Arquivo de junho de 2008

A FAVORITA É CASCA GROSSA Parte 2

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Hoje a continuação das imagens sub-aquáticas nas cavernas da Chapada Diamantina na nova novela das 8 da Globo “A FAVORITA” realizadas pelo mergulhador e cinegrafista submarino GUSTAVO ABAH (CASCA GROSSA VíDEO).

Pra quem não viu ou quem quer rever as imagens de ontem, segue o link do Youtube com o trecho do vídeo:

Foram 10 dias de produção em que tivemos a oportunidade de trabalhar com as atrizes Mariana Ximenes e Patrícia Pillar (protagonistas da novela) sob a direção de Paulo Silvestrini. Contamos também com o trabalho fundamental das
dublês da “Impacto dublês” que encararam as cenas mais “casca grossa”. As locações foram feitas na Fazenda da Pratinha (Gruta Azul e Gruta da Pratinha)

Serão as primeiras transmissões de imagens sub em HDTV (tv de alta resolução) na TV brasileira.

Gustavo Abah, especialista em vídeos de aventura e natureza (produtor do Deco Stop Vídeo e do programa Horizonte Aberto) conta sua experiência:

“- Foi uma oportunidade única de trabalhar com equipamentos de última geração (HDV no formato wide-screen 16:9) e com algo que ainda não tinha feito: dramaturgia. É interessante pensar o enorme número de pessoas que assistirão às imagens. Será legal para os brasileiros conhecerem um pouco das belezas naturais sub-aquáticas dessa região fantástica, a Chapada Diamantina. Pena que o mergulho, mais uma vez, será tratado de forma sensacionalista”

Agradecimentos especiais a Paulo Boneschi e Flávia da Océan/Eco Finders, Marcus Werneck da SSI, Romeu, Dan Dan e Gustavo Piancastelli (minha equipe de apoio), Johnny (Dive Rite), a equipe da TV Globo – Paulo Silvestrini, Joana Clark e Andréia Hollanda e a todo o pessoal da Fazenda da Pratinha.

Gustavo Abah
Casca Grossa Vídeo
(31) 8898.4449

Intervenção Artística Submarina, por Lica Moniz

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cemitério Submarino

domingo, 15 de junho de 2008

EUA constroem cidade sob o mar para abrigar até 125 mil mortos

Uma empresa americana criou o destino perfeito para quem deseja descansar eternamente em um colorido recife de coral no fundo do mar. Trata-se do Neptune Memorial Reef, um cemitério submerso que imita a cidade de Atlântida. É o primeiro do gênero, está a cerca de 15 metros de profundidade no oceano Atlântico, fica a cinco quilômetros da costa de Miami e pode abrigar até 125 mil mortos – todos cremados. Ainda em terra, as cinzas são misturadas a um cimento especial, formando blocos que, quando secos, são levados por mergulhadores ao fundo do mar. As lápides, que podem ter formato retangular ou de conchas, ganham placas de bronze com as datas de nascimento e morte e uma mensagem de paz. Para dar imponência ao local, a empresa Neptune Society construiu portões e estátuas de leões, enquanto a natureza fará a sua parte à medida que fauna e flora marinhas forem se distribuindo pelo espaço.


Na entrada, a estátua de um leão “guarda” as lápides em formato de estrelas-do-mar

“A cidade submersa dos mortos se tornará um recife vivo e colorido, guardando com beleza a lembrança das pessoas que partiram”, diz Jerry Norman, presidente da empresa. Essa construção é o maior recife artificial do mundo e a expectativa é de que o local se torne também um ponto turístico para parentes e visitantes.” O preço desse “sepultamento”, em média, é US$ 3,7 mil.

Fonte: Revista Isto É

Artur Barrio:
Na linha de quanto pior melhor.
Coisa Kitch, Cafona,
uma espécie de Disney World
para babacas e deslumbrados.
Mais um motivo para ganhar dinheiro,poluir,etc.
Cinzas ao mar, sim!

Contra-Torpedeiro Paraíba

sábado, 14 de junho de 2008

Mergulho no Contra-Torpedeiro Paraíba, dia 17/05/2008, Edu Kossatz

Undersea Images – David Doubilet

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Hérnia de Disco e Mergulho

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Toda decisão que tomamos trás conseqüências boas ou ruins. Hoje a humanidade paga um alto preço por nossos ancestrais terem ficado de pé: dores da coluna!

Sua estrutura ainda é antiga, semelhante aos mamíferos terrestres e marinhos, mas a posição foi verticalizada. Isto sem dúvida gera uma carga muito grande sobre os discos intervertebrais, estruturas arredondadas que possuem um núcleo gelatinoso envolvido por um anel fibroso de consistência mais dura. A função primordial dos discos é amortecer o impacto entre os ossos da coluna também chamados de vértebras.

