Arquivo de novembro de 2007

Um homem, uma mulher. Um mergulhador e uma sereia. Fascínio e sedução até debaixo d´água!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Entre no site abaixo, faça a inscrição e assista de graça. Cortesia da Petrobrás.

Será que mergulhador da China fala baianês?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O site do Necton Sub é visitado por mergulhadores e outros curiosos no Brasil e exterior. Até aí tudo bem. Mas chineses, indianos… até a República da Croácia?


Período de 1 a 18.11.2007
Fonte: Advanced Web Statistics 6.7 (build 1.892) – Created by awstats (plugins: geoipfree, tooltips)

Série barcos de mergulho: Trevo

segunda-feira, 19 de novembro de 2007


Categoria: Mergulho Profissional
Empresa: ACS Sub / Salvador / Bahia
Proprietário: Alain Correa da Silva

Mauricio de Carvalho conhece de perto algumas histórias de Mário Mukeka

domingo, 18 de novembro de 2007

Na noite de 16 de novembro de 2007, a instrutora PADI Tânia Correa levou seu colega e amigo Mauricio de Carvalho para conhecer Mário Mukeka. Mauricio havia visto, neste site, os artigos do Galeão São Rafael e ficou muito curioso, queria conhecer Mário pessoalmente. Afinal de contas, não é todo dia que se descobre a existência de um galeão!?

Aproveitei para convidar Artur Barrio e Cristina Motta, um casal de amigos, também colaboradores desse blog, que havia chegado recentemente a Salvador.

Como nenhum deles havia assistido ao documentário sobre a vida do pirata Mukeka, pela vigéssima vez tivemos uma sessão de “O Irrecuperável”, ainda em versão “draft” do fantástico trabalho de Marcela Bellas.


Mauricio de Carvalho, o primeiro à esquerda, estava em Salvador para dar um treinamento de mergulho em naufrágio. O curso foi promovido pela Underwater, sob o firme comando de Tânia Correa. E Mário Mukeka, mais uma vez se diverte assistindo suas aventuras inusitadas.


Artur também não sabia dos detalhes da descoberta do Galeão São Rafael.


Cristina foi intimada a conhecer o fundo do mar. Marquinhos será seu padrinho do batismo submarino.


Pensei “Quantos vezes na vida ainda terei que assistir a esse documentário?”.

Fotos e enchimentos de copos por Ludmila Senna

Campeonato em Vilas do Atlântico – Barraca Gávea

sábado, 17 de novembro de 2007


Da esquerda para direita: Em pé: Rambo de Ondina (Flávio), Cantgaste (Marcel Britto), Lula (Luís Cláudio Terranova), Zezé Bom Cabelo, Leonardo Nunes, Pecorino (Péricles Henrique), ???, ???, Tio Maria (Antônio Maria), Erlan. Agachados: Coriolano (proprietário da Barraca Gávea), ???, Mister Magoo (Ailton Lins), Marquinhos Seac (Marcos de Paula), Gabirú (Marcone Braga) e Marcelo Marginal (Marcelo Paim).

A baleia na Ribeira – Ano de 1966

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Histórias de mergulho não se resumem apenas na visão de um fundo translúcido, cheio de peixes na imensidão do azul, com alguns tubarões passando, corais etc.

Por este motivo continuarei inicialmente citando fatos e histórias do mar, algumas não condizentes com a mentalidade e política atual, mas que naquela época era a verdade pura e simples, quando não existia IBAMA, CRA, Colesterol e Meio Ambiente.

Bomba de peixe sempre foi proibida, porém pescar baleias e jogar lixo no mar não. Existia até um desenho animado de um rebocadorzinho chamado TUG, que saía da Ilha de Manhattan rebocando uma balsa cheia de lixo proveniente do porto de Nova York para lançá-lo em alto mar, quando desviava de grandes navios e por eles era ameaçado.

As baleias eram pescadas livremente na plataforma brasileira e se não as eram em certos locais, era porque lá não as tinha.

Ocorreu um fato incrível na primavera de 1966, quando eu estava mergulhando ainda praticando a caça submarina e vendendo os peixes. Também praticava, além de natação, remo na enseada dos Tainheiros, na Ribeira.

