Arquivo de abril de 2008

Poesias de Bernardo Linhares

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Queridos, eu não sou cientista, trabalho com peixes ornamentais marinhos. Conheci o Buia quando ele ainda criança apareceu querendo montar um aquário. Não esqueço a sua alegria admirando os peixes e fazendo uma série de perguntas que parecia não ter fim. Bem, ele cresceu e as perguntas também. Agora ele tem as respostas para ensinar, principalmente para mim. Acho que essa seleção para professor da UFBA demorou demais.

Para todos vocês um pouquinho do sol da Bahia que o Buia, principalmente como ser humano, sabe tão bem refletir.

O sol

Depois da noite em chamas,
cantando nas espumas,
o mar ainda é rubro
ouriçado de escamas.

Feito uma concha, rosa
secreta sob as ondas,
a lua fecha os olhos
e oculta a própria sombra.

No céu surge outra chama
na chama vários tons
nos tons todas as gamas.

O sol, concha amarela,
transforma a aurora escura
num céu de madrepérola.

Agora, só para o Buia, a Lua de todos os oceanos.

Lua

Onde o limite é o amor,
o céu espelha
um mar de estrelas.
O fogo todo é cor de rosa.
O cinza, sereno violeta.
Feita perfeita para o gozo,
voa no céu a borboleta.

Viva o Buia!! Apesar de ter proibido o neon e o grama brasiliesi, e de nunca ter me explicado por que apenas a Mulher goza a vida sucessivamente…

Bjs, BL

Nota: Cláudio Sampaio “Buia” foi selecionado para professor substituto na Universidade Federal da Bahia. Será o responsável pela disciplina Nectologia, ofertada para alunos da Oceanografia e Biologia. Saiba mais sobre “Buia” clicando no endereço abaixo:

http://www.nectonsub.com.br/item/224/

Detalhes do Happy Hour

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Por Marcos de Paula “Conspirador”

Como Tânia relatou (mensagem abaixo), fomos a um novo ponto de mergulho batizado como HAPPY .
Este ponto foi marcado por André Lima (Necton Sub) em uma de nossas viagens para os mergulhos no CASCO e UTRECHT. Mas, por falta de oportunidade não tínhamos ainda mergulhado lá.
Fiz um mergulho solo, “estava de folga” rsrsrsrs. Cai no ponto marcado no GPS e a experiência de caça submarina me ajudou muito a encontrar o melhor local para o mergulho. Pois, fui seguindo os cardumes e, vendo a movimentação dos peixes, encontrei um grande penhasco onde a base do topo estava a 37 m de profundidade e descia verticalmente. Parei observando os peixes ao meu redor: Cardumes de budiões azuis grandes como há tempo não via em Salvador, e de dentões, além de um grande mero. Deixei uma bóia marcando o local e logo depois Waltinho desceu com Laura.
Já no barco, fiz voltas no local com a ecossonda para mapear o novo ponto. Em direção à saída da BTS vai ficando raso chegando a 23m e no sentido contrário vem o penhasco chegando a marcar 78m.
É isso aí, vamos mergulhar…
Agradeço também a presença dos elementos mergulhativos: Gustavo Paixão, Laura, Márcia, Marcus e Pê.

Happy Hour e Cia

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Caros mergulhadores,
Nestes três últimos dias realizamos ótimos mergulhos.
Na sexta feira como já mencionado foi realizado um mergulho no azul e um ponto novo HappyHour (33m a 25m).
No sábado fomos ao Banco da Panela e ao Blackadder (com direito a 02 cavalos marinhos). Neste dia o barco estava repleto de mergulhadores (04 espanhois, 11 paulistas). Onde estavam os baianos ? Somente na tripulação do Necton Sub (Marquinhos) e no Staff da UW (Tania, Lourival e Waltinho).
É ótimo constatarmos que cada vez mais o pessoal de fora está mergulhando em Salvador. Vale ressaltar que tinham 02 paulista 1/2 baianos a bordo (o Marcus e a Pê)!
Ontem, domingo, fizemos uma alteração na programação e fomos ao ponto novo HappyHour. Um show de mergulho, muitos cardumes (budiões, salemas, enxadas, ciliares, tricolors, dentões, dentre outros. Uma grande tartaruga e um Mero.
A formação rochosa do local é bem bonita e variada e a profundidade de 33m a 25m. Mergulho no horário da parada da maré correnteza zero. Depois fomos fazer um drift com direito a algumas antiguidades… Estavam conosco neste mergulho Gustavo Paixão, Laura, Márcia, Marcus e Pê.
E para finalizar após os excelentes mergulhos de ontem, fomos almoçar na Pedra Furada e fechamos com chave de ouro o final do dia tomando um sorvete na Sorveteria da Ribeira.
Esperamos que o seu final de semana tenha sido tão bom quanto o nosso.
Aos que estiveram conosco, valeu pelos mergulhos e pela excelente companhia.