Ao longo dos anos e principalmente após a 3ª década de vida os discos começam a sofrer desgaste diminuindo a capacidade de absorção das cargas tanto pela diminuição do seu núcleo quanto pelo enfraquecimento do anel fibroso. Este inclusive pode se romper levando à saída de parte do núcleo muitas vezes causando compressão dos nervos que emergem da medula espinhal. Chamamos esta patologia de hérnia de disco ou discal.

Mais comum na região cervical (pescoço) e lombar, a hérnia discal pode causar desde leve desconforto até paralisias embora hoje isto seja raro por conta dos modernos procedimentos de diagnóstico e tratamento.

Algumas entidades e serviços médicos ligados ao mergulho recomendam que se pratique a atividade após, pelo menos, 6 meses da cirurgia. Então, surge a pergunta: quem é portador de hérnia de disco só pode mergulhar após uma cirurgia? A resposta não é simples. O grande temor é que durante ou após o mergulho sinais e sintomas de hérnia possam ser confundidos com doença descompressiva (DD) tais como “formigamento”, diminuição ou perda completa da força e dor.

Se por um lado estes achados podem prejudicar a avaliação, existem sinais e sintomas de hérnia discal praticamente inconfundíveis. Dentre eles podemos citar a característica de irradiação da dor e o teste de Laseg onde se faz uma manobra para estirar o nervo ciático. A diferenciação também se faz comparando os achados pós mergulho com o exame clínico para liberação da pessoa que fará o curso de scuba diver ou nos seus check-ups periódicos. Além disso a observação do perfil do mergulho é de suma importância no diagnóstico diferencial. Alterações neurológicas ou musculares já existentes devem ser registradas em prontuário e no dive log book para que num caso de suspeita de DD o médico de mergulho tenha condições de fazer o diagnóstico e tratamento adequados.

Há algum tempo avaliei um mergulhador autônomo com hérnia de disco não operada. As alterações encontradas no exame clínico foram registradas e lhe entreguei um documento com aqueles achados. Mesmo com a hérnia, vale dizer sob controle, ele concluiu curso de mergulho técnico não tendo apresentado qualquer evento que pudesse ser confundido com DD.

Se você é ou quer se tornar um mergulhador e tem hérnia de disco aí vão algumas dicas importantes:

1. faça pelo menos uma vez ao ano consulta com seu médico para registrar os achados do exame clínico;
2. durante os períodos de crises agudas não faça atividade física inclusive mergulho;
3. sempre que possível se equipe na água e evite subir no barco com a unidade scuba;
4. dê preferência aos cilindros de alumínio e coletes com lastro integrado;
5. mantenha um bom “trim” evitando forçar o pescoço e a lombar;
6. fora d’água faça regularmente exercícios de baixo impacto associados a sessões de alongamento e flexibilidade;
7. em casos crônicos converse com seu médico sobre técnicas que possam ajudar como Pilates, RPG, quiropraxia, osteopatia ou acupuntura.

Dr. Jomar Brito Souza – Cremeb 11.443 – Especialista em Medicina do Esporte – Médico de Referência e Membro DAN – Rescue Diver PADI – Ex-médico do Serviço de Trauma Raquimedular do HGE/SESAB e do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do HC/FAMED/UFBA – Diretor Técnico da Clínica SportMed Saúde Desportiva em Salvador/BA (www.sportmed.com.br / souzajb@sportmed.com.br)

Obs.: As opiniões aqui citadas são do autor e não necessariamente correspondem a os protocolos das entidades as quais ele pertence ou já pertenceu. Todo mergulhador é responsável pela sua própria segurança, tendo ele inteira autonomia para realizar ou não o mergulho após a sua certificação.

Show “O Piratão”, o novo ponto de encontro dos mergulhadores

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mário Mukeka, que também é mergulhador, voltará a apresentar no próximo dia dos namorados (12 de junho de 2008) seu mais recente trabalho musical: “O Piratão”. Um show marcado pelo variedade de ritmos (samba, rock, salsa, merengue e tcha-tcha-tchá) e pela presença de diversos mergulhadores, inclusive não baianos.


Mário Mukeka contou a presença de três percussionistas e o guitarrista Kaito, em sua apresentação do dia 5 de junho de 2008. Contará agora com baixo e no máximo dois percussionistas, além da roqueira guitarra do também mergulhador Kaito. Apesar da guitarra elétrica, Mário Mukeka manda avisar que está cada dia mais amigo de Roberto Carlos. Especialmente no dia dos namorados.


Mergulhadores, biólogos marinhos, fotógrafos sub, instrutores e operadores de mergulho marcaram presença.