No clube Vitória, nosso adversário tinha um grande remador de dois punhos que era o Joel, conhecido como Meu Santo, alcunha que sua mãe lhe deu por ser bem comportado na infância, ficando este fato somente nela.

Joel apareceu um dia com um remador olímpico de nacionalidade holandesa e começou a treinar em um Double Skiff.

Os seus adversários no nosso clube não tinham horário disponível para lhes acompanhar no treino e somente um remador o podia, que era o Barriguinha, grande porradeiro da Ribeira e meu grande amigo de infância. Então Barriguinha me chamou, pegamos um Double, e combinamos ficar embaixo da ponte aguardando a saída dos dois.

Ficamos parados, em silêncio, em uma embarcação totalmente desequilibrada porque estava parada. Subitamente emergiu a 4 metros da embarcação um imenso bicho preto que bufou um jato de vapor e água e então demos um grito de terror e metemos os remos de qualquer forma e saímos rapidamente e remando forte em direção de terra, quando nem olhávamos para trás para ver a direção para onde o barco estava indo e sim em direção do tremendo bicho que estranhamente emergia ininterruptamente no nosso eixo de percurso e seguindo o barco, até que desapareceu.

Chegamos em terra apavorados, resolvemos não contar nada e irmos embora, porque ia ter gozação e conseqüentemente alguma porrada. Estávamos ainda trêmulos e loucos para sair dali o mais rápido possível.

Não tinha a menor idéia do que era aquilo e já intencionava nunca mais mergulhar na Enseada até que tudo ficasse esclarecido. Fui para casa de bicicleta e mais tarde voltaria para lá, quando iríamos investigar o que tínhamos visto.

Quando retornei a Ribeira o rebuliço era total. Alguns pescadores de Plataforma tinham arpoado uma baleia e ela estava rebocando as canoas por toda a enseada e parecia o filme Moby Dick, só que a baleia agora era negra.


Foto 1. A baleia arpoada e rebocando as canoas. Ao fundo o antigo aeroporto de hidroaviões.

A turma que mergulhava comigo já tinha preparado a canoa com motor e já ia sair para participar da confusão, quando então embarquei com uma câmera pereba que tinha levado, para que, se visse o suposto monstro de novo, fotografá-lo.


Foto 2. Ao fundo o Edifício Rex na Ribeira.

Íamos na canoa, eu, Severo e seu irmão Vadinho, Waltinho Acarajé, Carlos da Gama conhecido como Fifa e que poucos anos atrás morreu em Cações vítima de pesca a dinamite, em que era viciado, Arizinho e mais algumas pessoas que eu não me lembro.

A baleia já estava arpoada, mas temia-se que o arpão soltasse quando então, Waltinho Acarajé, com uma ducha de cabo de ¾” e seguindo pelo cabo do arpão, mergulhou quando a baleia emergindo próxima da canoa assim o fez e, quando a mesma emergiu, já veio a tona com o cabo já passado, e ele, com as pernas trançadas na cauda, como se a estivesse montando. Éramos loucos e o que ele fez, qualquer um de nós fazia porque nos julgávamos imortais.


Foto 3. Aproximação para que Waltinho mergulhasse com o cabo. O Carlos Gama está de costas com a mão na boca chupando um rolete de cana e no canto direito da fotografia.

Fiquei na manobra do cabo quando Fred Wiering seguidamente imitou também o Waltinho, e ele agora subia a bordo com imensos carrapatos do mar grudados na sua perna e já com a barriga cheia de sangue. Fred subiu também assim.

Era um baleote e tinha se perdido talvez por doença no seu órgão de navegação e veio para encalhar e morrer.

Os pescadores anteciparam a sua morte, que na época foi encarada como uma caçada normal, sem discriminação, quando o bicho homem, que para mim engana quem quer, mostrou a sua selvageria e crueldade, como um imenso bando de hienas sanguinárias acompanhando a presa até o seu encalhe no Mangue de Lobato, a dissecou, quando passavam com imensos pedaços de uma carne vermelha escura na cabeça, sem saber até como prepará-la para comer, mas o importante era participar da partilha e dizer que tirou o seu pedaço.

