Arquivo de novembro de 2007

Almêijoa

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Almêijoa é um tipo de marisco encontrado e muito apreciado na Rússia.

No Brasil esse marisco seria motivo de brincadeiras pelo seu formato fálico.

Dizem ser afrodisíaco e nutritivo.

No prato a aparência é outra.

Cada bicho estranho que aparece no fundo do mar!!!

Osmar Luiz Jr. complementa (em 24/01/2008):
Já vi um documentário na Discovery ou NatGeo sobre a pesca destes moluscos.. é real sim..

Cadu, Sergião, Rocha, Buia e Gaspa estiveram recentemente em ilhas da costa Africana onde puderam apreciar ameijoas muito parecidas com estas…

Mudanças na diretoria da NAUI Mercosul

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A NAUI Mercosul é uma empresa brasileira que há 10 anos firmou contrato com a NAUI Worldwide (Mundial) para ser o escritório dos países que compõem o Mercosul.

Durante esses anos a NAUI Mercosul traduziu diversos livros e outros materiais, facilitou a emissão de credenciais de mergulhador, promoveu o mergulho recreativo em diversos eventos, contribuiu na formação de centenas de instrutores, lançou diversas camisetas com estampas de mergulho, além de bonés, agasalhos e outros, confeccionou posters e tabelas plásticas na língua portuguesa… e muito, muito mais.

Para tanto trabalho a NAUI Mercosul já contou com diversos colaboradores. Nomes como Cláudio Guardabassi, Waldir Nacaratto, Rafael de Nicola, Mário de Castro, Carlos Trujillo, André Lima, Alvanir Oliveira “Jornada”, Marcelo “Moorea” Polato e Régis Ianarelli, deram e alguns ainda dão sua contribuição.

Recentemente Alvanir Oliveira comprou as cotas de André Lima, assumindo mais de 90% da propriedade da NAUI Mercosul. Foi uma combinação de amigos, visto que ambos se conhecem há 10 anos, inclusivem já trabalharam juntos na formação de instrutores pelo Brasil.

“Atualmente toda operação do escritório acontece em São Paulo. Participei na Bahia em muitos trabalhos, em uma fase de tradução de material, em especial o Manual de Regras e Padrões. Hoje tenho que tocar outros projetos e ficou difícil concilia-los com viagens constantes para São Paulo”, avalia o ex-sócio André Lima.

Curso de Rebreather no Brasil. E por que não em Salvador – Bahia?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Duração: 7 (sete) dias, podendo o instrutor exigir mais alguns dias de instrução, caso o aluno não obtenha o grau mínimo exigido nos exercícios.

Pré-requisito: ser mergulhador Nitrox Avançado IANTD. Caso haja mergulhadores interessados no curso, mas que não possuem o curso de Nitrox Avançado, há a possibilidade de se qualificar antes do início do curso. Basta ser Nitrox Básico de qualquer agência. Mergulhadores Tec Deep Diver da DSAT, GUE Tech I, PDIC Tek Trimix, entre outros, já cumprem esse requisito.

Para obter algum grau superior de instrução, como o CCR Trimix por exemplo, o aluno terá que posteriormente ter um número mínimo de horas de uso no rebreather.

Vale salientar que por se tratar de uma máquina complexa, o aluno deve escolher qual rebreather ele terá instrução. A instrução dada para o rebreather X não habilita a usar o rebreather Y, exigindo um curso de crossover para a nova unidade.

Michael Silva Netto é um mergulhador técnico experiente, já tendo participado de atividades inclusive nos naufrágios Andrea Dorea e Nordless. Trabalhou como mergulhador de testes do novo rebreather da Dive Rite, o O2ptima. Atualmente trabalha como operador de ROV – Remotely Operated Underwater Vehicle no Texas(EUA), para a empresa Canyon Offshore, e é instrutor da IANTD nos EUA:

http://www.iantd.com/cgi-bin/instructors_search.cgi?

