Arquivo de dezembro de 2008

Viagem ao fundo do mar – Jornal A Tarde, 31 de março de 1991

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lazer & Informação, página 6

*Nem só de poluição vivem as águas dos mares baianos. Um tesouro incalculável está submerso e as pesquisas mostram que 600 navios estão afundados entre Morro de São Paulo, Baía de Todos os Santos e Barra de Jacuípe aguardando uma legislação mais coerente para trazer esse acervo para chão firme, a fim de que seja exposto contando sua história. E até mesmo essa história já enfrenta dificuldades para ser contada porque o que seria o Museu do Mar, no Forte São Marcelo está com suas obras ameaçadas de serem concluídas com a extinção da Secretaria do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN), que conduzia os trabalhos, mesmo a passos lentos.

As descobertas dessas embarcações afundadas são geralmente casuais. E o navio inglês “Queen” foi o último achado, sendo responsável uma equipe de mergulho comandada por César Freitas de Oliveira e Pedro Augusto Mota Santana, em 1985. Obedecendo a lei da época, eles solicitaram à Marinha a autorização para exploração do navio, mas não obtiveram resposta. Antes, a lei permitia que 80% do achado pertencesse ao mergulhador e 20% fosse para a União. A nova legislação entende que o galeão achado pertence à União. Para os dois mergulhadores, isso faz aumentar a pirataria e lamentam que a União hoje tenha direito a 100% de nada, quando antes tinham 20% do total achado.

Muitas peças já foram resgatadas nas águas baianas, e o que foi entregue à União não se encontra na Bahia como os pesquisadores acham que deveriam acontecer. Esse acervo está no Rio de Janeiro, mas muita coisa acabou no exterior, leiloada por mergulhadores de fora que tiveram acesso até as primeiras moedas cunhadas no Brasil em 1646, preferindo leiloar ou vender fora do País onde os mergulhadores baianos reivindicam o maior contato para que essas questões sejam discutidas, a fim de que a legislação de fato funcione. A Bahia, inclusive, é a região brasileira mais rica em navios naufragados.

Enquanto os mergulhadores esperam uma resposta do Ministério da Marinha, o acervo do “Queen” vem sendo depredado por mergulhadores que dispensam qualquer autorização, como constataram Pedro e César ao revisitar a área onde a embarcação encalhou. O “Queen” ou o que restou dele, encontra-se entre Salvador e Itaparica. Essa embarcação chegou à Bahia em 1° de julho de 1800, junto com o “Kent”. O incêndio foi atribuído a um acidente quando um oficial adormeceu enquanto lia e a vela acesa provocou as chamas que causaram a morte de 80 pessoas e perda de uma carga no valor de 150 mil libras esterlinas.

Pela história, D. Fernando José de Portugal foi governador e capitão-general da Capitania da Bahia entre 1788 e 1801. Durante seu governo o porto baiano foi visitado por diversas esquadras estrangeiras. Em 1795, por exemplo, 15 navios da Companhia Inglesa das Índias Orientais aqui estiveram. No caso do “Queen”, foram salvos alguns objetos, como um caixote contendo quatro pistolas, uma espingarda e um baluarte destinados a um dos potentados da Ásia. Os marinheiros sobreviventes que aqui ficaram esperando condução também saquearam os despojos da nau portuguesa cujo casco foi cobiçado durante muitos anos.

Quando uma embarcação afunda, principalmente em se tratando de construção antiga como as que existem no fundo do mar baiano, com o tempo os destroços se espalham e o pesquisador tem grande trabalho para delimitar o sítio e chegam a um mapeamento do quadrado a ser dragado. Durante muitos anos, devido a correnteza que é grande no Nordeste, constituindo-se no grande inimigo dos mergulhadores, peças foram arrastadas até a costa. Do “Queen” chegaram a Itaparica, Jaguaribe e outras praias, algumas caixas, arcas e outros pertences do navio, o que fez dom Francisco José de Portugal expedir correspondências alertando para a necessidade de devolução desses bens, a ponto de ameaçar com prisão e castigo aqueles que ocultarem “qualquer coisa das referidas”, efetuando diligências na área em busca dos objetos.

*Texto digitado de parte da matéria. Os outros assuntos serão publicados em breve.

Dortas complementa:
Esta história de museu náutico data desde 1976. Nós explorávamos o Nossa Senhora do Rosário e Ailton Lyra, um mergulhador pernambucano que assolava esta paragens e que gostava muito de aparecer, inclusive foi sócio de Pedro Santana, derrubou a posição do Sacramento, indicando o marcador que sabia o local para a Marinha (Não tinha GPS).

