Arquivo de março de 2009

A Guarda-Parque de Abrolhos…

domingo, 15 de março de 2009

… Amanda Ercília de Carvalho:

Bom….estou fazendo estágio há pouco mais de um mês no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, onde trabalho como guarda-parque e ainda coleto dados adicionais de um projeto com o coral Mussismilia braziliensis.


Feliz no paraíso!


Registro do trabalho do fotógrafo João Viana (canto esquerdo) durante passeio pela Ilha Siriba em Abrolhos. Ao fundo, A ilha Redonda.

Nossa atividade diária inclui palestras de educação ambiental e trilhas com os turistas, velejadores , além de atividades de monitoramento das aves e tartarugas marinhas.


Uma grazina rabo de palha. O amigo e ornitólogo Francisco Pedro orientou Amanda “Cuidado com o bico desse bicho!! É um alicate de pressão!”


Uma tartaruga de pente.

Abrolhos realmente é um “soco no estômago”. A primeira caída na água é chocante…já na beirinha , a menos de 3 metros da praia, em qualquer mergulho de final de tarde já é possível ver barracudas de 1,5m de tamanho….ou ainda no começo do expediente ver 4 raias chitas boiadas a meio palmo da água, nadando e colocando as suas nadadeiras pra fora. A fartura de budião azul também impressiona, sendo muito difícil observar esses exemplares em Salvador e ilhas adjacentes. Tive muitas “primeiras vezes” aqui, deve ser igual a dirigir, tomar cerveja e beijar na boca pela primeira vez em um mesmo dia, rsrsrsrsrsrsrs. A pedra de Yemanjá é abundante em áreas bem rasas, muitos neonatos de tubarão limão ficam na beira com as crianças da marinha, tartarugas, lagostas, milhões de badejos…enfim…eu sinceramente considero um dos melhores lugares do mundo para a prática do mergulho, seja o snorkeling ou scuba.


Água com visibilidade ISO 9001.

Nas horas vagas…além dos infinitos mergulhos, não é de cansar tirar milhares de fotos aqui…..


A escada do farol.


Um filhote de atobá.

Fotos por Diego e Amanda.
Veja mais imagens no FLICKR de Amanda:

Prova – Questão 2

sexta-feira, 13 de março de 2009

Um balão de aniversário foi cheio, ao nível do mar, com 6 litros de ar. Uma mergulhadora de oceano desceu com essa bola de assoprar a 10 metros de profundidade.

Com relação a esse balão, pode-se afirmar que, nessa profundidade

01) a pressão do ar confinado permaneceu inalterado.
02) o volume do balão permaneceu inalterado.
03) a densidade do ar confinado duplicou.
04) o volume do compartimento aéreo duplicou.
05) a pressão ambiente não alterou volume, densidade e pressão.

São 10 questões parecidas que foram utilizadas num concurso público para o cargo de mergulhador. Teste o seu conhecimento.
Questão 1: http://www.nectonsub.com.br/item/972/

Caribe à brasileira

quarta-feira, 11 de março de 2009

Esse título é da matéria de Maíra Borgonha, Áthila Andrade e Cláudio Sampaio “Buia” que versa sobre Barra Grande de Camamu, na revista Mergulho número 152.

Não é uma matéria qualquer. São 10 páginas com 29 fotografias. Tem tanta coisa que até esse site foi citado (página 36).


Vá à banca comprar o seu exemplar. Clique na imagem para entrar no site da Revista.

O Rego das Caranhas também foi citado. Mas, bem que esse Rego poderia continuar quase virgem.

Só pra finalizar, quem precisar de uma ajuda é só chamar Antônio Carlos, o Tonton (Rolão), pelo telefone (73) 3258…

Tá tudo lá na matéria

Prova – Questão 1

terça-feira, 10 de março de 2009

O cilindro de mergulho, da marca LUXFER Gas Cylinders, modelo S080, utiliza 3000 libras por polegada quadrada como pressão máxima de trabalho.
Sobre esse cilindro, é incorreto afirmar:

01) Deve ser recarregado a 207 bar.
02) Deve ser recarregado a 3000 psi.
03) É de 5000 libras por polegada quadrada a pressão de teste hidrostático.
04) É de 3000 psi a pressão de teste hidrostático.
05) Deve ser recarregado com 3000 libras por polegada quadrada.

