Arquivo de novembro de 2008

Naufrágios na Costa do Brasil. Do descobrimento ao Século XXI

sábado, 29 de novembro de 2008

Dizem que os ventos do passado ainda guiam os homens do presente.
São eles que nos levarão mais longe.
Construirão o futuro desse país…

Os olhos do passado se fecharam,
Mas os olhos do presente – e do futuro – estão abertos.
Ávidos por descobrir tesouros que ainda são protegidos por todos os santos, sob nossas águas brasileiras.

O Projeto “Naufrágios na Costa do Brasil. Do descobrimento ao Século XXI” trata da concepção, realização e reprodução de um vídeo documentário educativo, com duração de 52’ e finalização em HD, que narra a história, a cultura e fatos pitorescos que envolveram 13 embarcações que naufragaram em águas brasileiras, nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas e Fernando de Noronha. Este produto audiovisual dá seqüência aos já lançados “Naufrágios na Costa da Bahia” e “Naufrágios na Costa da Bahia, parte 2. A verdadeira viagem no tempo continua”. Tem sua previsão de início no mês de outubro de 2008 e finalização em fevereiro de 2009. Será exibido na TVE – Bahia, Grupo IRDEB, além da produção de 1.000 DVDs, com 100% de distribuição gratuita para educadores, jovens, ONG’s, bibliotecas, imprensa e formadores de opinião.

Em breve estaremos com o site do projeto on-line.
Todos os mergulhadores poderão acompanhar as gravações via internet.

Dylton Portella Lima
BlueDive Image

Dive Chat(o) com Marcos de Paula, bi-campeão soteropolitano de bolhas

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Alguns trechos selecionados

Gilmar Pereira – Boa tarde, seu Marcos. Sou mergulhador de Brasília. Como você poderia bem resumidamente ensinar a fazer essas bolhas circulares em água salgada?

Marcos de Paula – Existe mais de uma técnica. Soltar o ar rapidamente é o básico de todas.

Shirley – Com ou sem o regulador na boca?

Marcos de Paula – Sem. Mas, fique com ele (o regulador) na mão para não passar sufoco (risos).

Dirinha de Tinharé – Poderia explicar mais detalhadamente a técnica do cigarro? É a mesma que usam para fazer os círculos de fumaça?

Marcos de Paula – Muito parecida. A maior diferença está no movimento mais rápido e um pouco mais forte para as bolhas circulares.

Luís Eustáquio Neto – Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela belíssima vitória neste último campeonato de bolhas, ocorrido no Banco da Panela. Segundamente, existe algum curso mais avançado para quem já pratica esse saudável esporte?

Marcos de Paula – Obrigado Luís. Sua pergunta veio a calhar, pois realmente no Brasil ninguém tem oferecido um curso mais técnico. Diante dessa lacuna, em janeiro de 2009, tenho pensado em promover um workshop somente para atletas. Por enquanto, certo mesmo está o Concurso Necton Sub de Fotografia de Bolhas Circulares. Em breve darei mais detalhes.


Fotos por Marcos de Paula

Se depender do Necton Sub, neste final de semana (29 e 30.11),

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

além da birita, comer uma pizza, dancing, shopping, estudo, curtir preguiça na rede, ir ao cinema, tocar uma viola, comer caranguejo na praia, ver a apresentação do filhinho na escola, navegar pela internet, trabalhar num plantão, ir ou fazer um almoço com a família, contar o dinheiro que está debaixo do colchão, fazer amor no mesmo colchão do dinheiro, assistir Faustão ou Gugu, correr pela orla de Salvador… VOCÊ poderá mergulhar!

Sábado, 9:30h
Primeiro mergulho – Pedra da Enchente (25 a 40m de profundidade)
Segundo mergulho – Explorar o meio da BTS (até 20m de profundidade)

Domingo, 8h
Primeiro mergulho – Galeão Sacramento (30m de profundidade)
Segundo mergulho – Cavo Artemides (multinível)

A embarcação sairá do Termina Náutico da Bahia
Reservas com Marcos de Paula (71) 9226 9316 (vagas limitadas)

O ligeiro socozinho

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

André Lima, o famoso “Kid Rápido no Gatilho”, não perde um tiro! Captou com detalhes uma seqüência espetacular, mais comum do que possamos imaginar, porém quase sempre passa despercebida. Primeiro, pela rapidez com que acontece e, segundo, porque a maioria das pessoas não tem o hábito de observar a natureza e os animais que nos cercam no dia a dia! Acreditem, essa cena captada por André deve estar acontecendo nesse exato momento em que você lê esse texto. E por que posso afirmar isso? Simples! Essa elegante ave que está posando para a foto é uma das mais comuns em nossa cidade, aliás em qualquer lugar que exista água. No interior – em rios, riachos, lagos, alagados, brejos, fontes de jardins, etc. No litoral – na beira da praia, em poças de maré, cais de porto, manguezais e por aí vai. Basta ter água e “comida”, leia-se pequenos peixes e organismos aquáticos.