Em certa medida participei daquilo, sem dar um tiro, nem cortar um pedaço do animal morto. Tão somente fiquei no meio do povo, vendo aquela imensidão de famintos atuando e tomando cuidado para não tirarem um pedaço de mim, quando fiquei pôr sobre ela tirando um dos arpões que os tínhamos emprestados nela cravados, pois eram de nossa propriedade, e o usávamos para arpoar as grandes arraias e cações, que vinham nas nossas redes de espera.


Foto 4. Chacina no mangue de Lobato. Vadinho, irmão de Severo está de pé sobre a cabeça da baleia sorrindo. Eu estou de lado próximo ao canto esquerdo da foto retirando um arpão e por trás do Arizinho. Vê-se minha mão com um relógio de mergulho por sobre o braço dele.

Foi um ato cruel e inusitado do qual participei e agora relato, pois foi singular, inédito e que agora, graças a política ambiental atual, nunca mais acontecerá na nossa Baía.

José Dortas
Novembro de 2007.

Em breve Dortas lançará um livro de histórias vividas por ele. Assim como essa da Baleia, muitas outras histórias só puderam acontecer em uma Bahia de outra época.

Conheça um pouco mais sobre o mergulhador Dortas clicando na foto abaixo:

A nova cor do Necton Sub

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma velha regra da Marinha diz: “Se mexeu, bata continência. Se não mexeu, pinte.” E o Necton Sub, como um bom barco marinheiro, não escapou da regra. Parado na Marina da Penha, está sendo todo pintado.


A Marina da Penha fica pouco após a Sorveteria da Ribeira.

O Necton Sub quase ficou branco, mas foi salvo por uma pigmentação por gentileza do, também mergulhador, Carlos Tesi.


A nova cor é um amarelo mais suave que o anterior. Como se diz no popular “puxa” um pouco para o bege. Na fibra está sendo usada tinta PU.


Motor e reversor pintados com tinta martelado.


Fanta (do Estaleiro Fantástico) no comando dos serviços de fibra e pintura. Não se sabe se é por religião, mas ele só trabalha com muitas folhas por perto.


Carlinhos Catrunco no comando dos reparos diversos.

“Carta de Itaparica”

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Comitê Internacional faz sugestões ao Brasil

O Comitê Internacional sobre o Patrimônio Cultural Subaquático (ICUCH /ICOMOS), órgão consultivo da UNESCO para o tema, sugeriu ao Brasil uma série de ações necessárias caso se queira conservar seu patrimônio submerso e gerar conhecimento científico a partir dele. Pela primeira vez em terras brasileiras, o comitê realizou sua reunião anual na cidade de Itaparica/BA no final de outubro, em seqüência do “I Simpósio Internacional – Arqueologia Marítima nas Américas: ocupações litorâneas, barcos e navios, portos e áreas portuárias”.

A “Carta de Itaparica”, nome simbólico dado ao documento redigido durante a reunião do ICUCH, reconhece a importância do Simpósio e enaltece a qualidade dos trabalhos apresentados e a ótima organização do evento, parabeniza ações de arqueólogos brasileiros e sua visão de gestão do patrimônio e, principalmente, recomenda a adoção pelo Brasil da Convenção da Unesco para a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, instrumento jurídico internacional elaborado para assegurar a proteção do Patrimônio Cultural Subaquático. Isso porque está em vigor a Lei Federal n° 10.166, de dezembro de 2000, que permite a comercialização desses vestígios arqueológicos submersos, estabelecendo valor de mercado a eles e recompensas aos exploradores. Tal legislação coloca o Brasil na contramão do mundo, pois é totalmente oposta aos valores dados na Convenção da Unesco ao patrimônio citado. A “Carta de Itaparica” “encoraja todos os brasileiros, a apoiar a ratificação da Convenção da UNESCO, consciente de que este paradigmático recurso não renovável deve ser gerido para o benefício do seu país, do seu povo e da Humanidade, como qualquer outro testemunho do passado humano, independentemente do seu ambiente físico”.
O documento elaborado em Itaparica também apóia e destaca a implantação do primeiro centro de pesquisas brasileiro especializado em arqueologia e etnografia do mar, pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia (MAE/UFBA) Com sede em Itaparica, o ARCHEMAR pretende realizar o estudo sistemático, a preservação e a divulgação do patrimônio cultural subaquático correspondente aos sítios arqueológicos de naufrágios, de áreas portuárias, santuários submersos e os de ocupações litorâneas na Baia de Todos os Santos.