Carta aos Mergulhadores … Somos homens e mulheres de espírito inquieto… (Jacques-Yves Cousteau).


Fotos por Francisco Pedro “Coruja”, Ludmila Senna, André Lima e Gustavo Paixão.

RESUMO
Data e Horário: 12/06/08 às 22h.
Local:The Dubliners – Irish Pub, que fica no Porto da Barra (Av. Sete de Setembro, 3691 – Térreo).
Couvert artístico: R$ 10,00.

Corrida (maluca) ao pé de pato

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Brincadeira à parte, as fotos abaixo são de um aquecimento do programa de resgate avançado para instrutor, ministrado pelo Diretor de Curso Mário Castro, durante o III Encontro de Instrutores NAUI, em Florianópolis/SC, agosto de 1999. Mas que parece uma corrida maluca ao pé de pato, parece!


O sargento Mário, corrigindo, o instrutor Mário em pé com neoprene de revestimento camuflado para combate em floresta.


Dr. Márcio Monteiro de calça jeans, sempre de prontidão.


E foi dada a largada.


Ricardo Assunção foi vencedor da primeira corrida. Ele participou do primeiro curso de formação de instrutor NAUI no Brasil.


Ricardo Assunção, além de também ter vencido a segunda corrida, foi sócio de Marcos Vitória (Abelha) na Dive Bahia Profissional (empresa de mergulho raso profissional).

Carta da Sociedade Brasileira de Mergulho Científico

domingo, 8 de junho de 2008

Foi realizado exatamente há um ano (6 a 9 de junho de 2007) o I Workshop Brasileiro de Mergulho Científico que culminou na criação da Sociedade Brasileira de Mergulho Científico, durante a mesa redonda “Organização da Associação de Mergulho Científico do Brasil”, presidida pelo arqueólogo Gilson Rambelli e composta pela professora Liana de Figueiredo Mendes (UFRN), Tatiana Leite, Jorge Lins, Cláudio Brandileone, Ewerton Wegner, Sérgio Viégas. Foi, então, redigida e aprovada por unanimidade a “Carta da Sociedade Brasileira de Mergulho Cientifico”. Publicada abaixo:


Tatiana Leite e Jorge Lins. Foto por Glória Tega.

Natal, 9 de junho de 2007

Os participantes do I Workshop de Mergulho Cientifico, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, de 6 a 9 de junho de 2007, decidiram pela criação de uma Sociedade Brasileira de Mergulho Cientifico, que tem como objetivo congregar todos os pesquisadores que utilizam o mergulho como ferramenta de trabalho em estudos e pesquisas em ambiente subaquático, bem como deliberar sobre essas atividades.

Define-se o mergulho científico como:

o mergulho que requer procedimentos científicos em estudos do ambiente subaquático, realizado e/ou supervisionado por cientistas ou por cientistas em treinamento, vinculados a programas de pesquisa.

É considerado mergulhador científico aquele cientista ou cientista em treinamento, que tem formação fundamentada no mergulho recreativo reconhecido pelos padrões nacionais e internacionais da ISO/CE/ABNT e/ou WRSTC, (Conselho mundial de treinamento em mergulho recreativo) que atue ou tenha atuado em programas de pesquisas em ambiente subaquático.

A formação necessária para um mergulhador científico deve conter conhecimentos teóricos e práticos equivalentes ao Mergulho Avançado, ou adequado ao tipo de pesquisa, nos padrões da ISO/CE/ABNT e/ou WRSTC, treinamento em suporte básico de vida e primeiros socorros conforme padrões e protocolos internacionais.

Sobre a formação:

O mergulhador científico terá sua formação advinda de cursos conveniados e/ou instituídos no âmbito das universidades ou instituições de ensino e pesquisa reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Mergulho Científico.

O mergulhador formado em centros de mergulho recreativo poderá ter sua credencial reconhecida como Mergulhador Científico Voluntário da Sociedade Brasileira de Mergulho Científico.

Proposta de Diretoria:
Presidente: Prof. Dr. Jorge Lins (UFRN)
Vice Presidente: Prof. Ms. Ewerton Wegner (Univali)
Secretaria: Profa. Dra. Tatiana Leite (UFRN)

Conselho Científico:
Profa. Dra. Liana de Figueiredo Mendes (UFRN)
Profa. Dra. Beatrice Padovani Ferreira(UFPE)
Prof. Dr. Ariel Scheffer (UFPR)
Prof. Dr. Gilson Rambelli* (Unicamp)
Prof. Dr. Rodrigo Leão de Moura (CI-Brasil)
Prof. Dr. Heitor Frossard (UEL)

Conselho Técnico: CMAS, DAN, NAUI, PADI, PDIC, SSI

* UFBA a partir de 2008 .

