil

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Trecho da matéria:
Ministério do Meio Ambiente modifica lista de animais e plantas em extinção e irrita pesquisadores.
Fonte: Leonel Rocha – Correio Braziliense
Publicação: 23/11/2008 12:35

Depois de encomendar a cerca de 300 pesquisadores brasileiros a elaboração de uma lista vermelha com espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, o Ministério do Meio Ambiente resolveu retirar um grupo delas da edição oficial do levantamento, o que provocou revolta na comunidade cientifica. Concluído há cinco anos, o inventário sobre os peixes, moluscos e invertebrados tinha sido inicialmente definido em uma instrução normativa ministerial de maio de 2005, modificada por outras duas decisões do governo — em julho e novembro do mesmo ano. As alterações foram feitas para atender a demanda da indústria pesqueira (veja abaixo). O levantamento sobre a flora em risco, concluído há dois anos, também foi modificado. De um grupo com 1.495 espécies identificadas pelos pesquisadores, apenas 472 foram consideradas oficialmente ameaçadas.

Há pouco mais de duas semanas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, convocou uma solenidade para lançar a edição impressa dos dois volumes do Livro vermelho das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. O que não foi divulgado é que a publicação não contemplou todo o estudo feito pelos especialistas. Foram excluídos da relação peixes em risco, como tubarões, ciobas e alguns crustáceos.

Clique abaixo para ler a matéria na íntegra e assinar a petição:

ASSINE ESSA PETIÇÃO (É SÓ CLICAR AQUI) PARA DEMONSTRAR A INDIGNAÇÃO DE NOSSA SOCIEDADE COM O ABSURDO POLÍTICO-CRIMINOSO QUE OCORREU NESTE ASSUNTO, E QUE DEMONSTRA QUE O BRASIL, NO QUE TOCA A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL, É SIM UMA REPÚBLICA DE BANANAS. FAÇA PRESSÃO EM SEU DEPUTADO FEDERAL E OU SENADOR. CHAME-O À RESPONSABILIDADE, FAÇA-O TRABALHAR!

NÃO PERMITA QUE O INTERESSE ECONÔMICO DAS INDÚSTRIAS INTERESSADAS SE SOBREPONHA AO FUTURO DE NOSSAS VIDAS, DAS DE NOSSOS FILHOS E NETOS!

O HOMEM SÓ VAI PERCEBER QUE NÃO SE COME DINHEIRO QUANDO FOR TARDE DEMAIS.

SIM AO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, DEPENDEMOS DELE, MAS UM ENORME NÃO A BANDIDAGEM, GANÂNCIA E FALTA DE RESPEITO A VIDA DE TODOS!

Idealizadores:
Guilherme Kodja – Instituto Laje Viva
Osmar Luiz Jr. – Instituto Laje Viva
José Truda Palazzo Jr. – IWC/Brasil

Guia Internet dos Corais e Hidrocorais do Brasil

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Elaborado por:
Zelinda M.A.N. Leão
Ruy K.P. Kikuchi
Emília F. Engelberg

O GUIA INTERNET DOS CORAIS E HIDROCORAIS DO BRASIL é a nossa primeira tentativa de atingir um público numeroso de pessoas interessadas pelos recifes do Brasil. Nossa fauna de corais é única no mundo devido à sua baixa diversidade e ao seu elevado endemismo, possuindo muitas formas arcaicas, remanescentes da fauna Terciária.

A partir do GUIA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS CORAIS E HIDROCORAIS DO BRASIL nós atualizamos os dados em função de trabalhos realizados mais recentemente no Atol das Rocas e no litoral norte do estado da Bahia, e da intensificação das investigações na região de Abrolhos (BA). Além disso, utilizamos imagens do fotógrafo Carlos Secchin, incluímos, para cada espécie, mapas da sua ocorrência e apresentamos uma versão na língua inglesa.

Por que a INTERNET?

No Brasil são poucos os pesquisadores e pessoas que de fato conhecem os recifes. A grande maioria não se apercebe que são estruturas vivas, e que são os melhores pesqueiros da costa leste e nordeste, principalmente para os pescadores artesanais. Apesar de exercerem um papel sócio-econômico importante, são ignorados como ecossistemas ricos, complexos e frágeis que são.

