Arquivo de agosto de 2007

Necton Sub, Das Boot*

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A escolha do nome
Éramos três sócios construtores do barco de mergulho e tínhamos que escolher um nome. Então resolvemos que cada um de nós iria colocar 3 nomes em papeizinhos em um saco e sortear um, bem no esquema bingo de quermesse de igreja do interior. Eu, André, escolhi os nomes Arquibaldo, Zeppelin e mais um que não me lembro. Rogério Abude escolheu outros 3, que nem ele lembra e, por último, Waltinho, mais biólogo do que nunca, escolheu Necton, Aplysia e qualquer outro bichinho do mar. Eu e Abude ficamos assustados: – Putz! Aplysia, o que é isso? Waltinho respondeu na sua calma oceânica – Uma lesma.
Imaginem só! Um barco que é uma lesma até no nome!!! Por fim a sorte prevaleceu.

Nécton, Bentos e Plâncton

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Em biologia marinha e limnologia chama-se nécton ao conjunto dos animais aquáticos que se movem livremente na coluna de água, com o auxílio dos seus órgãos de locomoção: as barbatanas ou outros apêndices. Fazem parte deste grupo os peixes, a maioria dos crustáceos, os mamíferos marinhos e outros – pelo menos quando adultos, uma vez que as suas larvas podem ser planctónicas.

Chama-se bentos aos organismos que vivem no substrato, fixos ou não, em contraposição com os pelágicos, que vivem livremente na coluna de água. Os bentos ou organismos bentônicos são aqueles animais que vivem associados ao solo marinho, como por exemplo os corais.

Chama-se plâncton (da palavra grega planktos, que significa errante) ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água (pelágicos), sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas.

Assimetria é tudo
Depois de um ano de atraso do prazo da entrega, achei que havia algo errado no barco. Ao olhar mais cuidadosamente percebi que o barco foi construido baseado no formato de um parafuso. Tanto que certa feita, nosso amigo Sidnei “Lung”, quando passava pela rua, viu o barco e ligou para Marquinhos dizendo: Rapaz, o Necton está cheio d’água! Tá todo torto!
Marquinhos: – Tá não “Lung”. Tem bomba de porão com automático, nunca fica com água. É torto mesmo!


Até um estudo mais grosseiro já mostra a personalidade torta do sujeito.
* O barco

Fábio Marconi

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Meu caro André,

Dá gosto de ver amigo. O site está muito legal, bonito, intuitivo, fácil navegação, informações, curiosidades e muitas histórias (ou seriam estórias??). Muito bom ver um tanto da história do mergulho na Bahia sendo contado aos poucos, com fotos (cada figura!!) e imagens de época. Muito bom ver tanta gente boa num lugar só. Inclusive o nectonsub.com já está na minha lista dos favoritos que leio todos os dias junto com os jornais, vejo a podridão do nosso país político e depois vou dar uma relaxada no fundo do mar virtual. Uma grande viagem.

O mergulho agradece. Parabéns pela iniciativa e continue incrementando cada vez mais essa ferramenta de comunicação tão importante. E desejo poder colaborar no que for possível, será um grande prazer. Pode sempre contar comigo e com a Olhar.

Um grande abraço, parabéns mais uma vez e se São Pedro liberar, nos vemos domingo a caminho do Casco!!

Ex-imperdível: Utrecht e Cascos // NÃO VAI SER NESTE FINAL DE SEMANA

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Por falta de condições adequadas do mar não mergulharemos nesses pontos neste domingo, 2 de setembro.

Primeiro Mergulho: Utrecht
Segundo Mergulho: Cascos

PACIÊNCIA, É A VONTADE DE YEMANJÁ, NETUNO…

Boletim Submariner. Ano I – N° 1

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Fui prestigiar no dia 20 de agosto o amigo e aniversariante Buia. Na verdade eu havia sido convidado para uma miojada. Isso mesmo, assim como existe feijoada, que é feita principalmente de feijão, existe também miojada, feita do combatente e companheiro Nissin Miojo.


E ainda tem gente que pensa que aniversário é feito só de balões coloridos, pãezinhos, brigadeiro, bolinho com vela e aquela musiquinha “parabéns pra você..”, isso sem falar num chato que acha que tem graça repetir 15 vezes essa monótona cantilena.
Conversa animada e variada (você já ouviu falar em psicologia ambiental?), cerveja, bolinho com vela, Miojo… de repente Buia me apareceu com os três primeiros boletins da Submariner e os dois da Federação de Caça Submarina do Estado da Bahia. Resumindo, o aniversário era do cara e ele que dava presente. Gostei disso!


A cor amarela de papel envelhecido. A logomarca era feita naquele programa “Superbanner”, que rodava em XT.