Até mais,
Tania de Barros Corrêa
PADI Instructor
UNDERWATER PADI DIVE CENTER
www.uwbahia.com.br

Até quando Buia continuará escrevendo em alemão?

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Expedição em São Tomé e Príncipe financiada pela National Geographic Society. Fevereiro de 2006.

Filme: Imensidão Azul

sábado, 26 de abril de 2008

Clássico do mergulho, esse filme que é um romance encanta a todos que assistem, mergulhadores ou não…

Muitas vezes citado neste site, mas nunca devidamente homenageado, agora resolvemos colocar um artigo sobre o filme.

“O filme é inspirado na vida de Jacques Mayol e Enzo Maiorca, onde é apresentada a competição entre dois apneístas. Jacques e Enzo se conhecem deste crianças, cresceram juntos na Grécia e sempre compartilharam a paixão pelo mar. Depois de um acidente de mergulho, onde morre o pai de Jacques, este volta à França. Se passaram 20 anos, mas a rivalidade entre os dois continua existindo. O campeonato mundial de apnéia que ocorrerá em Taormina, na Sicília, é a oportunidade para estes dois homens se encontrarem e explorarem um mundo que ninguém mais diz que eles conheciam bem.
Traduzido do Francês, original disponível em:

http://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Grand_Bleu.

Certamente este filme inspirou diversos apneístas e outros tipos de mergulhadores em todo o mundo.

Título Original: Le Grand Bleu (The Big Blue / Imensidão Azul)
Realização: Luc Besson
Cenário: Robert Garland, Marilyn Goldin, Jacques Mayol, Marc Perrier e Luc Besson
Produção: Patrice Ledoux pour Gaumont
Custo: 80 milhões de francos
Trilha Sonora: Éric Serra (Bill Conti na versão americana)
Fotografia: Patrick Camboulive
Edição: Olivier Mauffroy
Formato: Couleurs – 2,35:1 – Dolby Surround – 35 mm
Gênero: Drama, romance
Duração: 132 minutos / 168 minutos (versão longa)
Lançamento: França, 11 de maio 1988

Homenagem a um mergulhador

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Os mergulhadores às vezes surgem do nada, já nascem com a formação latente na sua personalidade e com o passar dos anos, a vão desenvolvendo. Muitos se fixam no pensamento de que são imortais, desconhecem água suja, mergulham de dia ou à noite, ignoram perigos relativos a grandes peixes, e se os encontram os matam, e levam a vida esculhambando, e sendo irrelevante, como todo homem do mar.

Em 1971 ou 1972
O barco “Engano”, com o qual eu e o Zé Estrellado explorávamos o Cap Frio, estava fundeado na avenida Beira Mar. Lá ficávamos na beira do cais conversando, quando num dia eu vi um negrinho, barrigudo e de cabeça grande, com uns 10 a 12 anos de idade, portando um saco onde dentro alguma coisa se mexia e o conduzia com uma colher de pedreiro na mão, para uma área despraiada na baixa mar. E começou a cavar um buraco. Chamei a atenção de Zé e para lá me dirigi quando ele foi disfarçando e saindo, e em seguida jogou o saco no monturo de lixo que se encontrava ali perto.
Peguei-o pela orelha e fui ver o que tinha no saco e então ele já choramingando me disse que eram cinco gatinhos, que a gata de sua casa tinha parido e que sua mãe tinha lhe mandando enterrar na praia. Mas ele ficou com pena e deixou o saco no lixo. Para cada gato lhe dei três cascudos, o que me deixou com os nós dos dedos doendo, e a cabeça dele não sei, pois logo que o libertei, me deu uma pedrada.

Naquela época, eu andava em uma moto de 250cc de dois cilindros da Honda, onde fazia muitas loucuras e consegui sobreviver sem um arranhão. E quando passava nas ruas de Itapagipe aquele negrinho me dava certeiras pedradas. Quando eu o pegava, lhe despejava uma série de cascudos naquela imensa cabeça. Ele trancava aquela dentadura alva fazendo careta, com os dentes todos a mostra e dizia “Não faça isto não seu Francisco, não fui eu quem deu a pedrada não. Foi outro que se parece comigo.”

