Arquivo de fevereiro de 2010

Fialho pergunta, Fagundes responde II: redundância

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Esta é a segunda edição do “Fialho pergunta, Fagundes responde”, novamente sobre o mesmo tema, o primeiro se encontra aqui. Talvez porque Fialho continua sem conhecer de perto o funcionamento do rebreather, ou quem sabe porque Fagundes evoluiu a configuração do equipamento, a questão agora é segurança.

Como se sabe, segurança debaixo d’agua é fundamental, para isso fazemos treinamentos, praticamos algumas manobras, e temos sempre equipamentos redundantes, ainda que este equipamento esteja sendo utilizado pelo nosso dupla de mergulho.

Numa imersão de mais de nove horas, sozinho no Cavo Artemidi, eu, Fialho, conclui que não havia um dupla. Sabia que a imersão era para testar um equipamento redundante. Entretanto, redundância é uma coisa mais complexa do que dois equipamentos nas costas. Estes equipamentos devem estar configurados para entrarem em operação substituindo o outro, ou o mergulhador deve ter como identificar o mal funcionamento de um e poder substituir pelo outro.

Fialho: uma falha no sistema de injeção de O2 poderia levar a duas situações: a) apagmanento por falta de O2 ou intoxicação por CO2 (se o sistema deixasse de fornecer O2), ou b) intoxicação por O2 (caso o sistema injetasse O2 em excesso). Que medidas esta configuração fornece para evitar estes dois cenários?

Bruno: problemas na injeção de O2 podem ocorrer sim, mas são perfeitamente percebíveis pelo mergulhador. O principal é a solenóide aberta (b), que é percebida pelo barulho constante de ingresso de gás no sistema. E há também o contrário, a solenóide fechada, onde não entra gás nenhum. Nos dois casos, além de ser percebível pelo som (solenoide fechada é percebida pela ausência de som), pela monitoração da PpO2 através do instrumental eletrônico o mergulhador consegue perceber. O que pode levar ao apagamento é a falha na injeção de O2 por solenóide fechada em razão da hipoxia. Mas como eu disse, isso é perfeitamente monitorável por um mergulhador competente. No Mega Meg há dois sistemas totalmente independentes de fornecimento de O2 para as solenóides, que tb são independentes. E caso haja falha num deles, como por exemplo, um vazamento catastrófico em um dos cilindros de O2, é possível transferir oxigênio para o outro rebreather através de válvula de adição manual. Cada rebreather do Mega Meg tem uma solenóide, uma válvula de adição de O2 no CL expiratório, um cilindro e mangueiras totalmente independentes.

Fialho: hum… não consegui visualizar o diagrama disso, mas entendi a idéia. Outra questão é: alagamento. Fazendo umas reações químicas na cabeça, creio eu que a cal sodada com água vira soda cáustica, nao? Respirar isso nao deve ser nada legal. Neste caso, interligar os dois circuitos seria um erro, pois no caso de alagamento, alagaria os dois sistemas. Que opções existem para este cenário?

Bruno: é possível ao mergulhador se recuperar de um alagamento de um rebreather porque no Megalodon há dispositivos water trap (armadilhas de água) nas peças em T do loop que barram o ingresso de água no canister principal onde está a cal sodada, fazendo com que grande parte desse ingresso de água se aloje no contra-pulmão expiratório e assim possa ser expelida do sistema pelas OPV (válvulas de alívio de sobrepressão). Fora isso, em cada canister há uma outra armadilha de água em seu fundo, que permite o uso do rebreather por várias horas, mesmo parcialmente alagado, em caso de emergência. Além disso, no Mega Meg em particular, os rebreathers são independentes e caso haja uma falha total nesse quesito, o loop que alagou não passa água para o outro. As bolsas respiratórias são totalmente independentes.

Mais de 9 horas e meia de mergulho no Artemides com o Rebreather Megalodon Duplo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

No dia 21 de fevereiro (domingo), foi realizado mais um teste bem sucedido com o Rebreather Megalodon Duplo, ou Dual Meg, desta vez no mar, exatamente no famoso naufrágio Cavo Artemides. Essa foi a primeira vez que um mergulhador usa um equipamento desse tipo em testes de mar no Brasil e talvez até em toda a América Latina.

A imersão foi realizada pelo mergulhador técnico Bruno Fagundes (Decoman), que realizou um teste mergulho literalmente solo com o equipamento, permanecendo imerso por cerca de 577 minutos, ou seja, 9 horas e 37 minutos, no naufrágio (ver foto do ), submergiu às 06:00 da manhã e só emergindo no final da tarde. Registra-se que durante a maior parte do tempo nosso Decoman permaneceu sozinho no naufrágio, sem o suporte de embarcação na superfície, o que só é possível com equipamentos altamente redundante desse tipo.

Computador de mergulho Liquivision X1 mostrando mais de 9 horas de imersão.