Mostraremos mais conteúdo do boletim no próximo arquivo.
André Lima

Mergulho do dia 17 de junho de 2007, por Jomar Souza.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Mergulho do dia 17 de junho de 2007

“Descemos, minha dupla localizou um dos cabos, amarrei a carretilha com a bóia na superfície e seguimos no sentido da Ilha de Itaparica. A dupla seguia uns 10 a 15 metros à minha frente quando ouvi um estouro e um barulho parecido com um motor de popa sobre minha cabeça. Como havia deixado a bóia amarrada mais atrás parei de nadar, perdendo contato visual com minha dupla, esperando a “lancha” passar mas o barulho continuava. Coloquei minha mão direita sobre o primeiro estágio e ela começou a balançar com o forte fluxo de ar que escapava do cilindro: o o-ring foi pro espaço quando eu estava aos 15,4m e com 10 minutos de TF (tempo de fundo)! Olhei para o manômetro e a agulha começou a descer rápido. Não tendo a dupla no meu campo de visão tomei a decisão de fazer uma subida controlada de emergência. Procurei ir mais lento que as menores bolhas que eu ainda exalava, ignorando os alarmes do meu computador pois a esta profundidade ele pede uma subida a 7m/min. Não ia dar tempo de fazer isso. Mantive minha mão direita na fivela do cinto de lastro durante a subida caso eu percebesse que não iria chegar à tona antes do cilindro esvaziar e fazendo isso pude controlar um pouco melhor minha velocidade de subida pois estava usando neoprene 5mm. Quando cheguei à superfície ainda tive ar para inflar o colete e depois fechei a torneira do cilindro parando aquele barulho ensurdecedor atrás da minha cabeça. Logo em seguida tirei meu decomarker/sinalizador do bolso e o inflei com a boca pois eu estava bem no trajeto de vários barcos. Nadei até a bóia que havia amarrado num dos cabos e aguardei minha dupla que logo em seguida subiu para me encontrar. Expliquei o que havia acontecido e pedi a ela que descesse para pegar a carretilha e trazer a bóia até a saída.

Tenho a certeza que a boa freqüência de mergulhos que tenho feito e o treinamento de Rescue Diver me ajudaram a manter tranqüilidade suficiente para fazer as escolhas corretas e chegar à superfície inspirando e expirando normalmente. Além disso foram várias ações tomadas uma após a outra em prol da minha segurança e todas aconteceram automaticamente: parar, identificar o problema, decidir entre procurar a dupla ou subir, esvaziar o colete, respirar normalmente, manter os olhos no profundímetro e no manômetro, seguir as menores bolhas, manter a mão na fivela do cinto de lastro, inflar o colete na superfície, inflar o decomarker, sair da rota dos barcos e aguardar minha dupla.

Imagino que teria sido muito complicado chegar à superfície antes do ar acabar se estivesse mergulhando a 30, 40, 45 metros como já fizemos diversas vezes. Sem treinamento adequado e redundância no sistema de ar não dá pra desgrudar do dupla pessoal!!! Como disse, agradeço a oportunidade de estar mergulhando freqüêntemente e ter o treino de rescue. Dizer que não fiquei assustado seria uma grande mentira. Mas posso dizer com certeza que tive o controle necessário para tomar as decisões certas e não entrar em pânico.”

Dr. Jomar Souza – Cremeb 11.443 – Especialista em Medicina do Esporte – Médico de Referência e Membro DAN – Rescue Diver PADI – Diretor Técnico da Clínica SportMed Saúde Desportiva (www.sportmed.com.br)

Jomar Souza, M.D. – Primary Care Sports Medicine – DAN Member and Referral Physician – Rescue Diver PADI – Technical Director SportMed Clinic – Salvador/BRAZIL

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Karol Meyer está em Niquelândia pronta para mais um desafio , por Felipe

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Mergulhadora da Mormaii fará nova série de treinos e explorações sob as águas cristalinas do Lago Az

Depois da sua recente descoberta pelos mergulhadores, o belíssimo Lago Azul vira point e coloca a cidade de Niqulândia (GO) no mapa. Pelo segundo ano consecutivo, a mergulhadora e recordista mundial, Karol Meyer, viajou até lá onde enfrenta o Desafio Lago Azul. Ela tentará estabelecer novos recordes, treinar e realizar o Meeting de Mergulho Livre Internacional (Brasil/Argentina).

Patrocinada pela Mormaii, Karol é mergulhadora profissional, detém 4 recordes mundiais e é juíza da AIDA Internacional, entidade reguladora das provas mundiais de mergulho livre. Ela considera o Lago Azul um lugar especial, que está entre os mais perfeitos para seu esporte no mundo todo. São mais de 250 metros de profundidade cheios de cavernas para serem exploradas.

Juntamente com Karol Meyer, outros mergulhadores estarão em Niquelândia nesta ocasião, num encontro único de muito trabalho em equipe. Alunos de mergulho também confirmaram presença no Lago Azul, em Goiás.

