Arquivo de 2007

Águas Abertas convida

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Amigos(as), camaradas e família.

Convidamos a todos para participar desta teia de energia no fechamento do ano de 2007.

2º Encontro no Diogo

Tema: Aquecimento Global (a percepção do corpo humano na tomada de consciência do Planeta Terra)

Programação:

Sexta-Feira 28/12/2007

. 18h – Caldos, fogueira, som e malabares de fogo

Sábado 29/12/2007

. 7h – Café da manhã
. 8h – Circo
. 11h – Almoço
. 12h – Mergulho recreativo
. 18h – Filme aquecimento global
. 20h – Som e performances

Domingo 30/12/2007

. 7h – Café da manhã
. 8h – Yoga
. 10h – Capoeira Angola na beira do rio
. 14h – Surf
. Almoço livre
. 18h – Filme infantil
. Bate-papo/encerramento

Local: Diogo Linha Verde (fica depois da Praia do Forte, após Imbassaí). Espaço Lua de São Jorge (casa de Jorge e Anna).

Como chegar: Ônibus da Empresa Linha Verde. Saindo da Calçada ou da Rodoviária, podendo pegá-lo nos pontos da Paralela, São Cristóvão ou Lauro de Freitas. Com destino ao Porto de Sauípe, Rio Real, Esplanada. Horários: 05:30 até às 18:00h (com saídas de hora em hora). Dica: o ônibus das 13, 14 e 16h vem direto, sem entrar em Arembepe, Praia do Forte, etc. Valor da passagem varia entre 7,00 e 10,00 reais.

Ponto de referência: chegando no Diogo, passar pela venda de Bartola e seguir para o Castro. Ao lado do camping de Reni (Canto da Terra Canto do Mar), existe um portão de madeira que dá acesso ao Espaço do Evento. Qualquer dúvida ligar para 88782638/99446600 (Jorge) ou 88737366 (Anna).

O que levar:

- Barraca de camping
- Saco de dormir
- Repelente
- Protetor solar

Valores:

Pacote: R$120,00 + 1kg de alimento inclui estadia, alimentação e as atividades (mergulho, surf, yoga, capoeira angola e circo).

Atividades separadas: R$15,00 cada, exceto o mergulho que custa R$80,00 + 1kg de alimento.

Por favor, confirme sua presença retornando o e-mail ou nos ligando, temos um nº de vagas limitadas.

Dúvidas e sugestões, nos envie por e-mail.
Abraços, beijos e cheiros

Jorge e Anna

jorgezimba@ig.com.br

A semana do Necton Sub

domingo, 23 de dezembro de 2007

Quando: Terça-feira (18.12.07)
Onde: Quebramar Norte – parte norte
Quem: Anchieta, Saulo e tripulação
O que: Estudo para Codeba, dragagem do Porto de Salvador

Quando: Quarta-feira (19.12.07)
Onde: Quebramar Norte – parte sul
Quem: Anchieta, Saulo e tripulação
O que: Estudo para Codeba, dragagem do Porto de Salvador

Quando: Quinta-feira (20.12.07)
Onde: Blackadder
Quem: Membros do GRAER e do Núcleo de Mergulho, e tripulação
O que: Treinamento mergulho autônomo

Quando: Sexta-feira (21.12.07)
Onde: Ilha de Maré
Quem: Buia e o assistente Anchieta, Camilo e Guigui, Rodrigo Maia-Nogueira, Amanda, Pedro Meirelles, Eduardo Marocci, Igor Cruz, Mário Mukeka e cia, e tripulação
O que: Passeio de comemoração

Quando: Sábado (22.12.07)
Onde: Maraldi, Germânia e Bretagne
Quem: Denis Peres, Flávia Figueredo, Fábio Marconi, Carlos Tesi, Ludmila Senna e tripulação.
O que: Fazer o último programa do Bahia Náutica

Não temos uma foto, mas aguardamos a colaboração de todos!!!

Naufrágio de 800 anos será resgatado

sábado, 22 de dezembro de 2007

O Governo chinês vai recuperar um navio mercante que se afundou há 800 anos quando transportava um carregamento de porcelana pela rota da seda, no mar do Sul da China, anunciou hoje (21) a agência oficial chinesa.