Assim, levou o pessoal do Gastão Moutinho lá na Boa Viagem a mando do Almirante Carneiro Ribeiro, de quem recebia benesses, que alegando que iria fazer um museu na Bahia explorou os dois, em flagrante esbulho, e depois deu de bandeja para a Presmar e Salvanave do Denis Albanese e o material recolhido foi em grande parte, talvez para o Rio. Quem sabe?

Travessia Utrecht – Nossa Senhora do Rosário

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Por László Mocsári e Bruno Fagundes

Galeão Nossa Senhora do Rosário

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pessoal, após uma busca com base em informações cedidas por exploradores do sítio da nau holandesa Utrecht e uso de rebreathers de circuito fechado e scooters, conseguimos mergulhar hoje nos destroços do Galeão Nossa Senhora do Rosário.

Para quem não conhece a história que cerca esses naufrágios, o Galeão Nossa Senhora do Rosário foi a nau portuguesa que deu combate às embarcações holandesas Utrecht e Huys Van Nassau. O seu capitão, ao perceber que seria abordado por ambos os lados pelos holandeses, resolveu atear fogo em seu paiol. O resultado foi uma grande explosão, que pôs a pique o Utrecht e o Nossa Senhora do Rosário e danificou gravemente o Huys Van Nassau, que acabou dando em Itaparica e foi capturado pelos portugueses.

O Utrecht muitos mergulhadores conhecem, mas poucos sabem que próximo a ele, a cerca de 200 metros de distância, jazia o Nossa Senhora do Rosário.


Para melhor encaixar neste espaço foram realizadas pequenas alterações no croqui original de László Mocsári.

Em breve cederemos algumas imagens, que foram feitas no mergulho exploratório de cerca de 5 horas de imersão (para quem estava de rebreather).

Participaram dessa expedição os mergulhadores:

a) Bruno Fagundes – CCR Megalodon;
b) Eurípedes – circuito aberto;
c) László Mocsari – CCR Megalodon;
d) Ricardo Villegas “Chango” – circuito aberto

O sítio desse naufrágio merece ser visitado pelos mergulhadores de Salvador, pois é muito bonito e se assemelha ao do Galeão Sacramento. Nele poderão ser vistos uma elevação formada por pedras de lastro e outros destroços da embarcação, duas âncoras almirantado, cinco grandes canhões e mais outras peças não identificáveis.

Na região há boa diversidade de vida marinha, tanto é que logo ao iniciarmos a busca nós fomos brindados pela companhia de uma grande arraia chita. A água também estava fantástica, batendo os 15 metros de visibilidade.

abraços,

Bruno Fagundes
IANTD CCR Megalodon
IANTD CCR Trimix
TDI Extended Range
TDI Trimix

Coordenadas do naufrágio (WGS 84):
Latitude Sul 13° 07.783′
Longitude Oeste 038° 39.143′

Seisui, exemplo de uso inteligente da tecnologia

domingo, 7 de dezembro de 2008

Este post na verdade é um recorte de jornal que recebemos por uma empresa de clipping eletrônico. Quer mais informações? Procure por “seisui tecnologias ambientais” no Google.

Esclarecimento sobre as chuvas e a temporada em Santa Catarina

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Prezados mergulhadores e amigos

Como todos puderam acompanhar pelos jornais e imprensa nos últimos dias, parte de Santa Catarina vive uma situação de calamidade. Regiões como o Vale do Itajaí, do Rio Tijucas, Sul e Norte do Estado e Grande Florianópolis foram castigadas com as fortes chuvas que caíram entre os dias 19 e 22.

Enquanto lamentamos profundamente o acontecido que flagela e desabriga milhares de catarinenses a região de Bombinhas, Porto Belo e o norte de Florianópolis bem como a Capital como um todo não sofreram grandes conseqüências, podendo inclusive realizar campanhas de apoio e solidariedade às milhares de vítimas deste lamentável acontecimento.

Em virtude da grande quantidade de água doce que entrou no mar, e que leva um certo tempo para ser carregada pelas correntes, a visibilidade deve ficar prejudicada, mas acreditamos que em aproximadamente 10 dias já teremos boas condições de visibilidade na ilha do Arvoredo e arredores.

É importante considerar que os problemas verificados com as fortes chuvas são fatos ocasionais, e não representam continuidade. O que sugere entender que Santa Catarina, pela força e capacidade de seu povo em se reerguer diante das adversidades, estará logo, naquelas regiões atingidas, totalmente recuperada, e recebendo, como sempre faz, de braços abertos os seus visitantes, mantendo a marca de melhor Estado para se visitar e um dos melhores do Brasil para se mergulhar.