Na INTERNET um maior número de pessoas pode ter acesso a informações e atuarem como multiplicadores do conhecimento sobre recifes. Será dessa forma que o Guia contribuirá para a difusão do conhecimento dos principais construtores dos recifes brasileiros. O Brasil é um pais de grandes desigualdades sociais e estamos cônscios de que outras ações são necessárias para realmente popularizar o conhecimento sobre os recifes. Este é apenas o primeiro passo.

Por que bilíngüe?

A exemplo de que ocorre em outras partes do mundo, nossos recifes estão em degradação. Sobrepesca, pesca com bombas, poluição, extração de calcário, turismo desorientado, etc., são tidos como as causas da redução da cobertura e da diversidade de corais, incremento da erosão, alem da, é preciso lembrar, redução na disponibilidade de proteína para consumo humano. E os nossos recifes são pouco conhecidos no mundo… o ano de 1997 é o Ano Internacional dos Recifes… e o inglês e a atual língua franca, e a língua do ciberespaço…

A interatividade e agilidade que caracteriza o meio em que está disponível este guia nos coloca também o desafio de manter uma atualização constante. Nessa tarefa solicitamos a colaboração de todos os amantes da ciência e dos recifes, enviando-nos informações e críticas que possam nos ajudar a continuar aprimorando este trabalho.

Dessa forma, aqui estão os corais e hidrocorais dos recifes do Brasil.


Capa do primeiro GUIA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS CORAIS DO BRASIL. Editado em 1986, totalmente datilografado e que contou com os apoios financeiro da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, e logístico do Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Geofísica da Universidade Federal da Bahia.


Clique na imagem para entrar no Guia Internet dos Corais e Hidrocorais do Brasil.

Gonioplectrus hispanicus

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Como há muito ninguém movimentava as mensagens com fotos, aqui vão algumas feitas ontem (24.07.2008).

Meu amigo, o Capitão Marcel Brito, ligou informando da captura de dois peixes listrados, que ele não conhecia. Fiquei muito curioso, pois Marcel é um profundo conhecedor dos peixes e tem pescado bastante em águas profundas ao largo do litoral baiano.

Quando olhei, eram dois exemplares recém pescados de Gonioplectrus hispanicus, um bicho raro! Eu havia examinado apenas um, desembarcado em Valença (BA) e depositado na coleção do LIUEFS e sei de outro coletado na Ilha da Trindade pelo Gasparini e depositado no Museu Mello Leitão! Na mesma hora coloquei um dos peixes na água e fiz algumas fotos, embora o peixe estivesse morto, ficaram boas…


Gonioplectrus hispanicus, um peixe raro.

Irei depositar na coleção do Museu de Zoologia da UFBA e retirar tecido para futuras análises moleculares. Foram coletados em frente a Salvador, em profundidade de 150 m!
As outras fotos são de uma pescaria artesanal linheira, desembarcada no Porto da Barra, notem a quantidade de espécies recifais!

Abraços,
Buia

Peixes Incompletos

sábado, 5 de julho de 2008


Salema (Anisotremus virginicus) no naufrágio Blackadder (Salvador/Bahia), foto por Léia em 29 de junho de 2008.


Budião-azul (Scarus trispinosus) no naufrágio Cavo Artemides (Salvador/Bahia), foto por André Lima em 14 de março de 2008.

Quer saber mais sobre o budião-azul?

http://www.nectonsub.com.br/item/223/


Peixe-galo (Selene setapinnis) também no naufrágio Cavo Artemides, foto por Marcelo Adães em 17 de setembro de 2006.

Tabela Caixa Estanque

sábado, 7 de junho de 2008

Quer fazer video sub? Melhor estudar qual caixa estanque comprar.

Entre em contacto com os fabricantes para saber sobre modelos e preços. Não somos revendedores.


Características principais das marcas mais famosas.