São 10 questões parecidas que foram utilizadas num concurso público para o cargo de mergulhador. Teste o seu conhecimento.

Relatório do acidente descompressivo ocorrido em julho de 2007

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vinte dias antes do acidente, passei por um primeiro ataque descompressivo que foi resolvido voltando para o fundo do mar com ar comprimido por 15 minutos. Fiquei com uma pequena dor na coluna e uma ligeira dormência na perna esquerda que desapareceram no dia seguinte.

Vinha fazendo diariamente dois mergulhos, sendo um sucessivo a 35 metros, por 25 minutos. E após 20 dias de descanso do primeiro acidente disbárico, voltei a mergulhar em um serviço de dragagem com grande esforço físico.

Os primeiros sintomas

Às 12 horas desci e após os 25 minutos voltei para o barco. Em menos de 2 minutos após a subida começou o ataque. Voltei para o fundo do mar tentando parar o problema como na primeira vez. Após 15 minutos a 10 metros de profundidade, regressei ao barco, pois não me sentia bem. Mas, como o mergulho era no mar aberto e o barco jogava muito, tínhamos que nos locomover segurando com as mãos e não percebi a gravidade das minhas pernas. Assim não quis abortar toda a atividade do dia, visto que nós estávamos a 10 milhas do porto de partida.

Assim se passaram 6 horas até que chegamos em terra. Logo na passagem do barco para o bote percebi a dificuldade de andar na plataforma de popa, mas como me segurava com as mãos não notei a situação que já me encontrava. Só quando cheguei à praia e levantei do bote, caí. Aí entendi que as minhas pernas não se mantinham em pé. Caí mais duas vezes até descobri que se começasse a andar como um bêbado conseguiria ficar em pé.

A casa que estava sendo usada como apoio do mergulho estava a 5 quilômetros e não tínhamos transporte. Eu tive que andar todo o percurso como um robô, pois as pernas não tinham mais flexibilidade. Nesse momento, além das lesões do acidente eu destrocei as minhas pernas, com mais gravidade na esquerda, onde tinha começado os primeiros sintomas. Estávamos a 400 quilômetros de Salvador e só pela manhã conseguimos um transporte.

Tratamento

Só entrei na câmera hiperbárica após 28 horas dos primeiros sintomas. Na primeira seção eu não reagi e suponho que não foi suficiente para retirada de todas as bolhas mais problemáticas. Pois estas ao saírem, provocam espasmos. Assim, na segunda seção de tratamento hiperbárico começaram os espasmos, mas uma concentração de bolhas na minha coluna travaram a bexiga e eu não conseguia fazer xixi normalmente. Isso só foi resolvido na terceira sessão. Até esse momento espremia a barriga para fazer pequenas doses de xixi. Passei 8 dias sem defecar e ainda sentia dormência nas pernas. Nos três primeiros dias após a câmara, eu tive espasmos sucessivos em todo o corpo. Hoje só ficou os das pernas (fevereiro de 2009).


Mário (no meio), abraçado pelos amigos Cláudio Sampaio (esquerda) e Marcos de Paula (direita), após 1 ano do acidente.

A princípio, as pernas eram duras e todos os músculos também estavam travados. Com o passar dos meses e caminhadas, a perna direita foi melhorando, mas a esquerda até hoje, tem uma série de músculos, ligamentos e tendões que não se soltaram, o que provoca dormências, fraquezas e cãibras. Com facilidade percebo que quase todos os músculos ligados à pele já se soltaram, mas as conjunções do tornozelo, joelho e bacia continuam com suas partes tensas e duras, bem como os músculos e tendões das partes mais internas da musculatura. Aprendi a liberar parte dos grupos musculares das pernas, mas as mais internas são muito difíceis e demanda um grande esforço de concentração mental, que nem sempre dá certo. Sinto que a perna esquerda não alonga, não tem firmeza e quando contraio aparecem depressões em várias partes, que na opinião de um ortopedista, são músculos atrofiados. Afinal, são 18 meses desde o acidente.