City=&Country=&State=&certifications=+827&name=

Ele faz parte do grupo DSX da Revista Decostop, que é
formado por mergulhadores e instrutores técnicos experientes. O currículo dele pode ser conferido no próprio site da revista:

http://www.decostop.com.br/dsx/

Ele também já trabalhou com mergulho técnico no México. o Dive Center é o Protec Advanced Training Facility:

http://www.protecdiving.com/

Peço que caso haja interessados, que os mesmos entrem em contato diretamente com a minha pessoa, pois a idéia é dividir custos de embarcação, passagem aérea, consumíveis (Cal Sodada e Oxigênio) e hospedagem do instrutor, sem qualquer objetivo de lucro de minha parte com o curso.

A minha idéia é realizar o curso aqui no Brasil, pois esse tipo instrução, por ser muito específica, dependeria de viagem ao exterior, importando em maiores custos para minha pessoa. Caso haja interessados em dividir a despesa, sejam bem vindos.

Qualquer outro esclarecimento, estou à disposição.

scafo92@bol.com.br
(71) 9904-9723

Comentários

Bruno Fagundes escreveu:
December 3, 2007

Quem estiver interessado em mergulho com rebreather o ideal é se preparar teoricamente antes de qualquer curso. Para saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura do livro “Mastering Rebreathers”, escrito pelo instrutor Jeff Bozanic. Ele é o mais indicado para a instrução inicial e pode ser encontrado na Amazon.

A leitura dos manuais das centrais eletrônicas dos rebreathers também é muito importante, pois com elas é que o mergulhador irá monitorar o nível de PO2 do loop de respiração e interagir com o equipamento. Para obter esses manuais, basta fazer o download nas páginas dos fabricantes:

a) CCR Innerspace Systems Megalodon – http://www.customrebreathers.com/
Os eletrônicos atuais do Megalodon são chamados de Apecs versão 2.5. É um sistema mais simples, que só controla o nível de PO2 do loop e também a injeção de oxigênio através da válvula solenoide. O manual é possível baixar gratuitamente na página acima;

b) CCR Dive Rite O2ptima -

http://www.diveriteexpress.com

A central eletrônica do O2ptima é a Hammerhead Eletronics, fabricada pela Jurgensen Marine. Essa central eletrônica é mais avançada que a Apecs 2.5 do Megalodon. Além de controlar o nível de pressão de oxigênio do sistema, ela também possui um algoritmo de descompressão incorporado e funciona como um computador de mergulho, controlando os níveis de dosagem dos gases inertes e atribuindo paradas descompressivas ao perfil de mergulho quando necessário. Os manuais do O2ptima e da central Hammerhead podem ser baixados na página da Dive Rite Express na Internet.

Bruno Fagundes

Sobre os meros, por Dortas

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Nunca matei mero ou qualquer outro peixe como troféu, com exceção de um Campeonato Universitário ocorrido em Cabo Frio em 1970, quando eu, o Chico Diabo e o Phileto fomos vice-campeões.

Na minha época os meros eram bem maiores e eram os troféus máximos que os mergulhadores podiam obter por serem os peixes de maior peso, que é a unidade de medição dos recordes e de valorização do que foi pescado.

Praticava-se somente a caça submarina que, quer queira ou não, foi a semente do mergulho recreativo atual. Tudo era feito em apnéia e com hiperventilação.

Quando achávamos meros, em profundidades superiores a 20 metros, normalmente estavam deitados na areia ou por cima da pedra. Eles nos encaravam, entravam ou encostavam em uma toca quando se sentiam ameaçados. Efetuávamos então o segundo mergulho, já marcando o local em que estavam, para darmos o tiro.

Chico Diabo dizia: “Tartaruga, quando ele abre a boca é para medir se consegue ou não nos engolir”.

Quando o arpão penetrava e não atingia um ponto vital tudo se transformava em força. Éramos arrastados pelas pedras e tínhamos de realizar diversos mergulhos com ele se embaraçando em tudo que existia e correndo todos os buracos que encontrava.

Era uma luta. Nós estávamos invadindo o ambiente que ele bem dominava e pagávamos por isto bebendo água, ficando tontos, sem ar e com todo o equipamento empenado, e às vezes perdido, quando a linha embaraçava no carretel e o peixe arrastava tudo para um lugar mais fundo.