Quem é esse bicho?

Apresento-lhes o “socozinho” ou Butorides striatus como é conhecido pela ciência. O striatus é uma referência à característica de suas penas do pescoço e peito, que se apresentam estriadas, como é possível notar no flagrante acima. O socozinho tem cerca de 36cm de comprimento e é um parente das garças, seu pescoço alongado e bico pontiagudo não negam! Essas características morfológicas têm relação com a forma com que capturam seu alimento, e que foi captada nas imagens. Costuma ficar pousado na borda de espelhos d’água, observando a superfície e esperando a oportunidade para capturar algum peixe desavisado que se aventure na superfície. Ele fica imóvel com o longo pescoço encolhido e o olhar fixo na superfície; no momento certo projeta a cabeça para frente como uma lança e captura o que deseja! Geralmente certeiro na ação! Ele aprendeu, também, no convívio com o ser humano, a se aproveitar dos descartes de pesca dos pescadores, por isso é comum vê-los na praia, próximos a colônias de pescadores, esperando sobras para se alimentarem.

Com certeza, todos que estão lendo esse texto já viram esse bicho por aí! E se não viram é porque ainda não prestaram atenção. Nosso litoral está repleto deles, de grandes centros urbanos a zonas inabitadas e selvagens. Em Salvador podemos observá-los pousados nos coqueiros e árvores, na areia da praia, nas balaustradas: da cidade baixa a Stella Mares; nos terminais marítimos do Bom Despacho, Mercado Modelo, Ferry Boat e outros; nas poças de maré de todas as praias. Fácil vê-los em ação nas poças da Barra, entre o Farol e o Porto da Barra; no Rio Vermelho, na praia ao lado colônia de pescadores; em todas as saídas de rios (e até mesmo esgotos!).

Observem e verão!!! Se estiverem dirigindo, cuidado para não provocarem acidentes; se estiverem andando cuidado para não tropeçarem! Mas vale a pena!!!

Texto por Francisco Pedro
Fotos por André Lima
Local: Terminal Náutico da Bahia
Data: 21.11.2008
Equipamento: Nikon D300 com lente Nikon 70-300 VR.

* * *

Agradeço a todos pelos comentários super bacanas. Mas só agora publiquei essas fotos porque o cientista alto astral, Francisco Pedro “Coruja”, verdadeiramente qualificou esse trabalho.

Léia:
Show André!!!

Carlos Gabi e Mel:
Maravilha André !!
Acabamos de reenviar suas fotos para amigos e família com a legenda: ” é com esta gente que queremos conviver…..gente que está atenta às coisas simples e bonitas da vida”…..
Muito bom!

Rodrigo Maia-Nogueira:
Maravilhoso!!!!
Sensacional!!!
Parabéns!!!

Marco Antonio de Freitas Freitas:
PQP!!!!!!!!!!!! que seqüencia!!!!!!!!!!!!!! parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!

Áthila Bertoncini Andrade:
Grande click André! Parabéns!

Priscilla Malafaia:
Muito lindas as fotos!!!! Parabéns!!!

Francisco Pedro da Fonseca Neto:
SHOW!!
Massa as fotos André!! Que seqüencia espetacular!!!

Jaelson Castro:
…que emoção pra lá de emocionante o André deve ter sentido ao ver e conseguir congelar esse instantes mágicos!!! Foto linda/límpida e didática, pois mostra um comportamento inerente à espécie!

Amanda Ercília de Carvalho:
Vixxe maria, show de seqüencia!