Ano de 1976

Estava explorando o N. Senhora do Rosário, que além das louças e especiarias possuía também uma imensa carga de búzios da Costa, o Zimbo, usado para compra de escravos, que se encontravam misturados com os sedimentos. Quando o air-lift operava, se precipitavam no fundo como uma imensa chuva submarina. Começaram então a se agruparem em torno de nós diversas canoas e catraias vindo da Pedra Fura e do Estaleiro do Bonfim, com um grupo variado de mergulhadores embarcados, portando máscaras remendadas e jererés, pois eram pescadores de siri-bóia ou de bomba, que mergulhavam e os iam embarcando. Eram mais de 6 sacos de 60kg por dia no total. Eu não ligava para os búzios, a louça só bastava, porém Walter Andrade tomava de cada um uma parte, como uma taxa cobrada.

Dentre os mergulhadores existia um mais gaiato, mais ousado, falando alto e com intimidade e que ficava procurando conversa comigo. E então eu vi aquela cabeça grande, a barriga e a imensa dentadura com um largo sorriso. Era o negrinho dos gatos, agora já adolescente. Logo chegou nadando no “MARÉ MANSA” e já foi dizendo: “Com licença seu Francisco, posso subir no barco?”. Ele tinha um jeito de me chamar de Seu Francisco que durou por muito tempo e que sempre encarei mais como ironia, do que como forma de respeito. E aí tomou ousadia, foi encostando, ajudando quando não tinha nenhuma malandragem para fazer, e nasceu uma forte amizade.


Meu filho Daniel com medo do mero, meu sobrinho Fred e Tula, na embarcação SESMARIA.

Coloquei-lhe uma válvula na boca e aí virou mergulhador. Mais tarde fiz até seu registro como Mergulhador no Sétimo Grupo da Marinha Mercante, que lhe deu uma Carteira de Identificação da Marinha, que ele usava para dar carteiradas, pelos bregas afora.

Carlos Augusto Sales, Tula

Malandro, bom de briga, fiel companheiro e não vacilava, estava sempre ligado. Aprontou diversas vezes comigo, mas sempre coloquei na balança, e seu valor interior e a fidelidade pura da amizade, superava tudo isto.

André Lima o conheceu e trabalhamos em inspeção de dutos a bordo da “SESMARIA”, quando por diversas vezes testemunhou muitas de suas façanhas.


Zé Carlos, Tula e André (ainda com muito cabelo), também na SESMARIA.

Inspecionávamos em seguimento por debaixo da água estes dutos e sempre que um mergulhador terminava o seu percurso, deixava uma bóia, subia, e então o outro descia.

Por diversas vezes, na sua hora de mergulhar eu o pegava ainda conversando e lhe dizia: “O seu FDP , você ainda está em cima?”. E ele saia catando as nadadeiras, a máscara, o cinto de lastro e colocando o regulador preso na umbilical na boca, pulava na água com tudo na mão e descia se vestindo, só subindo no término do percurso ou quando matava um peixe. Ou então vinha superfície dizendo: “Seu Francisco, muita calma porque o senhor não pode ficar nervoso por causa do coração, mas eu atirei em uma raia e ela levou o arpão e a linha”. E ficava com uma cara descarada dando risada.

Era magro e por possuir pouca gordura no corpo, era sensível ao frio e mergulhando com ou sem roupa, subia sempre trincando os dentes, e aí eu lhe perguntava: “Tá com frio sacana? Quer ser mergulhador, é?” E ele retrucava: “Não tou não, seu Francisco, é o meu jeito que é assim mesmo”.

Quando recebia o salário, ia ao Shopping e comprava roupa e tênis de marca, voltando duro, sem dinheiro nem para o cigarro, e quando eu lhe comentava a respeito dizia: “Seu Francisco, pobre é assim, quando pega no dinheiro tira um minuto de rico, fica duro e pronto, volta ao que é”.

No Carnaval e na Lavagem do Bonfim, nos encontrávamos nos trios de um amigo onde ele fazia bico como segurança ou vigia, quando abria a porta e eu subia. Ou então no Beco da Ribeira (Última rua que liga a Carlos Gomes com a Avenida Sete de Setembro). Lá aprontávamos, dávamos pau nos ladrões após eu deixar no bolso da bermuda um maço de dinheiro e jornal amarrado na perna, passando por gringo, que quando eles puxavam eu sentia e aí cobríamos na porrada.