No Brasil, a SealPro – Tecnologia & Design produz a linha Chroma de caixa estanque. Visite o site clicando na imagem abaixo:

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João Henrique foi buscar ajuda para implantar oceanário

quinta-feira, 5 de junho de 2008

No encontro ficou acertada também a vinda a Salvador dos responsáveis pela construção e administração do Oceanário de Lisboa, um dos maiores do mundo, com 15 mil animais e plantas de mais de 450 diferentes espécies. O objetivo é discutir com técnicos da Prefeitura a possibilidade de implantar em Salvador um oceanário, ampliando assim a oferta de equipamentos turísticos na cidade. Trecho de matéria no site da Prefeitura Municipal: “João Henrique busca mais recursos na Espanha”, em 05/06/2006, às 05:59h.

* * *

1) Mas quais são os benefícios de um oceanário para uma cidade como a nossa?
2) E qual é o lado ruim da existência de um oceanário?
3) Você não acha que a consulta técnica deveria ser também (ou principalmente) com os “entendidos” da nossa vida marinha?

Cláudio Sampaio “Buia”, um biólogo com Doutorado em Zoologia, Ictiologia (Ictio, do grego peixes), ajudou a dirimir essas dúvidas iniciais, respondendo:

“Bem, no Brasil há uma empresa que realiza todos os estudos voltado a implantação de oceanários, na verdade grandes aquários, nada comparável aos verdadeiros oceanários da gringolândia.

Todas as cidades que possuem um oceanário é notado um aumento do fluxo de turistas, esse é o principal benefício econômico, mas não podemos esquecer que a comunidade local sairá ganhando com mais uma atração ou local de lazer, especialmente escolas.

Assim como o Zoológico, os oceanários recebem um grande público escolar, aonde realizam as visitas monitoradas, com muitas informações. O Tamar de Praia do Forte é assim, escolas agendam um horário e pronto! Passam horas vendo, ouvindo e sentindo os animais marinhos.

Não sei ao certo, mas o primeiro passo é esse mesmo, de buscar pessoal qualificado, tanto na construção quanto na ambientação e habitação dos recintos. Além disso há uma legislação, digo espécies protegidas e dimensões de tanques para mamíferos aquáticos, que devem ser respeitados.

Vamos aguardar os próximos passos, acredito que em algum momento as universidades serão convidadas a colaborar.”

Nova espécie de alga calcária é encontrada no Espírito Santo

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Por Nereide Cerqueira
12/05/2008

A descoberta de uma nova espécie de alga calcária chamada de Lithophyllum espiritosantense, no litoral sul do Espírito Santo, é um dos resultados da pesquisa intitulada “Comunidades associadas a bancos de algas calcárias (rodolitos) no estado do Espírito Santo”, realizada pelo pesquisador Alexandre Bigio Villas Bôas, durante seu doutorado em Botânica pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que será defendido em maio. Embora o Brasil tenha o maior banco do mundo de calcário marinho, bastante usado na agricultura, a diversidade de suas algas calcárias ainda é pouco conhecida.

Os bancos de algas calcárias ou bancos de rodolitos são comunidades dominadas por estruturas de vida livre, compostas, em sua maioria, por algas calcárias incrustantes, e têm sido alvo de outros estudos científicos recentes. A distribuição mundial dos bancos de rodolitos vai desde os trópicos até as regiões polares, sendo que a maior extensão destes bancos ocorre na costa brasileira. As algas calcárias, juntamente com os corais – que são animais -, são os principais formadores dos recifes de corais. “Ambos têm em comum a produção de carbonato de cálcio na sua formação, o que auxilia a construção desses recifes e bancos de algas calcárias”, explica o pesquisador.

As algas calcárias foram motivo de reportagens recentes, devido à operação realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal para prender contrabandistas de recifes de corais. A Operação Nautilus, como ficou conhecida, tem o objetivo de combater extração, transporte, comércio e exportação ilegais de fragmentos de recifes de corais brasileiros, destinados ao mercado nacional e internacional para uso na decoração de aquários.

Os grifos são nossos. Leia na íntegra no site original:

Vale à pena também:

Algas calcárias: lucros em terra e vidas no fundo do oceano

Antenarius striatus

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008


Foto por Cláudio Sampaio “Buia”