Reiteramos a todos que querem vir para Bombinhas e para Florianópolis nas próximas semanas, no Natal e Reveillon, em janeiro, fevereiro ou Carnaval que tudo seguirá normal. Os projetos de recuperação dos acessos aos grandes e importantes centros já estão em fase de encaminhamento e alguns em conclusão pelas autoridades locais. Por isso fiquem tranqüilos, Bombinhas e Florianópolis continuam na maior normalidade, com a mesma hospitalidade e estrutura intocáveis, apenas com forte sentimento de solidariedade para com todos os demais catarinenses atingidos.

Voltamos a lembrar que a temporada seguira em sua normalidade e mergulhos fantásticos ao lado de peixes e tartarugas esperam por vocês. E que embora tudo em nossas cidades esteja absolutamente normal, é importante que todos contribuam com as cidades atingidas com doações de roupas, mantimentos ou dinheiro nas contas exclusivamente da defesa civil de SC criadas para tal.

Atenciosamente

AEOMESC – Associação das Escolas e Operadoras de Mergulho do Estado de Santa Catarina

Acquanauta / Acquatrek / Bertuol / Parcel / Patadacobra /
Seadivers / Submarine

A natureza apanha calada, mas quando reage…

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sem as terríveis conseqüências das chuvas fortes nas cidades da região leste de Santa Catarina, Salvador, nos últimos 10 dias, foi palco de cenas não comuns.


Parece que o sol está voltando a fazer as pazes com a Cidade. Ou seja, vem mergulho bom no próximo final de semana.

Veja mais em:

Fortes chuvas vêm castigando Montes Claros, MG – 01/12

Vendaval “arrasa” Coração de Maria na Bahia – 30/11

Campos e Rio Bonito, RJ, o drama das enchentes continua – 01/12

Temporal atinge Buenos Aires (Argentina), 29/11

Vila Velha (ES) decreta estado de emergência, 24/11

Exija a publicação da lista original de espécies ameaçadas no Brasil

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Trecho da matéria:
Ministério do Meio Ambiente modifica lista de animais e plantas em extinção e irrita pesquisadores.
Fonte: Leonel Rocha – Correio Braziliense
Publicação: 23/11/2008 12:35

Depois de encomendar a cerca de 300 pesquisadores brasileiros a elaboração de uma lista vermelha com espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, o Ministério do Meio Ambiente resolveu retirar um grupo delas da edição oficial do levantamento, o que provocou revolta na comunidade cientifica. Concluído há cinco anos, o inventário sobre os peixes, moluscos e invertebrados tinha sido inicialmente definido em uma instrução normativa ministerial de maio de 2005, modificada por outras duas decisões do governo — em julho e novembro do mesmo ano. As alterações foram feitas para atender a demanda da indústria pesqueira (veja abaixo). O levantamento sobre a flora em risco, concluído há dois anos, também foi modificado. De um grupo com 1.495 espécies identificadas pelos pesquisadores, apenas 472 foram consideradas oficialmente ameaçadas.

Há pouco mais de duas semanas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, convocou uma solenidade para lançar a edição impressa dos dois volumes do Livro vermelho das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. O que não foi divulgado é que a publicação não contemplou todo o estudo feito pelos especialistas. Foram excluídos da relação peixes em risco, como tubarões, ciobas e alguns crustáceos.

Clique abaixo para ler a matéria na íntegra e assinar a petição:

ASSINE ESSA PETIÇÃO (É SÓ CLICAR AQUI) PARA DEMONSTRAR A INDIGNAÇÃO DE NOSSA SOCIEDADE COM O ABSURDO POLÍTICO-CRIMINOSO QUE OCORREU NESTE ASSUNTO, E QUE DEMONSTRA QUE O BRASIL, NO QUE TOCA A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL, É SIM UMA REPÚBLICA DE BANANAS. FAÇA PRESSÃO EM SEU DEPUTADO FEDERAL E OU SENADOR. CHAME-O À RESPONSABILIDADE, FAÇA-O TRABALHAR!

NÃO PERMITA QUE O INTERESSE ECONÔMICO DAS INDÚSTRIAS INTERESSADAS SE SOBREPONHA AO FUTURO DE NOSSAS VIDAS, DAS DE NOSSOS FILHOS E NETOS!

O HOMEM SÓ VAI PERCEBER QUE NÃO SE COME DINHEIRO QUANDO FOR TARDE DEMAIS.

SIM AO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, DEPENDEMOS DELE, MAS UM ENORME NÃO A BANDIDAGEM, GANÂNCIA E FALTA DE RESPEITO A VIDA DE TODOS!

Idealizadores:
Guilherme Kodja – Instituto Laje Viva
Osmar Luiz Jr. – Instituto Laje Viva
José Truda Palazzo Jr. – IWC/Brasil