Cidade Dormitório

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Que falta nesta cidade?………………Verdade
Que mais por sua desonra……………….Honra
Falta mais que se lhe ponha………….Vergonha

Trecho do poema Que falta nesta cidade? de Gregório de Matos, uma década após a guerra holandesa. Ele sabia que Salvador e o Recôncavo nunca mais seriam os mesmos. A pouca dignidade e a escassa organização que existiam se perderam com a desordem que se instalou. Os novos governadores eram lacaios de quinta categoria. Para reparar os estragos da guerra, várias taxas foram acrescidas aos tributos do açúcar. Era impressionante a quantidade de tributos. Assim que a carga chegava a Salvador, era preciso pagar a um trapicheiro uma pataca de frete, dois vinténs de aluguel, a comissão do trapicheiro caso vendesse alguma caixa, depois vinham as taxas, os caixões, pregos, carretos, guindastes, direito de subsidio da terra, as descargas, os armazéns, as alfândegas, taras e marcas, a avaliação e os consulados. Os produtores de açúcar estavam à beira da ruína. Para o funcionamento de um engenho eram necessários, só na moenda, entre vinte a trinta negros, além do feitor e de outros tantos para substituir no turno da noite. Esses escravos da moenda tinham sempre de ser trocados, pois prostrados pelo sono e pelo cansaço metiam sem perceber a mão entre os eixos, sendo preciso que o feitor lhes cortasse o braço preso, antes que fossem inteiramente estraçalhados pela máquina.


Uma pequena moenda no pátio do Solar do Unhão

A Cidade Encantada e o Espelho de Oxalá à sua frente guardam e pagam esse carma até hoje. Algumas cenas parecem surreais, como a que aconteceu no início do século XX: o navio Cap Frio, carregado de centenas de máquinas de costuras inglesas se arrebentou contra as pedras do Farol da Barra. Centenas de negros descendentes dos escravos que tinham sido explorados por europeus saquearam a carga e, na época, foi criado em Salvador o maior contingente de alfaiates do Brasil. O algodão já estava implantado no Recôncavo e muitos negros conseguiram juntar patrimônio, montando seus próprios negócios. As curvas do destino são bastante sinuosas. Se estas máquinas chegassem às lojas, jamais um negro poderia tê-las comprado. O resgate de uma tragédia quase sempre está ligado a uma reação cármica e as dívidas são acertadas “na raça”, independente da vontade de quem deve ou do desejo do credor. A Bahia, pelo visto, parece um tribunal celestial, onde anjos barrocos tocam suas trombetas, anunciando a redenção.

No século XVII Salvador já era uma metrópole congestionada. Por conseqüência, a cidade era um verdadeiro dormitório. Gente de todo o canto do mundo por aqui andava, trazidos pela rota dos ventos. A Baía de Todos os Santos era uma parada obrigatória para quem ia ou vinha do oriente. Nesta época, os limites da cidade eram ao sul o Mosteiro de São Bento, ao norte o Mosteiro do Carmo e a oeste a Baía de Todos os Santos. A região leste era escassamente povoada por colonizadores. Parecia uma cidade pequena, mas era um mundo à parte. Becos, vielas e ladeiras formavam um grande labirinto onde lacaios do rei, trapaceiros de toda sorte, ladrões e aventureiros gananciosos tramavam seus novos planos. Os caminhos que levavam para as partes mais ermas da Cidade, como o Rio Vermelho ou o entorno da Baía, eram cheios de perigos, com salteadores e escravos fugidos. Caminhar por essas bandas, só com uma escolta armada. Enriquecer ou perder tudo era uma questão de pura sorte ou azar. O lacaio do rei podia dar e tomar qualquer patrimônio, sem muitas explicações. E qualquer peru com acesso ao palácio decidia o destino das pessoas da noite pra o dia. Mesmo famílias poderosas dos engenhos não estavam livres de perseguições.

Boca do Inferno

O personagem mais exótico dessa época foi Gregório de Matos. Nascido em 1636, viveu 59 anos e morreu em Recife cumprindo uma espécie de exílio, porque na Bahia tinha feito muitos inimigos. Filho de um rico comerciante, tendo estudado em Coimbra, se formou em Direito. Mas aqui se dedicava a fuder, beber e comer. Suas sátiras, distribuídas de maneira clandestina, eram temidas até em Portugal. E como diria Glauber Rocha, séculos depois, “Aqui, Deus e o diabo andavam juntos”. O seu melhor amigo era o quase santo padre Antônio Viera, que muitas vezes o livrou da morte e de outras desgraças, dando abrigo no Mosteiro de São Bento nos momentos em que era mais perseguido. Não foram poucos tais momentos e inimigos.


Salvador, cidade fortaleza

Nesta época, a terceira geração de piratas holandeses, já nascida nas costas brasileiras, infestava todo o litoral baiano. As diversas ilhas da Baía ou no arquipélago de Tinharé até a Baía de Camamu serviam de esconderijo para essa corja, que imprimia o terror por onde passasse. Como a cidade estava mais fortificada, eles não se interessaram mais por Salvador, mas todo o resto era alvo de cobiça.