Leia a “Carta de Itaparica”:

Comitê Internacional sobre o Patrimônio Cultural Subaquático
(ICUCH)

RESOLUÇÃO

O Comitê Internacional sobre o Patrimônio Cultural Subaquático (ICUCH) do ICOMOS, na sua 16ª reunião, realizada em Itaparica, Bahia, Brasil, de 27 a 28 de outubro de 2007,

reconhecendo a importância do primeiro Simpósio Internacional de Arqueologia Marítima nas Américas: ocupações litorâneas, navios e barcos, portos e áreas portuárias, realizado durante os dias 24,25 e 26 de outubro, e que colocou em contato participantes de diversos continentes e países, e outros interessados, pertencendo nomeadamente à comunidade de Itaparica,

sublinhando a elevada qualidade das comunicações apresentadas neste Simpósio, que numa feliz aproximação interdisciplinar cobriram uma grande variedade e riqueza de temas internacionais referentes ao patrimônio marítimo tangível e intangível, demonstrando o enorme potencial do patrimônio cultural subaquático do Brasil,

enfatizando a excelência da sua organização proporcionada pelas autoridades Federal, Estatal, Municipal e Acadêmica, incluindo a Marinha, o Exército e a Universidade Federal da Bahia,

impressionado pela amadurecida visão de gestão desenvolvida pelos arqueólogos brasileiros no que diz respeito ao patrimônio cultural subaquático do seu país, em conformidade com os princípios da Carta do ICOMOS sobre a Proteção e Gestão do Patrimônio Cultural Subaquático (Sofia 1996) e da Convenção da UNESCO para a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático (Paris 2001),

consciente do enorme potencial do patrimônio cultural subaquático do Estado da Bahia, particularmente da região da Baía de Todos os Santos e, portanto, do projeto que está surgindo de todas estas sinergias,

apoiando as perspectivas visando a proteção, investigação e valorização do patrimônio cultural subaquático no Brasil através do fortalecimento da cooperação entre países, e a criação do Projeto ARCHEMAR Itaparica no quadro do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia, dedicado à Arqueologia e à Etnografia do mar, no mesmo tipo de espírito proposto nos anos 1980 pelo projeto ARCHENAVE, na Bahia

saúda, o acordo formal celebrado no encerramento do Simpósio entre a Prefeitura de Itaparica e as entidades culturais e acadêmicas supracitadas,

Chama a atenção para o crescente número de países que reconhecem os benefícios sociais, econômicos e culturais que advêm da ratificação da Convenção da UNESCO para a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático e

recomenda a sua ratificação pela República Federativa do Brasil.

Encoraja aquelas entidades, personalidades e a população do Estado da Bahia, mas também todos os brasileiros, a apoiar a ratificação da Convenção da UNESCO, consciente de que este paradigmático recurso não renovável deve ser gerido para o benefício do seu país, do seu povo e da Humanidade, como qualquer outro testemunho do passado humano, independentemente do seu ambiente físico.

Recomenda que, durante o processo de tomada de decisão de ratificação da Convenção, o Brasil tome todas as medidas necessárias para implementar o Anexo desta Convenção para o benefício do património cultural subaquático brasileiro e da sua gestão sustentável para as gerações futuras.

Realça que o ICUCH/ICOMOS está sempre disponível para prestar consulta às autoridades brasileiras sobre qualquer assunto relacionado com o património cultural subaquático.

Itaparica, Bahia, Brasil, 28 de Outubro de 2007

Glória Tega
Assessora de Imprensa
Centro de Estudos de Arqueologia Náutica e Subaquática
Universidade Estadual de Campinas
CEANS/UNICAMP
www.nepam.unicamp.br/ceans

Viva Clarêncio!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O aniversariante do dia (13 de novembro). Mergulhador, biólogo, amigo (apesar da cara de sério nessa foto), colaborador desse site… a p. toda, como se diz na Bahia.

Você conhece esse ponto de mergulho?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007


Depois de uma temporada trabalhando, revendo os amigos, descansando, mergulhando…. na França, Portugal e Rio de Janeiro Artur Barrio e Cristina Motta estão de volta à Bahia, Boa Terra, Bahia.
Foto by Artur Barrio, na BTS.