“É uma operação sem precedentes no campo da arqueologia subaquática tanto na China como no estrangeiro”, afirmou à agência Nova China, Zhang Wei, director do Centro de Arqueologia Subaquática do Museu Nacional. Zhang referiu que, tradicionalmente, os arqueológos realizariam um trabalho de escavação das relíquias no barco afundado e só depois tentariam resgatar o navio para a superfície.

No caso do “Nanhai Número 1″, o nome que foi dado ao navio, que significa “Mar do Sul da China Número 1″, os arqueólogos lançaram uma operação no início de maio para arrancar os destroços do barco do lodo envolvente num enorme cesto de aço, para proteger as relíquias e o navio.

A recuperação deverá começar neste sábado (22) “se o tempo colaborar”, afirmou Wu Jiancheng, responsável pelo projeto de recuperação, citado pela Nova China, a agência noticiosa chinesa. Wu referiu que serão necessárias cerca de duas horas para elevar o navio até à superfície. O responsável estima que estariam entre 50 mil a 70 mil peças quando o navio se afundou devido a uma forte tempestade.

O barco de 30 metros data da época da dinastia Song (1127-1279), originária do Sul da China. Foi descoberto em 1987, a mais de 20 metros de profundidade, na costa chinesa, perto de Yangjiang, na província de Guangdong, no sudoeste do país.

Pratos de porcelana de esmalte verde e outras peças de porcelana de sombra azul foram algumas das raras antiguidades encontradas nas primeiras explorações do navio.

Segundo o jornal China Daily, a mercadoria do navio também incluía ouro e jóias. Uma oficial do gabinete de resgate de Guangzhou, que está encarregado da recuperação do navio e das raridades, sob tutela do Ministério das Comunicações, confirmou a existência desses artigos no barco, pedindo anonimato, de acordo com a política do gabinete.

No sábado, uma grua vai levantar o enorme cesto para trazer o navio à superfície e conduzí-lo para um porto onde será colocado numa piscina de vidro instalada num museu criado especialmente para este trabalho.

A piscina tem as mesmas condições ambientais (temperatura e pressão) do local onde o navio se encontrava até então e “vai ser selada depois da inserção do navio e do lodo no local”, afirmou à Nova China Feng Shaowen, responsável pelo gabinete cultural da cidade de Yangjiang.

Feng acrescentou que os visitantes poderão acompanhar os trabalhos de recuperação do navio através da superfície da piscina. Até agora, os arqueólogos chineses identificaram mais de dez locais onde podem existir navios submersos ao longo da antiga rota da seda por via marítima.

A escavação do Nanhai Número 1 vai ser um trabalho de pesquisa fundamental para entender a história da rota marítima da seda, do comércio internacional chinês, do intercâmbio cultural, da porcelana, da construção naval e dos métodos de navegação, explicou o director do Centro de Arqueologia Subaquática do Museu Nacional.

Há 2.000 anos, os comerciantes chineses começaram a transportar louça, seda, outros têxteis e produtos chineses para fora do país através de uma rota com partida nos portos de Guangdong e Fujian, no Sul da China, para outros países do Sudoeste asiático, da África e da Europa.

Tanto a rota marítima como a rota continental da seda, que estabelecia a ligação terrestre entre a Ásia e a Europa, foram as pontes que ligaram as antigas civilizações do Oriente e do Ocidente.

Fonte:Diário Digital/Náutica Brasil
Foto:Divulgação

Viva! Gilsão ganhou uma batalha: Aprovada proteção do patrimônio subaquático

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou ontem (20), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 7566/06, da deputada Nice Lobão (DEM-MA), que regulamenta a proteção do patrimônio cultural subaquático brasileiro, desde artefatos arqueológicos e objetos pré-históricos até imóveis e navios submersos. A proposta seguirá para análise do Senado Federal.

O projeto estende aos bens culturais submersos a proteção legal que hoje alcança apenas o patrimônio cultural brasileiro. De acordo com o texto, o Ministério da Cultura terá a responsabilidade de coordenar, controlar e fiscalizar as atividades de pesquisa, exploração e remoção dos bens pertencentes ao patrimônio cultural subaquático, assim como sobre seu depósito, conservação e gestão.

As intervenções só poderão ser realizadas com a presença de um arqueólogo subaquático qualificado. A Marinha também terá de ser consultada.

Conceitos arqueológicos

O texto que prevaleceu na Câmara é a subemenda substitutiva do relator na CCJ, deputado Matteo Chiarelli (DEM-RS), ao substitutivo da Comissão de Educação e Cultura. As modificações adaptam a redação aos conceitos arqueológicos. A subemenda substitutiva também corrige problemas de ordem técnica.