Contudo, os meros capturados não representavam muito no nosso volume de pescaria, mais objetivada aos peixes de passagem, como Xaréus, Barracudas, Guaricemas e os Bijupirás, e os de pedra, como Dentões e Badejos. Mas como mergulhávamos em pedras virgens e naufrágios intocados, quase sempre com eles nos deparávamos, pois sempre tinha um dominando a área. Até mesmo quando éramos levados por pescadores que tinham suas linhas de pesca partidas no momento em que traziam o peixe fisgado para a superfície.
Hoje considero correta a proibição de sua pesca sob a alegação de que está em extinção. No entanto não se fala sobre o fechamento do Rio Paraguaçu com a barragem de Pedra do Cavalo, que alterou a salinidade, acabando com inúmeras espécies de peixes que viviam, após a desova, nas suas águas repletas de nutrientes, ou sobre o desaparecimento das medusas, que eram encontradas aos bandos e até nos impediam de mergulhar pela sua densidade, ou mesmo sobre o xangó que alimentava as cavalas que por sua vez atraiam os cações, encontrados naquela época nas travessias da Baía.

Certa vez, eu e Waltinho (Acarajé) encontramos um mero em uma pedra perto de uma bóia de sinalização em frente ao Montserrat, conhecida como Liverpool, inserido em um cardume de carrapatos que ele também comia, como se fosse seu particular Mc Donald’s, e que nos impedia de sua visualização para um tiro. Fizemos diversos mergulhos em apnéia, e ficou por aí mesmo, pois tinha quase 80 kg e o tiro tinha de ser certeiro.

Quando falamos em extinção de um tipo de peixe temos que pensar em todos, pois fazem parte de um ecossistema. Hoje, nos locais onde tinham meros, nem crustáceos ou peixes para eles comerem existem mais e isto não foi causado pela sua pesca ou caça submarina.

No verão passado fiz uma inspeção em um duto submarino com extensão de 20 km, de Salinas das Margaridas até a Ilha das Vacas, e só encontrei uns dez peixes, alguns robalos, entre 30 a 40cm de comprimento, e não vi nenhuma raia.

Até os siris estão acabando com o surgimento do espécime exótico, chamado de siri Bidú pelos pescadores, que os devora e vence o combate por possuírem uma carapaça forte, e que aqui aportou como um pirata, ainda alevino, na água de lastro dos navios que aqui aportam.

Voltando aos meros, eu, como todo o mergulhador de minha época, cacei e matei alguns. E também convivi com muitos, quando trabalhei em plataformas e não tinha porque pegá-los.
Já fui mordido no braço por um de 20 kg em Aratu. Fui impedido de trabalhar em uma plataforma em São Mateus pela presença ostensiva de um exemplar com mais de 200 kg. Já tive peixe arpoado arrebatado por eles por diversas vezes. E já fiquei desarmado olhando para um que abria a boca em minha direção e dava um estrondo, talvez me intimidando a sair do local.

O tiro dado num mero é considerado covardia, mas qual tiro não é? Na caçada de um leão ou de outro animal africano as armas são de alto impacto, miras luminosas e aproximativas, e o tiro, quando dado dentro das suas especificações e com a mão parada, é infalível e letal.

Viva à máquina fotográfica digital! A fotografia foi facilitada e abriu um novo universo em que a caça continua viva e os troféus são as fotos obtidas.

Lamentavelmente, e por ter vivido em outra época, anexo uma foto de um mero capturado por nós junto à Ilha do Medo, em uma profundidade de 6 metros, em uma base abandonada da Petrobrás, e cujo tamanho acredito que, por aqui, nunca mais se verá um igual.

Não me desculpo hoje pelo ato, pois só me arrependo do que não fiz. Tudo que pratiquei foi intencional. Até mesmo quando desci em apnéia, parei e dei-lhe um dos diversos tiros. Fato que não me modificou, mas que foi uma luta. Eu, Waltinho e mais alguns dos mergulhadores que estavam na lancha tivemos de ter muito preparo para trazê-lo até a superfície.