Salvador exportava açúcar, fumo, cravo, aguardente e, no entorno da Baía de Todos os Santos, muitos estaleiros fabricavam embarcações de todo tamanho. Também aqui eram reparadas as naus. Comprava-se e vendia-se muita coisa clandestinamente, pois os inúmeros portos no entorno de Salvador facilitavam as negociatas. Lingotes de ouro vindos da Índia aqui eram transformados em jóias, que em Portugal não eram taxadas. Correntões com até 3 metros de comprimento, conhecidos como dobrões, davam várias voltas no pescoço. Alguns chegavam a pesar 3 quilos. Muita gente morreu afogada nos naufrágios porque não se desfazia desse peso na hora que pulava na água.


Sete vezes…


Triângulos

Há quem diga que o Vaticano queria transformar Salvador em um Estado. Por isso, inúmeras igrejas foram construídas. Como os mestres de obra e arquitetos tinham estreitas ligações com a Igreja Católica, mesmo as construções do governo ou dos ricos comerciantes, tinham características cabalísticas, que obedeciam a uma numerologia nas suas formas e adereços. As arcadas, janelas e portas eram em números de 7, 14, 21, 28 e assim por diante. Tudo partia do número 7. Os triângulos formavam ângulos padrões. Isso pode ser observado ainda hoje olhando a Cidade, do Forte de São Marcelo. De lá se vê o Palácio do Governo, com suas 28 janelas e 7 arcadas que seguram sua varanda. Todas as estruturas que se agarram à encosta da Ladeira da Montanha, ou sobras estão lá com suas 7 arcadas, 7 janelas, 7 candeeiros…


Antigos arcos de inspiração romana, na Cidade da Bahia

A mística de Roma, os Orixás da África e a numerologia dos judeus disfarçados de novos cristãos transformaram Salvador em uma Cidade Encantada e Baía de Todos os Santos, o maior espelho que Oxalá já teve.

Mário Cortizo Andion

“Três em um” de graça, basta reservar

terça-feira, 25 de novembro de 2008

[..]Os expositores serão eu e László Mocsari e vamos abordar o tema dando uma pincelada geral sobre os vários tipos de rebreathers do mercado (oxigênio, SCR, PSCR, mCCR, eCCR, hCCR e pCCR) e no final vamos falar um pouco sobre o uso dessa tecnologia na execução de mergulhos profundos e de longa exposição.

Pode ser uma boa oportunidade para vocês virem a Salvador conhecer a cidade, mergulhar um pouco e quem sabe acabarem se inscrevendo no curso de CCR Megalodon, que acontecerá em janeiro, também na capital da Bahia.

Essa palestra e o curso de rebreather estão sendo organizados pela operadora Bahia Scuba. Durante essa palestra será também apresentada as novidades para o verão 2008/2009 e uma mostra de fotos de uma viagem ao Hawaii.

abraços a todos,

Bruno Fagundes

Faça você mesmo: Pedra de Previsão do tempo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Os mergulhos neste final de semana foram excelentes. Pena que algumas pessoas deixaram de participar porque “acharam” que ia chover. É o preço pago por quem não tem uma “Pedra de Previsão do Tempo” em casa.


Foto enviada por Buia.

Nossas recomendações para quem quiser fazer uma “Pedra de Previsão do Tempo”:
- Não funciona adequadamente em apartamentos;
- Cuidado com a cabeça quando em nevoeiro;
- Não passe por debaixo da pedra quando ventando ou em terremoto;
- Se você avistar “pedra branca no topo” na Bahia, pare a bebida.

Por favor contribua com mais recomendações para os desavisados.

“Águas Abertas” tem mergulho, surf, capoeira…

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


e também fotografia!

Necton Sub agradece. Foto por Jorge Freitas.

* * *

Annalice escreveu:
November 24, 2008 @ 10:16

Hoje, Águas Abertas faz um ano…desejo vida longa para essa Escola maravilhosa e “ótimos mergulhos”. Odoiá

Café Científico apresenta “Arqueologia subaquática na Baía de Todos os Santos” com Gilson Rambelli

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Café Científico, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS) e pela LDM – Livraria Multicampi, continua na LDM neste mês de dezembro de 2008 com o evento:

1 de dezembro de 2008 – 18:30
Gilson Rambelli (Depto. de Antropologia e Etnologia, UFBA)
Arqueologia subaquática na Baía de Todos os Santos

O Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais. Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa atmosfera agradável.

Estamos procurando implantar uma conduta ambientalmente responsável no café. Assim, pedimos à nossa audiência que leve suas canequinhas, copos etc. para beber o café e a água oferecidas durante o evento. Assim, poderemos não usar tantos copinhos de plástico, que têm custo ambiental considerável, visto que não podem ser devidamente reciclados.