Inicialmente, o projeto considerava patrimônio subaquático o bem total ou parcialmente debaixo dágua por, no mínimo, cem anos. O substitutivo retirou o limite de tempo.

Fonte:Agência Câmara/Náutica Brasil
Foto:Divulgação

CD O Piratão (de Mário Mukeka) já está à venda

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O mergulhador multitarefa Mário Mukeka, mas que prefere ser chamado “apenas” de caçador de tesouros, finalmente já está com cópias do CD “O Piratão” para venda.

Todas as músicas são de sua autoria. Porém algumas são interpretações da Gang Bang, Marcela Bellas e Sambatrônica.

O repertório do disco é mutante !!! – Faz questão de frisar o pirata da Perna de Macarrão.

Contato: (0xx71) 9208-0828

GRAER também tem mergulhador

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O Grupamento Aéreo da Polícia Militar – GRAER visa melhorar a eficiência em ações como perseguição policial, captura de fugitivos de presídios, identificação de plantação de maconha, salvamento aquático e auxílio em situações de calamidade pública, como incêndio ou enchente, e outros tipos de ocorrência.

O aeropoliciamento conta, por enquanto, com dois helicópteros (AS350 B2) e dois motoplanadores (Ximango da AEROMOT).

Os membros do GRAER já passaram por uma ampla capacitação, de aproximadamente dois anos, incluindo um curso de aprimoramento em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, estados-referência em aeropoliciamento. Entre aeronaves e treinamentos, já foram investidos aproximadamente R$ 30 milhões.

O GRAER nunca pára. Hoje, 18 de dezembro de 2007, o Cap PM Wolney levou, no Necton Sub, alguns membros do Grupamento para passar instruções de mergulho.

O Núcleo de Mergulho do Corpo de Bombeiros da Bahia, também parceiro do Necton Sub desde sua criação, também se fez presente, com seu apoio para a segurança dos treinandos.

Estamos aguardando as fotos dessa atividade.

Fonte da foto do helicóptero: http://www.asasdabahia.net/tops/graer.htm

Sobre Quinho Barata, Raul Seixas, Dortas e cia, por Luciano Ventura

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Caro Sérgio:

Conheci o “Quinho” Barata através do Raul Seixas, que morava perto do mesmo. Na época, eu estava “ganhando algum” com a montagem de aeromodelos do tipo “U-Control” que, ao fazer voar no Largo da Boa Viagem aos domingos e feriados, sempre dava para vender alguns aos prestimosos pais dos “meninos mimados”. Ainda não estava mergulhando com ar comprimido (mergulhava apenas “no fôlego”, com arpões fabricados com vergas de aço de 1/4″, com umas “argolas” de elástico presas em uma das pontas (as pontas “cegas”), “fabricadas” com pedaços fatiados de câmara de ar de pneu de carro, que prendia bem esticadas na mão para dar impulso ao “arpão”). Somente muito tempo depois é que passei a mergulhar com ar comprimido (já então, com garrafas e reguladores modernos e importados). O Dortas, na época em que o Raul Seixas me apresentou ao “Quinho” Barata para consertar os motores de aeromodelos (que “teimavam em não dar partida”), já era então conhecido como “o maluco que mergulhava tão fundo quanto os peixes” e andava muito com o “Quinho” Barata para consertar válvulas de mergulho avariadas ou modificar as que o mesmo criava e não funcionavam “a contento”… Minha amizade com o Raul Seixas era em função do mesmo ter montado o conjunto “The Panters” na mesma época em que montei o “The Black Devils” e estudarmos na mesma escola (“Nossa Senhora da Guia”). O Raul e o “Quinho” moravam no bairro da Boa Viagem e eu morava no bairro do Bonfim, bairros vizinhos, quase o mesmo bairro. Minha primeira guitarra foi fabricada pelo “Dodô” (do conjunto “Dodô e Osmar”) juntamente com a primeira guitarra do Raul Seixas (“encomendamos” as duas guitarras ao mesmo tempo). Portanto, não tenho maiores contribuições para a biografia do Dortas.

Abraços, Luciano Ventura.