Foto do relator com um mero capturado em 1966 numa base abandonada junto à Ilha do Mêdo, profundidade de 6 metros, já desembuchado para o embarque. Na esquerda da foto uma enfieira com barracudas, guaricemas e garoupas, principais objetos da pescaria. O mero está pendurado em um guindaste na antiga Marina da Contorno, do grupo Corrêa Ribeiro e seu peso não foi medido.

Salvador, Bahia, ano de 2007.

Fotógrafo profissional?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Esta imagens foram obtidas com uma câmera tipo “point & shot” da Sony (N100), sem iluminação especial… talvez com o flash interno. O fotógrafo é amador… qual a mágica?

Ah sim… o Photoshop só foi utilizado para redimensionar as imagens e centralizar os “modelos”.




Fotos: Erick Fialho

PS: Aos biólogos de plantão… se puderem informar os nomes dos “modelos” seremos gratos! :-)

Morgana escreveu:
November 28, 2007

Bom dia! Comentando seus “modelos”, os primeiros são esponjas e pólipos (digamos grosseiramente um filhote de cnidário – as medusas e caravelas). Tem a tartaruga verde. E o peixe ósseo desconheço a espécie, mas muito bonito! A partir desta informação você pode pesquisar sobre esponjas e cnidários. Abraço.

A volta do “amarelinho”…

domingo, 25 de novembro de 2007

Uma video-brincadeira, por Fábio Marconi.

Apenas 2 dias para o Necton Sub sair do estaleiro

sábado, 24 de novembro de 2007


A competente equipe da J.E. Adesivos trabalhando no costado de boreste.


Marcos de Paula pintando uma faixa azul para quebrar o “amarelo mais delicado” (classificação de cor por Fábio Marconi).


Vai ficar mais ou menos assim.

Prezados (as) mergulhadores(as), pescadores(as), caçadores(as) e outros(as) mentirosos(as), por Gianpaolo Harfush

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

No próximo dia 2 de dezembro estaremos inaugurando um novo espaço aqui na DIVE BAHIA.

Fizemos um “puxadinho” aqui na frente da loja, que funcionará das terças aos sábados das 10 às 21h e aos domingos das 10 às 17h.

O objetivo é reunir a galera de “ culhudeiros e borbulhadores“ aqui no Porto da Barra para dar um mergulhinho no final do dia, fazer um snorkeling, ou simplesmente tomar uma com os(as) amigos(as), degustando deliciosas esfihas e kibes ÁRABES, além de outras iguarias totalmente produzidas pela casa, confiram no cardápio em anexo e BOM APETITE !

Abraços,
Gianpaolo Harfush

Águas Abertas

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A Baía de Todos os Santos está ganhando mais uma empresa de mergulho recreativo. Águas Abertas, ainda em fase de organização, será uma empresa focada para operação e treinamento de mergulho.

Jorge Galvão, o proprietário de Águas Abertas, conta com a experiência de anos de trabalho no Litoral Norte, em especial com turistas internacionais. Período em que se formou Divemaster PADI, tendo Troy como seu instrutor. Atualmente está no meio do programa de formação de instrutor pela NAUI. Jorge também é professor de capoeira, uma grande paixão de sua vida.

O Necton Sub foi escolhido por Águas Abertas para formar parceria nas saídas embarcadas.

Contatos:
(71) 9944 6600 / 8878 2638
atividadesdemergulho@aguasabertas.com

Necton Sub passou por uma inspeção rigorosa!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Necton Sub está na reta final das obras. Toni Duarte (Chapeuzinho Azul, provável parentesco com Chapeuzinho Vermelho), saveirista, músico, mestre cuca e quase nativo de Bom Jesus dos Passos, foi convidado para supervisionar os trabalhos. Ele inspecionou costado, superestrutura, longarinas, cavernames, calculou centro de carena, olhou a praça de máquinas, quilha, convés, mediu borda livre… e fez vários cálculos com a ajuda do imediato Marcos de Paula.

Depois de tanta inspeção pediu uma cerveja e silêncio para a emissão do seu parecer: - É! Parece que vai ficar amarelo!!!