O procedimento que venho usando para soltar os músculos consiste em, à noite na cama, fazer alongamentos dirigidos aos músculos específicos que, após uma série de estalos, vem uma rajada de formigamento, seguida de um espasmo. As partes que se soltam doem e não têm firmeza, o que dá a impressão que meu estado está piorando. Mas uma coisa é certa, a cada dia que passa meus pés, calcanhares e pernas ganham mais movimento. Minha grande dúvida é como soltar as partes internas e por quanto tempo vai persistir a dormência das minhas pernas.

Esse relatório foi elaborado a pedido do Dr. Jomar Souza, a quem eu deixo o meu perene agradecimento.

Salvador fevereiro de 2009

Mario Cortizo Andion

Rêgo das Caranhas

quarta-feira, 4 de março de 2009

Salve pessoal!

Espero que o carnaval de todos vocês tenha sido tão bacana quanto o meu!

Mergulhei na região do Rêgo da Caranha, um lugar místico e pouco conhecido onde há uma grande concentração de caranhas, Lutjanus cyanopterus, e outros grandes peixes (Seriola, Caranx, Mycteroperca, Trachinotus, Elegatis) e golfinhos (Tursiops). Os mergulhos só foram possíveis de serem realizados graças ao empenho do Instrutor Ricardo Villegas, mais conhecido como “Chango”.


Zé de Anchieta com uma filmadora de vídeo e Ricardo Villegas “Chango”


As caranhas no fundo (60 metros de profundidade)


Apesar da boa visibilidade, a baixa luminosidade degrada a qualidade da imagem

Foram quatro mergulhos entre 57 e 60 m de profundidade com muita segurança, onde eu, José de Anchieta e Chango filmamos e fotografamos muita coisa interessante. Compondo a equipe de mergulho, José Amorim deu todo o apoio na superfície e nas paradas de descompressão. A água era cristalina, passando fácil dos 30 m de visibilidade, uma coisa linda! Além dos grandes peixes mergulhamos com um pequeno grupo de golfinhos Fliper! Um espetáculo!


Chango após liberar “deco marker”, durante o processo de subida

Na borda dos recifes há esponjas tubulares gigantes, corais, Montastraea, Sidesrastraea, acho que até Favia observei, além de muitos corais negros, ferros (ancoras) e linhas de pesca estouradas pelos grandes peixes. Os peixinhos recifais foram uma surpresa! Cardumes de carapitangas, L. alexandrei, Bodianus pulchellus, Chromis jubauna, Prognathodes brasiliensis, álém de muitas espécies comuns em águas rasas, como salemas, Anisotremus virginicus e cambubas, Haemulon parra


Esponjas tubulares


Cardume de xaréu

Esses mergulhos fazem parte de um projeto chamado Pró-Arribada sendo coordenado em Salvador pelo Prof. George Olavo da UEFS, que monitorou e amostrou a frota linheira atuante na região.

A equipe do monitoramento pesqueiro contou, ainda, com as participações de Rafa, Cláudio “Tico” e Priscila Malafaia todos alunos da UEFS.

Dentro em breve estaremos editando provavelmente dois pequenos documentários sobre a região e desconhecida fauna marinha, aguardem!

Agradecimentos ao Mestre Chico (o único Chico que não é Francisco!) e ao Tonton e sua família pelo suporte, gentileza e atenção!


Abraços e beijos, Buia

Grande Prêmio Brasil Proacqua de Fotosub 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

Caros fotógrafos, amigos, operadores e parceiros da mídia, já estão abertas as inscrições para o Grande Prêmio Brasil Proacqua de Fotosub 2009 ou “GP2009″. Trata-se de um Concurso, com fotos enviadas pela internet, que serve como seletiva para o Campeonato Nacional. Todo brasileiro pode participar, mas só valem fotografias obtidas no território nacional.

Para se inscrever, leiam antes o regulamento. Depois, façam a inscrição. O resultado deverá estar publicado no dia 15 de abril de 2009, no site (clique na logomarca abaixo):

Para os fotógrafos novos, ou ainda não federados, a inscrição só será válida após o envio, por correio, da ficha de inscrição. Só serão aceitas as fichas enviadas com data de postagem anterior ao dia 31 de março de 2009. (A ficha se encontra no final do regulamento)

O período de inscrições vai de 01/março até a meia noite do dia 31/março (o recebimento de imagens é automaticamente bloqueado no primeiro minuto do dia 01/abril/2009).