PS: A vida do Dortas vai dar um bom livro. O “link” indicado é ótimo! Vou repassar sua mensagem para o “calculistas-ba” (os Engenheiros podem gostar de saber, visitando o “link” indicado, como são criadas as “engrenagens” e aperfeiçoamentos mecânicos que tornam nossa vida mais fácil)… Além de tomarem conhecimento do causador dos abalos sísmicos relatados pelo Grande Polímata Caeté!

O começo do mergulho – parte seis – O ar comprimido

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Nos anos de 63 e 64, eu fazia parelha com o meu amigo Geraldo Abbehusen, que morava na Beira Mar, quase em frente à ponte do Crusch, e que trabalhava em um Banco. Geraldo já possuía experiência em barcos. Eu trabalhava na Prefeitura nos fins de 1964, logo após a morte de meu pai, quando montamos uma parceria e arrumamos a lancha ÂNGELA, que me apossei como herança, e encontrava-se encalhada no antigo estaleiro da PETROBRÁS.

No dia 1° de janeiro de 1965 já acompanhávamos a procissão de N. Sr. dos Navegantes a bordo da ÂNGELA, toda pintada em verde e branco e com motor novo.


Eu e o Edvaldo Marques, patrão de remo de minha guarnição, após uma regata , vendo-se atrás a lancha ÂNGELA ainda encalhada e em reforma, no antigo estaleiro da PETROBRÁS.

Eu estava namorando uma garota cuja prima era noiva de um velho amigo meu, Henrique Barata, e ela me deu o recado de que o Quinho (Henrique) tinha montado um equipamento de mergulho a ar e que eu fosse ver.

O Quinho era um velho amigo da adolescência e até hoje tem uma extrema habilidade mecânica que se adentra na eletrônica. Todos da minha turma tiveram acesso às velhas Harleys, a um Jaguar de corrida com motor de 12 cilindros, todo em alumínio, que “Lulu Geladeira” pilotava em corridas de rua, à mecânica dos aeromodelos e à eletrônica dos rádios de transmissão, pois ele era Radio Amador.

Na nossa turma tinha de tudo, até Raul Seixas de vez em quando pintava lá, sempre excêntrico. Acho que Lulu Geladeira era tio de Raul.

O pai de Quinho tinha uma empresa de terraplenagem e, naquele universo de peças das Scrapes, dos D10, dos motores das Harleys, Zundappis e Indians, nós inventávamos.

Eu já mergulhava com SCUBA, pois Geraldo possuía um equipamento fabricado em São Paulo, que era conhecido como mata–paulista. Nunca descobri o porquê.

Era um cilindro de aço extremamente pesado, com 10 litros de volume, 150 bar de pressão inicial de trabalho e fundo em ogiva, logo não ficava de pé. Possuía um regulador de um único estágio, com traquéias, similar ao MISTRAL. O tanque tinha sido avariado na torneira durante uma carga na única firma que os enchia, por explosão de outro cilindro que estava sendo carregado. Tão logo o vi, fiz uns reparos na válvula, e ficou funcionando.

Só que para enchê-lo era uma mão de obra, pois a empresa era no Bom Gosto da Calçada e tínhamos de saltar do ônibus na estação da Leste, e ir carregando aquele enorme peso nas costas por quase 1 km e ainda tinha a volta, que era dois ou três dias depois.

Certa vez, em um sábado, quando os ônibus vinham cheios de gente que vinham das feiras, eu vinha sentado com o cilindro equilibrado entre as pernas, pois ele não ficava em pé. O ônibus deu um freio brusco e ele escapuliu de minha mão, abrindo a válvula e provocando um enorme barulho do ar pressurizado saindo. O pânico tomou conta dos passageiros. As mulheres gritavam e todos corriam. Eu quase fui linchado, fato que não aconteceu porque eu chorava pelo dinheiro perdido e dizia que o cilindro era de meu chefe e que ele me obrigava a levar e a pegar para ele, senão me desempregava.

A mentira valeu! Eu só tomei alguns cascudos e cachações, mas a dor passou logo quando fiquei olhando aquela “bala” no chão, pintado de verde e preto. Interessante que só pintado assim podia ser recarregado, pois esta era a nomenclatura do ar comprimido.

Com este cilindro o tempo de fundo era bem pouco e era só curtição mesmo, para dizer para nossa turma que estávamos mergulhando com ar coprimido. O mergulho autônomo só funcionava para quem tinha muitas garrafas e dinheiro para pagar a recarga, pois era muito cara por ser monopólio desta multinacional, na época em o compressor de alta pressão era do tamanho de um carro e me lembro que era também pintado de verde escuro.