André Weber Carneiro

domingo, 8 de junho de 2008

Conheci André Weber Carneiro, ainda estudante de engenharia civil, como mergulhador da Belov Engenharia. Muitas vezes conversávamos sobre mergulho enquanto os cilindros da empresa dele estavam sendo recarregados na minha estação de recarga. Daí surgiu nossa amizade e o acerto para ele participar do curso de treinamento de instrutor. E o “NAUI Instructor Training Course” foi fácil para ele, pois além de mergulhar com freqüência e dominar o conteúdo teórico, André tinha alguma experiência de ensino e de apresentar trabalhos aos clientes da Belov. Lembro que, em certa ocasião, o vi subindo totalmente equipado (mergulho autônomo) na plataforma de popa da embarcação, sem auxílio de uma escada. “Putz! Para esse cara não existe obstáculo!”, comentei com os outros mergulhadores que estavam embarcados. Em 2003, a Belov contratou André como engenheiro. E ele continuou participando de diversas obras e serviços subaquáticos, especialmente inspeções. Há quase três anos me encontrei com ele e Aleixo Belov (“his Big Boss”) em uma festa na Capitania dos Portos da Bahia. E, numa conversa descontraída, comentei com Aleixo a “manobra ninja” que André havia realizado para embarcar totalmente equipado no Necton Sub, sem auxílio da escada. Aleixo me respondeu que confiava muito nele porque (para André) não havia tempo ruim. Dois meses depois André viajou para o Rio de Janeiro, pois a Belov Engenharia havia conquistado o maior contrato de mergulho raso do Brasil. E o nosso amigo foi como o Gerente do Contrato. Resolvi, então, entrevistá-lo para saber as novidades…

AML – Quais são os números desse contrato?

AWC- Hoje temos cerca de 110 funcionários aqui em Macaé dedicados a este contrato. Destes, temos aproximadamente 15 engenheiros, 20 supervisores de mergulho e 60 mergulhadores. A previsão é que até o final deste ano o número total de profissionais a serviço do contrato seja de 180 pessoas. Quanto aos equipamentos a Belov tem hoje operacionais em Macaé para atendimento à Petrobras cerca de 15 compressores, 4 câmaras hiperbáricas, 8 máquinas de solda (diesel e elétricas), diversos contêineres, 12 unidades hidráulicas movidas a ar, 50 torqueadeiras hidráulicas, diversos instrumentos de inspeção submarina (medidores de espessura, potencial eletroquímico, analisadores multigás portáteis) e muitos outros equipamentos, totalizando um investimento inicial em equipamentos acima de R$ 4.000.000,00.

AML – Muitos mergulhadores recreativos pensam em trabalhar com o mergulho profissional. Quais conselhos você pode dar para esse pessoal? Como é o trabalho do mergulhador profissional?

AWC – As diferenças entre o mergulho recreativo e comercial são enormes, principalmente nas exigências. Para o mergulhador comercial não adianta somente ser bom de água. Precisa ter outras utilidades ou especialidades, tais como qualificações em inspeção, solda submarina, eletricidade, mecânica, manobras de carga (rigger) e até mesmo operação de guinchos. O objetivo não é o mergulho e sim a tarefa a ser realizada (solda, inspeção, montagem, etc…). O mergulho é apenas um meio. Por isso o mergulhador que quer entrar no pólo offshore, que é a Bacia de Campos, deve possuir habilitações e qualificações além das de mergulhador profissional.

AML – O que mais você gostou de sua experiência de instrutor? O que a NAUI representa ou representou para sua bagagem de mergulhador?

AWC – Uma das minhas mais gratificantes experiências no mergulho recreativo foi minha temporada em Fernando de Noronha (durante minhas férias pela Belov) trabalhando como instrutor por uma operadora local. Além de conhecer praticamente todos os pontos de mergulho da Ilha, foi a primeira vez que realizei muitos mergulhos recreativos consecutivos. Isso permitiu que eu melhorasse minha técnica de respiração controlada (coisa que no mergulho comercial não é difundido devido ao suprimento ilimitado de ar mandado da superfície) e minhas técnicas descompressivas.

Meus treinamentos pela NAUI (instrutor, mergulho técnico, Nitrox, etc…) me deram conhecimento de técnicas e práticas difundidas e reconhecidas no mergulho recreativo, tais como Nitrox (de fundo e para descompressão acelerada), parada de segurança e parada intermediária que estou tentando divulgar no mergulho comercial raso. Estas técnicas certamente vão acrescentar muito nas margens de segurança e operacionalidade das tarefas executadas aqui na Bacia de Campos.

Por André Lima, em 5 de junho de 2008.