Apesar da beleza, o Lago Azul é cercado de mistério e assusta a população da região, que evita entrar em suas águas. Para documentar essa história, Karol Meyer realizará uma reportagem entrevistando moradores, alternando com lindas cenas de mergulho, exclusivamente para a Mormaii e para apresentar nas suas palestras sobre mergulho livre. Outras informações você encontrará no site de Karol Meyer.

O mergulho uniu essas pessoas

sexta-feira, 31 de agosto de 2007


Da esquerda para direita: Marcio Coelho (MC), Rogério Abude (Abude), Paulo Cunha (PC), André Lima (AML), Ian Gauvin (Jiraiya) e Fábio Bispo (Zerocal).
Mergulhavam juntos com uma boa frequência. Hoje 1/3 nem mora mais no Brasil. É isso aí: trabalho, globalização, família… mundo girando!

Espécie rara de polvo no Porto da Barra

sexta-feira, 31 de agosto de 2007


Foto de Cláudio Sampaio “Buia”

Mário Mukeka fala sobre a doença descompressiva que teve

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Mário Mukeka é músico, artista plástico, construtor naval, mergulhador…

Mário relata sua doença descompresiva depois de uma imersão de 25 minutos que fez a 32 metros de profundidade, incluindo uma parada descompressiva a 10 metros. Ele já havia mergulhado esse perfil outras vezes nos dias anteriores. E o pior é que já havia tido outra doença descompressiva 20 dias antes e disse que havia VENCIDO ESSE ATAQUE (a doença descompressiva)!

É um depoimento que ele aborda também aspectos do sistema de saúde pública do Estado da Bahia.


Apesar de tudo que passou, Mário ainda consegue, como sempre, manter o seu bom astral!

“… o pessoal do HGE realmente é complicado porque se a pessoa entrar sozinha a tendência é que eles usem como cobaia. Eu tava saindo da emergência com a guia na mão (para dar entrada na câmara hiperbárica do Hospital Sagrada Família), me apareceu um médico que eu nunca tinha visto e que me disse o seguinte: você não pode ir para máquina (câmara hiperbárica) porque a câmara só entra programado, lá só tem três cadeiras e você não vai conseguir. E tomou a guia da mão da minha amiga…”

“…para urinar era um problema porque não tinha a musculatura que faz apertar a bexiga, né?. Aí a partir de umas quase meia-noite eu consegui espremendo a barriga fazer 10% do xixi que tava na bexiga, mas era uma dor tão grande que 10% aliviava…”

“…quem demora tanto quanto eu demorei para ser atendido, ou morre ou fica aleijado…


(Clique no play para iniciar)

Dr. João R. David Neto orienta para casos de acidentes descompressivos

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Caros amigos….Mário relatou a pura realidade. Temos há 15 anos tentado orientar os serviço de emergência do Estado da Bahia, e é esta a resposta, depois de tanto tempo de trabalho contínuo. Temos uma realidade dura na graduação médica, no curso médico não se é abordado com ênfase as patologias advindas do disbarismo; Como conseqüência presenciamos esse tipo de atitude repugnante de um colega médico emergencialista. É até compreensível o não conhecimento do tratamento, mas não aceitamos e não defendemos a falta de interesse para resolução do problema, visto que o Hospital da Sagrada Família tem serviço de telefonista 24h, embora o Centro Hiperbárico esteja aberto somente no período de 07:00 as 18:00h. Nós somos acionados a qualquer momento por celular e acionamos a equipe de sobreaviso para realizar a descompressão, mesmo que o ocorrido seja no período do expediente realizamos a descompressão sem agendamento, parando todas as sessões em andamento. Infelizmente faltou interesse do colega do HGE em consultar, em buscar soluções, atitude não esperada de um emergencialista. É importante saber que em 07 anos de funcionamento nunca deixamos de atender ninguém e nunca atrasamos o atendimento (vide atendimentos via DAN e os via Estado, quando temos a colaboração do colega emergencialista do Estado). É preciso entender também que para podermos cumprir com nossos compromissos financeiros (ex:pagamento do equipamento, funcionários, oxigênio,…etc.), temos que receber o paciente via ofício dos hospitais do Estado da Bahia para garantir o pagamento (embora pequeno, muito defasado e atrasado) mas que ajuda em muito a podermos ainda a ajudar a tratar os que dependem da assistência SESAB. Passo novamente a todos meu celular pessoal : (71) 8829-8007, e peço a todos os mergulhadores que não deixem repetir essa atitude do emergencialista de plantão do Estado, caso necessário entrem em contato comigo que eu falo com o plantonista. A propósito um médico hiperbaricista, só…., aqui na Bahia, nunca tem paz!!!! Mas eu não me importo com isso, o que eu me importo é com os descasos como esse. Caro amigo Mário, vou te dar um conselho, da próxima vez pega o nome do médico e a matrícula (eu sei que é difícil com dor com restrições motoras….) mas se tivessemos o nome dele as coisas iriam mudar mais rapidamente.
Abraços a todos,
João R. David Neto, Ms, M.D. Médico do Trabalho, Hiperbaricista. Higienista Ocupacional.