Realmente, naquela época, mergulhar com cilindro não estava com nada e o Quinho tinha outra solução.

Fui a casa dele, no alto do Monte Serrat, e então, como todos os inventores fazem, ele foi descrevendo o funcionamento das peças, com os olhos brilhando, falando rápido como faz até hoje, e ainda deslumbrado com a invenção. Eu sabia que todo inventor despreza sua própria criação assim que a conclui, pois a sensação é de apenas criá-la. Eu por mergulhar seria o que iria testar e se funcionasse, teria que pegar o Quinho neste fogo inicial para fazer um equipamento destes para mim, antes que inventasse fazer outra coisa e aí então seria difícil, e olhe que já tinha um autogiro na linha de montagem.

Quinho hoje possui uma empresa de aviação de aviões pequenos, a HENBARA, e era ele quem, na década de 80-90, puxava faixa de propaganda nos domingos sobre as praias de Salvador.

O regulador era de construção simples. Ele pegou uma buzina de ar de carro e trocou o diafragma vibratório por um de borracha onde montou um pino no meio, que trabalhava dentro de um pito de câmara de ar de carro e, assim que era aspirado, o diafragma descia e o pino acionava a válvula, e o ar vinha gelado e forte. O resto era uma válvula de saída anti-retorno, uma traquéia e um bocal. A fonte de ar era um compressor de geladeira acionado por um motor Briggs Strattom que jogava o ar em um balão inoxidável de uma Scraper, e a umbilical, uma simples mangueira cristal de ¼ ”.

Marcamos um mergulho nas pedras da praia da Boa Viagem, especificamente na área onde se situava o N.Sra. do Rosário e Santo André, que até então ninguém sabia, e que 15 anos depois o exploraria. Coisas do destino que vai assim armando as suas teias.

Comecei cautelosamente a mergulhar com o equipamento, mas, à medida que descia com o ar gelado e limpo entrando nos meus pulmões, aliado a um sibilo forte da válvula de pito o liberando e o borbulhar quando em descarga, fui adquirindo confiança e me enfeitiçando com as sensações e os sons criados, e, como em uma mágica, fui perdendo o receio e usufruindo os prazeres que o mergulho a ar comprimido, condicionado pela invenção do Quinho, naquele momento me dava.

Quinho diz até hoje que foi ele quem me colocou a válvula de mergulho na boca. Embora não tenha sido a realidade na essência dos fatos, no entanto, foi ele sim, quem me condicionou a primeira aspirada por umbilical, que hoje em volume somado nestes 40 anos de mergulho, dá um considerável volume de ar circulado por meus velhos pulmões e criou para mim a facilidade do mergulho.

De imediato partimos para construir o meu regulador. Logo fiz um desenho com modificações e fui a uma firma que trabalhava com acrílico, a ALB, para confeccionarem duas cubas, que seriam aparafusadas por flanges e com um diafragma no meio. O bocal seria no corpo da válvula e a descarga por uma válvula tipo chupeta, já inserida no diafragma.

Funcionou maravilhosamente no teste, e eu comecei fazendo já incursões até 12 metros sem problemas, quando usava o compressor de Quinho, que perdeu logo o interesse pelo que tinha montado e agora estava mexendo com outro invento, provavelmente o autogiro.

Então aconteceu um fato.

Sabendo do invento, apareceram logo diversos amigos querendo testá-lo e entre eles o Carlos Francisco Cruz Vieira, o Chico Cruz, colega do Colégio Militar, da Ribeira, do remo e de turma, e meu amigo irmão. Só que ele não tinha experiência de mergulho, fazendo apenas algumas incursões a bordo da ÂNGELA, acompanhando as pescarias.

Combinamos então um mergulho na Beira Mar, agora usando o cilindro de ar e um regulador redutor de pressão usado nas garrafas de oxigênio dos maçaricos como primeiro estágio, e a recente invenção, como segundo estágio.

Não teria perigo, pois Chico sairia da praia e tudo ali é raso, não excedendo a 2,5 metros na maré cheia. Ele vestiu o Back Pack com aquela garrafa pesada e tropeçando saiu andando até a água dar pelos peitos, e então mergulhou.
No inicio eu fiquei olhando e seguindo as bolhas e quando vi que ele estava se deslocando, parei para esperar relaxado na areia, quando então aconteceu.

