Um “anônimo” respondeu:
Na verdade a exploração será limitada a 90 metros de profundidade. Respondendo às perguntas:
Quem? László Mocsari e Bruno Fagundes;
Quando? Amanhã, dia 26/07/08;
Como? Uso de rebreather CCR (Laszlo) e equipamento de circuito aberto (Bruno).
Onde? Parede do Beto;
Quanto? Fazer uma operação de mergulho exploratória não tem preço.
Faltou dizer o “por que”: Como diria George Leigh Mallory, “porque está lá!”
Lica Moniz de Aragão nasceu em Salvador Bahia em 1958. É graduada em Artes Plásticas (2005) e mestranda (2008) do PPGAV/EBA/UFBA. Desenvolve uma pesquisa em poéticas visuais constituída por instalações, estabelecidas a partir de intervenções – mergulhos – que funcionam como ação principal, articulando procedimentos para a concepção dos trabalhos.
Lica Moniz dedica-se a pesquisa em artes desenvolvida metodologicamente na linha de Processos Criativos, justificando-se pelas viagens/aventuras e pesquisa foto-etnográfica feitas no litoral do estado, e incursões submarinas realizadas em recifes de coral e naufrágios na costa da Bahia.
Fonte: Antigo blog de Lica Moniz.
André Lima:
Conheci Lica há mais de 13 anos, quando ela e Pablo Koss, meu amigo e instrutor de mergulho, estavam namorando. E a aquela nova dupla era perfeita. Pablo sempre gostou de aventuras submersas (cavernas, peixes , naufrágios…) e Lica, apesar do pouco treinamento de mergulho, não ficava a ver navios. Viagens e aventuras, com uma justa dose de trabalho, foi e ainda é a vida desse casal. E fruto desse amor (também do mar) nasceu Marina.
- Qualquer um pode aprender a mergulhar.
- O mergulho é seguro!
- Não precisa saber nadar para mergulhar.
- É possível aprender a mergulhar em apenas três dias.
Uns animaizinhos que muita gente nunca viu de perto andam aparecendo em grande número no litoral baiano. São os pingüins.
Somente neste domingo (20), 21 animais foram recolhidos em Salvador. O número total de pingüins encontrados no litoral baiano já chega a 85.
Por isso, a partir de agora, é bom tomar conhecimento de como reagir, caso seja surpreendido por um deles.
A bióloga e coordenadora do Instituto Mamíferos Aquáticos, Sheila Serra, explica que, primeiramente, não é recomendável pegar o animal quando ele ainda está na água porque é onde ele tem mais mobilidade e pode se sentir ameaçado e acabar bicando.
Quando o animal estiver mais próximo da areia, a pessoa deve usar uma mão para pegar pelo bico e outra pelo corpo. Deve, então, colocá-lo numa caixa de papelão, com cobertor, toalha ou algum pano que o esquente.
Dentro da caixa, explica a bióloga, é bom colocar uma garrafa com água quente para manter a temperatura. Eles precisam se recuperar da hipotermia, por terem ficado tanto tempo na água. Se o animal não for acondicionado da maneira correta, pode acabar morrendo. Tão importante quanto aquecê-los é NÃO alimentá-los, ressalta a especialista.
Os pingüins geralmente não esboçam reação, de ficar se batendo, por exemplo. Eles estão debilitados, o que torna a captura mais fácil. Quando o animal vai se aquecendo, e se recuperando da hipotermia, começa a reagir, mas não costuma atacar, explica a bióloga.
Depois de fazer esses procedimentos, a pessoa deve imediatamente ligar para o resgate pelos telefones 3461-1490 ou 9198-2620. O carro do Instituto Mamíferos Aquáticos vai buscar o animal. Dois carros estão sendo usados diariamente.
Perdidos – A bióloga explica que o tipo de pingüim que tem aparecido por aqui não mora em local tão gelado como os pólos, por isso podem se adaptar ao nosso clima.
Esses animais vieram do Estreito de Magalhães, na Argentina. O problema é que eles pegaram a corrente marinha errada e acabaram se perdendo. No sul do país, é comum aparecerem alguns pingüins porque a região ainda está na rota dos animais.
Os especialistas do Instituto estão atribuindo estes aparecimentos repentinos aos efeitos do La Niña nas correntes marítimas e nos ventos.
Depois que está totalmente recuperado, o Instituto envia os animais para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, no Rio Grande do Sul.
Tudo que Rodrigo relatou é exatamente o que está ocorrendo. Temos hoje, até o ultimo censo, 130 animais, sendo que a baixa (óbitos) chegou a 20 animais. A cada nova incursão das viaturas aqui no centro mais de 14 animais dão entrada.
Alguns poucos relativamente bem, outros bem debilitados e alguns já chegam mortos pelas mãos das pessoas que conduzem para cá.