Cada fotógrafo deve enviar uma única imagem para cada uma das seis subcategorias, totalizando seis fotografias:

GRANDE ANGULAR COM MODELO (GM)
Na Grande Angular com Modelo (GM) PRECISA aparecer um mergulhador(a).

GRANDE ANGULAR AMBIENTE (GA)
Na Grande Angular Ambiente ou Paisagem, NÃO PODEM aparecer mergulhadores.

PEIXE INTEIRO (PI)
Peixe Inteiro (PI) pode ser foto obtida com qualquer lente, bastando que o peixe esteja inteiro.

PEIXE EM DETALHE (PD)
Peixe em Detalhe (PD) NÃO pode ser um peixe inteiro, mesmo que o mesmo seja minúsculo.

MACRO TEMA LIVRE (ML)
Na Macro Livre (ML) o motivo ou assunto da foto não pode ser peixe e nem crustáceo.

MACRO TEMÁTICA (MT)
Macro Temática (MT): o tema desse ano são os CRUSTÁCEOS (camarões, lagostas, ermitões, caranguejos, sirís, caprelídeos, etc).

No início de abril, a Comissão de Jurados atribuirá notas a todas as fotografias, excetuando-se aquelas que forem inscritas em desacordo com as orientações do regulamento.

Composição da Comissão de Jurados do GP2009:

Jurados Brasileiros:

Alcides Falangue, Arduino Colassanti, Denise Greco, Eliana Fernandes, Fernando Kuramoto, Laércio Horta (Presidente da Comissão), Marcelo Mariozi e Marcelo Szpilman

Jurados do Exterior:

Carlos Minguel (Espanha), Espen Reckdal (Noruega), Rui Guerra (Portugal) e Vasco Pinhol (Portugal)

Das 12 (doze) notas atribuídas a cada fotografia, são descartadas a maior e a menor. A soma das demais notas, dividida pelo número de jurados válidos, resulta na NOTA FINAL de cada fotografia. Duas a duas, essas Subcategorias formam as CATEGORIAS que são premiadas:

CATEGORIA GRANDE ANGULAR (GA + GM)
CATEGORIA PEIXE (PI + PD)
CATEGORIA MACRO (ML + MT)

A SOMA DOS PONTOS DAS SEIS IMAGENS DETERMINA O RESULTADO GERAL. O CAMPEÃO, O VICE CAMPEÃO E O TERCEIRO COLOCADO NA CLASSIFICAÇÃO GERAL, TAMBÉM RECEBEM TROFÉUS.

“O número de novas vagas abertas para ingressar no Campeonato Brasileiro depende do local de sua realização e das operadoras e pousadas envolvidas, podendo variar de cinco a quinze vagas. O Campeonato Brasileiro é organizado pela CNFVS/CBPDS e tradicionalmente realizado no mês de novembro”.

A COMISSÃO NACIONAL DE FOTO E VÍDEO SUB (CNFVS) EM NOME DE TODOS OS SEUS FOTÓGRAFOS FEDERADOS; A COMISSÃO DE JURADOS; A PROACQUA; E A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA E DESPORTOS SUBAQUÁTICOS (CBPDS); GOSTARIAM DE DEDICAR ESTE CONCURSO AO FOTÓGRAFO DELMAR SOARES CORREIA, FALECIDO EM 2008. DELMAR FOI CINCO VEZES CAMPEÃO NACIONAL DE FOTOSUB E REPRESENTOU O BRASIL EM DIVERSOS CONCURSOS E CAMPEONATOS MUNDIAIS, ONDE OBTEVE CLASSIFICAÇÕES ENTRE OS TOP TEN DO MUNDO!

Luiz Fernando Cassino,
Presidente da Comissão Nacional de Foto e Vídeo Sub – CNFVS/CBPDS

Dica e Fotos: Athila Bertoncini Andrade

Hilma Hooker

segunda-feira, 2 de março de 2009