Chico começou a subir e a descer, colocava a cabeça fora d’ água e mergulhando, coisa que repetiu umas dez vezes até eu achar que estava acontecendo algo de anormal, quando então fui ajudá-lo, o que não foi preciso, pois ele já estava em um local em que já dava pé e, retirando a mascara, vociferava coisas que eu não entendia.

O regulador não funcionava e logo o desmontei não ligando para as vociferações de Chico, buscando o defeito, porque ele não podia falhar.

Ocorreu que ele respirou, e ao expelir o ar, o fez com muita força, quando o diafragma deformou e teve o pino desencaixado, ficando por fora do pito, e dessa maneira não tinha como abrir o ar. Mais tarde fiz logo modificações criando um guia para o pino.

Invenções são assim, tem que testar e depois corrigir os defeitos. Chico, sem nunca ter mergulhado antes, foi o meu piloto de teste.

O regulador estava agora então em condições de eu iniciar o mergulho com ar comprimido, faltava montar o compressor, filtro, umbilical, pois logo o Quinho iria querer o motor para outra coisa, e para isto teria de arranjar algo que me desse um retorno material rápido para pagá-lo, já que a pescaria, além de ser dividida, era incerta. E aí aconteceu em 1966, a minha descoberta da Canhoeira “SMS EBER”.

Em 1966/67, eu então com 21 anos, estudando e trabalhando para me sustentar e ajudar nas despesas de casa, pois tinha ficado órfão com 17 anos com uma viúva e quatro irmãs, a mais nova com 1 ano e meio de idade, morando de aluguel, já tinha um barco com cobertura todo reparado, motor novo, um compressor de mergulho e um regulador. Podia penetrar nos fundos e mistérios que o mar me oferecia, efetuando mergulhos em pesqueiros virgens e repletos de peixe. Eu era um cara de sorte, e isto me fascinou e desviou a minha cabeça para o mar!

E ainda tinha a EBER, que me compensaria o investimento, e todos os navios afundados por perto, que eu já pesquisava a sua relação e disposição mecânica para identificar as peças, com um amigo torneiro da Navegação Bahiana, o Macarrão.

José Dortas
Dezembro de 2007.

Conheça um pouco mais sobre o mergulhador Dortas clicando na foto abaixo:

Primeiros mergulhos no Necton Sub semi-velho

domingo, 16 de dezembro de 2007

Neste final de semana (15 e 16 de dezembro de 2007) a Underwater organizou duas saídas de mergulho no Necton.

No sábado fomos para o Homei e para o Banco da Panela. Fotos abaixo.

Hoje, domingo, fomos para o Galeão Sacramento e para o Reliance.

Gustavo “De Aliança Nova” Paixão, o retratista oficial do final de semana, ficou de enviar as fotos de domingo, inclusive com um texto relatando todas cenas divertidas que ocorreram. Estamos no aguardo.

Gustavo Paixão escreveu:
December 16, 2007

Ao pedir autorização para subir na Nova Ferrari Necton Sub modelo 2008 (Amarelo Delicado ,como define o Sr. Marconi Malinha rs ) O antigo novo Capitão Sr.Andrelicado da o comando de voz …. Favor limpar os pes para não sujar o conves, artigo tal do codigo tal , novas regras para o antigo novo Necton , VIDA LONGA AO NECTON .

Artur Barrio escreveu:
December 17, 2007

……..o Necton esta saindo do antigo CENAB ?

André responde:

Infelizmente ainda não estamos operando regularmente. Esses mergulhos foram uma concessão feita à Tânia (Underwater) somente para esse final de semana. Pois ainda há uma regata internacional para chegar, além dos barcos da “J. Vabre” que ainda não foram embora.
Segunda-feira (17.12) o Necton Sub já voltou para a Ribeira, Píer Salvador.
Estamos no aguardo do sinal verde dos administradores do atual Terminal Náutico da Bahia.

Parabéns Gabriela !!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Gabriela Leite ainda não mergulha, mas anda registrando em video depoimentos e entrevistas com vários mergulhadores, arqueólogos e historiadores.

Esse material será usado para alguns projetos. Dentre eles podemos citar o… Ops! Hoje, 14 de dezembro de 2007, é o dia do seu aniversário. O objetivo principal dessa mensagem é parabenizá-la, pois ela é uma pessoa que vem conquistando a admiração de todos.