Isso já é classificado como uma EMERGÊNCIA AMBIENTAL e está sendo causado pelo fenômeno de La Niña, que altera as temperaturas e as correntes marinhas. Ano que vem é a vez do El Niño e mais alguns animais podem chegar. Isso está acontecendo também no RJ, ES e SP. No sul do Brasil as coisas estão mais calmas, temos 2 bases, uma no Paraná em convênio com o CEM (Centro de estudos do Mar) e outra em Santa Catarina com a UNIVALI e tem em cada base apenas 8 pingüins. O CRAM tem 60 que chegaram com óleo.
Já temos animais em nossa base de Aracaju também, o número acima é apenas da base de Salvador, nas outras 4 bases aqui da Bahia varia entre 5 e 15 animais por base. Temos apoio de alguns voluntários, convocamos ex-estagiários e contratamos novo pessoal técnico e de apoio (tratadores e serviços gerais). O IBAMA, IMA (Instituto de Meio Ambiente) e a Policia Ambiental estão envolvidos na operação, sem contar o TAMAR e outras instituições.
Mais uma vez obrigado a Rodrigo Maia-Nogueira pelo apoio e informações que sempre transmite na lista. Você (Rodrigo) bem sabe o quanto é difícil nosso trabalho. Sempre pensando no bem-estar dos animais, quantos já perdemos noites tratando? Hoje temos um total de 20 pessoas trabalhando durante o dia e 3 pela noite, pois é mais tranqüilo, haja vista que os animais são medicados e alimentados durante o dia. Alguns animais já estão comendo peixes (sardinhas, manjubas e trilhas). As duas últimas estão sendo compradas de São Paulo, chegando aqui pela TAM que temos um convênio de transporte animal e alimentação, pois aqui não tem, por se tratar de peixes pequenos e alguns indivíduos são menores e assim necessitam.
Então é isso. Em nome do Instituto Mamíferos Aquáticos venha agradecer o apoio de todos e qualquer dúvida estamos à disposição.
Mensagem enviada para lista biotaaquatica@yahoogrupos.com
Em 11 de julho de 2008 visitei em Houston a NASA, e nela o Neutral Buoyancy Laboratory – NBL.
O NBL é a maior piscina coberta do mundo. Tem 62 metros de comprimento, 31 metros de largura e 12 metros de profundidade, comportando 22,7 milhões de litros de água. Atualmente tem dentro dela uma réplica em tamanho real da Estação Espacial Internacional.
Cilindros de mergulho e à direita, os suportes para outros equipamentos (colete equilibrador, regulador, nadadeiras…).
O NBL é utilizado para treinamento de atividades extra-veiculares (EVA) dos astronautas, que é o passeio espacial.
Módulos da Estação Espacial. Eles são ocos, são usados apenas para treinamento externo.
O traje utilizado pelos astronautas são trajes espaciais reais aposentados, adaptados para uso na água. Cada traje custa US$ 20.000.000,00 (Isso mesmo, 20 milhões de dólares).
Suportes para equipamentos de mergulho.
Cada astronauta que entra na piscina é acompanhado de 4 mergulhadores, sendo 2 mergulhadores de segurança e 2 mergulhadores para auxiliar nas tarefas de treinamento.
Uma dica que faltou falar, é que para visitar o NBL não basta visitar a NASA em Houston. É necessário adquirir um “tour” especial, o “Level 9 Tour”.
Esse tour dura de 3 a 4 horas, e está disponível apenas para maiores de 14 anos. É realizado apenas um “level 9 tour” por dia, em um grupo de 12 pessoas, e como a procura é grande, é necessário agendar com antecedência.
Estive em Houston para um evento, e várias pessoas que também estavam no evento visitaram a NASA, mas não contrataram o “level 9 tour” com antecedência.
Além do NBL, o “level 9 tour” visita as seguintes instalações:
- Unidade de treinamento em maquetes de veículos espaciais (onde eles realizam os treinamentos internos à estação espacial e ao shuttle)
- Centro de controle de missão (minha visita foi na sala de controle da Estação Espacial Internacional)
- Centro histórico de controle de missão (controle das missões Apolo, muito emocionante)
- Laboratório de simulação de ambiente espacial (câmera de vácuo – impressionante)
O site do centro espacial é:
www.spacecenter.org
O link para adquirir o “level 9 tour” é:
www.spacecenter.org/Level9Tour.html
O centro espacial fica a 1 hora de carro do centro de Houston, e a 2,5 horas de New Orleans.
[...]
Tudo bem por aí?
Ando sumido não só por conta das chuvas e do inverno, mas me mudei para o Rio de Janeiro.
E agora fico babando a distância com as programações de mergulho no Necton Sub! Mas quando der planejarei mergulhos com vocês.
A Bahia é uma terra abençoada e sempre que tiver oportunidade quero revisitar estas águas maravilhosas.
Abraço,
Ricardo
* * *
André conjectura: Se a água da BTS está fria, cheia de pingüins, imaginem CABO FRIO!