O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM – Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras, às 18:30 horas. O telefone da livraria é (71)2101-8000. Informações podem ser conseguidas também no telefone (71) 3283-6568.

Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas no blog Café Científico Salvador (clique na imagem no início do texto).

Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no sítio Café Scientifique (clique na imagem abaixo).

Comissão Organizadora do Café Científico:

Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia, UFBA. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento, UFBA).
Primo Maldonado (LDM).
Ana Maria Rocha de Almeida (Instituto de Biologia, UFBA).
Claudionor Silva Souza (LDM)
Débora Menezes Alcântara (Jornalista)
Fabiano de Souza Vieira (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS).
Juliane Lopes Ferreira (Instituto de Biologia, UFBA)
Leila Costa Cruz (UNIME/FTC EAD)
Liziane Martins (Instituto de Biologia, UFBA)
Luana Maldonado (LDM)
Nei de Freitas Nunes Neto (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS).
Sidarta Rodrigues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA)
Valter Alves Pereira (Colégio da Polícia Militar)
Vanessa Carvalho dos Santos (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS).

Arqueologia Subaquática na Baía de Todos os Santos

Por Gilson Rambelli, Professor Visitante do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA

A Arqueologia Subaquática é Arqueologia! Esse é o ponto de partida de nossa reflexão.

Durante muito tempo o ambiente aquático, sobretudo o marinho, foi considerado um ambiente intransponível. Essa concepção, carregada de simbolismos, foi construída ao longo de milênios, em diferentes sociedades, e irá influenciar na maneira como as pessoas, hoje, pensam o mar, e, em particular, o fundo do mar.

Os testemunhos da aventura humana sobre o planeta que se encontram submersos, por diferentes motivos, foram considerados como coisas perdidas, até bem pouco tempo. Assim, a possibilidade de se fazer estudos arqueológicos desses vestígios foi substituída pela fantasia de se recuperar tesouros perdidos.

O problema dessa visão romântica sobre os sítios arqueológicos subaquáticos é que ela tem contribuído para a destruição desse patrimônio cultural, principalmente aqui, em Salvador, e na Baía de Todos os Santos.

Todo sítio arqueológico é patrimônio público! Pertence a todos nós! E com uma característica que deve ser ressaltada: eles são únicos e não renováveis. Ou seja, uma vez destruídos, é para sempre. Não podemos mais conceber, em pleno século XXI, que o fundo do mar e os testemunhos de atividades humanas pretéritas, como os restos de naufrágios, por exemplo, sejam considerados terra de ninguém.

Ora, o ambiente aquático não é mais tão intransponível assim. Ele está cada vez mais acessível. O mergulho recreativo comprova bem isso. Cada vez mais pessoas aprendem a mergulhar, de forma que, hoje, ninguém mais pode, e nem tem esse direito, explorar esses bens submersos em benefício próprio, como se fazia no século XIX e no começo do século XX.

Quem deve estar atento a esse tipo de problema é a sociedade, merecedora de todos os esforços da Arqueologia, da Arqueologia Subaquática, para a produção do conhecimento sobre esse patrimônio cultural, e não somente os especialistas.

Urge uma mudança de mentalidade e de atitude em prol do patrimônio cultural subaquático, se não ele desaparecerá, literalmente, debaixo de nossos olhos.

Leituras:
Bass, George F.. Arqueologia subaquática. Lisboa: Verbo, 1966.
Rambelli, Gilson. Arqueologia até debaixo d’água. São Paulo: Maranta, 2002.
Mais textos e informações sobre esse assunto em:

Comentário sobre os comentários

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Leitores do NectonSub:

Bom, como qualquer site que tem um volume de visitação alto, fomos, e estamos sendo, vítimas de publicidade indesejada, os conhecidos SPAMs.

A forma de fazer tal tipo de propaganda nos sites como o NectonSub (Blog) é através dos comentários. Esta é a explicação para o surgimento de alguns comentários “esquisitos” e indesejados.

Para tentar evitar a ação dos spammers (quem envia spam) colocamos um processo de verificação através de imagens. É bem simples. Fizemos isso porque não queremos exigir cadastramento para que se possa fazer um comentário e muito menos moderar todos os comentários que são feitos. Este espaço é livre e anônimo, para os que precisam e desejam.

Fizemos uma limpeza nos comentários de publicidade, mas algum pode ter passado… qualquer coisa, comente! Comente este comentário sobre comentários…