Regata João das Botas
A idéia de promover uma regata de saveiros surgiu em 1969, por ocasião da festa de despedida da escuna Santa Cruz de Lev Smarcevski, que iniciava uma singradura de volta ao mundo. A expedição não conseguiu sair do Brasil, mas o espetáculo visual da despedida, de rara beleza, configurado por inúmeras embarcações, dentre elas vários saveiros, impressionou o Capitão dos Portos da época, que resolveu, a partir de então, organizar uma regata de saveiros, de maneira que a população soteropolitana pudesse apreciar sempre o belo espetáculo das velas ao mar. E, também, um reconhecimento da importância cultural e histórica dos saveiros, tanto nas lutas pela independência do Brasil, quanto pela participação ativa no desenvolvimento econômico da região.
Em 1972, a Regata recebeu como patrono João Francisco de Oliveira Botas, conhecido como João das Botas, herói da Guerra da Independência, na Bahia, que lutou contra as forças navais portuguesas na Baía de Todos os Santos, comandando uma esquadra composta de canhoneiras e saveiros, guarnecida por 700 homens, provenientes das cidades do recôncavo baiano, que tinha como base a Ilha de Itaparica. Assim, a Regata, para homenagear esse vulto da história, passou a denominar-se Regata de Saveiros João das Botas.
João das Botas está inscrito nas páginas da história do Brasil, ostentando o título de Almirante.
Fontes:
https://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/com2dn/regatajoaodasbotas.htm
Graminho – A Alma do Saveiro.
XXXVII Regata de Saveiros João das Botas
Ocorreu no dia 25 de janeiro de 2009, finalizando a Segunda Semana do Saveiro, evento organizado pela Associação Viva Saveiro.
A largada estava prevista para 12:30h. Mas, alguns saveiros se encontravam quase parados, sem vento suficiente para chegar ao Porto da Barra, onde seria dada a largada.
A tripulação do Necton Sub, mesmo sabendo que há leis específicas (há quem prefira a palavra máfia) para reboque, não pestanejou. “Rebocá-los-emos!”, gritou o capitão, seguido de risadas.
Não demorou muito tempo e um veleiro moderno também prestou esse apoio aos retardatários.
A Capitania dos Portos estava com 3 lanchas, 2 barcos infláveis e até uma Corveta. Se viu, ficou quieta. Melhor assim. Não ajudou, mas também não atrapalhou.

O último foi o primeiro a ser rebocado.

O saveiro “Ideal” também precisou de reboque.
E foi dada a largada. Primeiro para os saveiros de vela de içar e depois para as outras classes.
Os saveiros de vela de içar são as estrelas da competição, principalmente pela beleza das embarcações.
O menor saveiro dessa categoria era o “Elegante”, do cantor Gerônimo Santana, tendo o imediato do Necton Sub, Marcos de Paula, como tripulante.
Mário Mukeka, embarcado no Necton Sub, disse orgulhosamente para sua namorada/esposa “Eu fiz esse saveiro todinho. Tá lindo, não é minha neguinha?”. Além deles, o casal André Lima e Ludmila Senna, Zizi Duarte, Andréa Caldas, Gilson e família Rambelli, Fábio Marconi e Gabriela Leite estavam a bordo.

E não é que o “Elegante” saiu na frente de todos!?
E o Necton Sub seguiu acompanhando a regata. Ludmila Senna e Fábio Marconi estavam com dedos nervosíssimos, registrando todos os belos momentos da competição.

À esquerda, a proa do Sombra da Lua. Por André Lima.

Uma boa disputa: saveiros “É da Vida” e “Vendaval II”. Por Ludmila Senna.

O “Ideal” na frente. Por Ludmila Senna.

Uma panorâmica pouco após a largada. Por Ludmila Senna.

A acirrada competição dos saveiros de vela de pena comumente leva um ou mais barcos para fora do certame. Por André Lima.

“Pense num absurdo… Na Bahia há precedente…” a velha frase de Octávio Mangabeira precisou mais uma vez ser usada. Organizaram outra regata cruzando a “João das Botas”. Por Ludmila Senna.
Apesar de toda beleza do “Elegante”, o mesmo chegou por último. Enquanto esperávamos, muito agito acontecia no Porto da Barra:
Um jovem casal passeava de caiaque, quando o garoto caiu na água e não conseguiu subir de volta. Passado um tempo, o casal percebeu que estavam sendo levados para fora da zona abrigada pela forte correnteza de maré de vazante. Num ato de desespero tentaram subir pelas pedras, mas sem sucesso. Um outro rapaz entrou no mar para ajudá-los. Também sem êxito. Todos ficaram, então, gritando e acenando por ajuda. Passamos a mensagem pelo rádio VHF canal 16: “Capitania, Capitania, Necton Sub chamando. Pedido de ajuda. Capitania..”. Nada. Sem resposta. Acenamos algumas vezes para os botes infláveis da Capitania. Nada de ajuda. Quase vinte minutos depois, chegou um dos seus botes. Ufa!
“Documentos da embarcação, coletes salva-vidas, extintor…” solicitou o militar. INACREDITÁVEL!!!
Complemento de Mukeka:
Abordagem da Capitania
Por incrível que pareça um barco de mergulho, com uma bandeira de mergulho e um mergulhador lá embaixo soltando bolha, não foi o suficiente para evitar a aproximação de um bote motorizado. Ainda bem que eu não subi.