Certa feita ele e eu nos encontramos com um amigo meu, e já estávamos bem biritados quando em um vacilo, ele tirou o cinto de grife que meu amigo usava. Saiu e voltou com a mão cheia de garrafas de cerveja após negociá-lo em uma barraca. E o meu colega ficou segurando a bermuda, a gente sacaneando, e como todo mundo estava na esculhambação que é o Carnaval, nem ligou.

Estava também no esquema do HO MEI III, quando veio tomar cerveja em terra comemorando a flutuação do navio após o encalhe e muitas cervejas depois, compradas fiadas ao recebimento do serviço, ele tinha desaparecido e descido na correnteza.

São muitas as suas histórias…


Mandando recado aos adversários de pirataria na retirada do hélice do Cavo Artemidi, quando vemos duas paletas seccionadas a dinamite embarcadas no flutuante. Itapagipe, Bonfim.

Pegou AIDS, devido a vida que levava, se misturando com muita gente que se aplicava com seringas de forma promíscua, e, como não existia certa precaução de sua parte, os sintomas começaram lá em Itaparica, em um serviço que fazíamos em uma Marina na fonte da Bica, quando foi para lá a pedido de sua família porque estava aprontando muito, e começou com uma desinteira seguida de uma fraqueza, quando nem para almoçar queria ir.

Veio para Salvador e ai se internou por uns tempos e quando de novo o vi estava com manchas do sarcoma no corpo e tomando remédios específicos.

Um dia ele apareceu na oficina do Estaleiro então lhe falei se ele tinha conhecimento da situação, quando então lhe disse que se precisasse de algum dinheiro para comprar qualquer coisa, até o fuminho que ele gostava, que me procurasse. O que fez por três ou quatro vezes, até que em um dia veio a falecer.

Era um amigo fiel de quem confiava e fizemos diversas empreitadas, muito sentindo a sua perda, e se não compareci ao seu enterro, foi por situação criada pela sua família e para imaginá-lo que estivesse como se viajado, aprontando por aí, e não na realidade cruel do que aconteceu.

JDortas

Cara de Enzo Molinari

quinta-feira, 24 de abril de 2008


Artur Barrio pronto para fotografar com sua Nikonos RS.
Enzo Molinari é o personagem, baseado em Enzo Maiorca, concorrente de Jacques Mayol no filme de Imensidão Azul (1988, Luc Besson).

Imagens inéditas do primeiro treinamento de CCR Innerspace Systems Megalodon no Brasil

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Bruno Fagundes e o instrutor Michael Silva Netto. Mergulho no dia 18 de janeiro de 2008. Região ao largo do Corredor da Vitória, Salvador – Bahia.

Imagens por André Lima

Óleo de cozinha também é um problema para o mar

terça-feira, 22 de abril de 2008

Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? E ainda provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.

Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

Se o Supermercado Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800-7732732, e peça para que seja providenciado.

Independentemente disso, pare imediatamente de jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável, e não no esgoto.

Não esqueça: o Coletor Marrom está disponível em todas as Lojas do Extra.

COMO FAZER:
Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET daquelas de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Extra, indicado para esta finalidade.

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Ponto para o Extra

Polvo News / Engorda Comercial de Polvo

domingo, 20 de abril de 2008

Polvo News é um periódico do LABOMAR (Instituto de Ciências do Mar) da Universidade Federal do Ceará, que apresentou, no N° 2 do Ano 1, uma entrevista sobre a engorda comercial de polvo.


Alimentação dos polvos

O entrevistado foi o Manolo Luace Canosa, gerente da empresa “Recife del Atlántico”, localizada em Muxia (A Coruña / Espanha), que desde 1996 vem trabalhando na engorda comercial do polvo.

Trechos interessantes:

Temperatura e salinidade: Faixa ideal de temperatura é de 14 a 22°C. Abaixo disso o crescimento diminui. Quando tem muita chuva diminui a salinidade do ambiente de cultivo, podendo chegar à mortalidade total.

Pontos positivos no cultivo de polvo: O rápido aumento de peso e a aceitação e procura do mercado consumidor.

Para saber mais clique na foto abaixo e visite o site do LABOMAR:


A seta indica o Sr. Manolo que está acompanhado das pesquisadoras da Universidade de Coruña, técnicos do LABOMAR
e representante da SEAP/PE.