O teste realizado com o Dual Meg representa um significativo avanço no uso do equipamento, que não apresentou problemas nessa profundidade e no grande tempo que ficou exposto na água. Segundo Bruno Fagundes (Decoman), vários detalhes ainda precisam ser melhorados, como a trimagem do equipamento com o uso de uma asa donut shape, a capacidade estanque do breathing loop com uma revisão acurada dos contra-pulmões e conexões, bem como a adoção de uma amarração nas mangueiras corrugadas para melhorar o seu posicionamento do corpo do mergulhador, entre outros pequenos ajustes.

Tudo pronto para o teste.

Fato digno de nota foi a circunstância da maior parte desse tempo Bruno Fagundes ter usado apenas um único dos rebreathers disponíveis, que estava equipado com o scrubber axial padrão de 2,5 Kg de Cal Sodada, carregado com a cal Atrasorb Subaquática Super com granulação 4,5 mm, o que demonstra que o sistema Megalodon, mesmo com a sua configuração padrão, é capaz de suportar mergulhos de longa duração sem problemas de passagem de CO2 no scrubber.

Os próximos testes, após a adoção das melhorias no equipamento, devem ser em profundidades mais radicais, provavelmente em naufrágios e pontos mais profundos, devendo-se no entanto, tomar as devidas precauções para nosso Decoman não criar escamas e o Comandante Carlinhos do Marline não ficar coberto de teias de aranha, devido a longa espera de superfície.

Bons Mergulhos

Vamos passar o rodo nas praias!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

VENHA MAIS UMA VEZ PASSAR O RÔDO NAS PRAIAS, AGORA EM ITAPUÃ!

Depois da realização da 1ª Caminhada de Limpeza do “Passando o Rôdo nas Praias”, onde foram retirados 300 quilos de resíduos das praias de Lauro de Freitas, o Bocão Cidadão junto com a organização Joguelimpo traz para Salvador a próxima ação desse projeto.

O “Passando o Rôdo nas Praias”, tem como objetivo sensibilizar a população baiana para a necessidade de se cuidar melhor na destinação do lixo gerado nas praias e nas cidades, ressaltando a importância de que metais, plásticos, vidros e papéis podem ser separados e encaminhados para a reciclagem.

A 2a. Caminhada de Limpeza da Praia será nesse domingo, dia 28 de fevereiro de 2010, nas praias de Itapuã, no município de Salvador. A concentração do grupo será a partir das 9:00, na Praia da Sereia de Itapuã e seguirá até a Praia da Pedra do Sal.

Para participar e fazer a sua inscrição envie um e-mail para joguelimpo_jl@yahoo.com.br coloque no assunto “Quero Passar o Rôdo em Itapuã” e informe seu nome e data de nascimento. Os primeiros 100 inscritos receberão no local o “Kit Limpeza de Praia” (camisa, boné, squeeze, luva e saco ecológico). As inscrições também serão realizadas no local da concentração, porém não serão garantidos a estes o “Kit Limpeza da Praia”.

Para animar os caminhantes o grupo percussivo do Naiêco Capoeira acompanhará as caminhadas com músicas tradicionais e ambientais como mais uma maneira de educar os cidadãos. Os resíduos coletados serão triados e pesados pela Cooperativa Amigos do Planeta, a parte não reciclável será direcionado ao aterro sanitário.

Ao final das caminhadas será realizado um grande abraço na praia e o grupo de voluntários se posicionará para uma foto oficial, em seguida os participantes serão conduzidos para uma grande tenda onde será oferecido um lanche com frutas e água mineral.

O patrocínio é da Petrobras, com o apoio das Prefeituras de Lauro de Freitas, Salvador, Camaçari e Câmara Municipal de Salvador.

Venha participar conosco, seja um voluntário!!!

André Papi
Biólogo / Coord. Geral
Org. Sócio-Ambientalista Joguelimpo
Instrutor do Projeto Orla – MMA/SPU
Mestrando em Geologia Costeira, Marinha e Sedimentar – UFBA
Tel:(71) 8865.5239 / 3374.7945
Site: www.joguelimpo.org.br

XXXVIII REGATA JOÃO DAS BOTAS

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MARINHA DO BRASIL
CAPITANIA DOS PORTOS DA BAHIA

O Comando do 2º Distrito Naval, por intermédio da Capitania dos Portos da Bahia realizará no próximo domingo, dia 28 de fevereiro, a 38ª edição da tradicional Regata João das Botas, com largada da praia do Porto da Barra, a partir de 12h30min.
O Patrono da Regata é o Almirante João Francisco de Oliveira Botas, conhecido como João das Botas, herói da Guerra da Independência, na Bahia, que teve papel relevante perante os patriotas baianos do Recôncavo e os da Ilha de Itaparica, na reação contra o General Madeira de Melo, dando sua contribuição para a expulsão das tropas portuguesas, então sediadas na Bahia. Comandando uma esquadra de canhoneiras, uma escuna e baleeiras, guarnecidas por cerca de 700 homens, praticou aquele herói, prodígios de valor e de perícia marinheira. Atingiu o posto de Chefe-de-Divisão da Armada Nacional e Imperial, o que lhe valeu o atual posto de Almirante.
A Regata João das Botas tem sua largada na praia do Porto da Barra, segue até próximo da ilha de Itaparica, prossegue para a Cidade Baixa e retorna ao ponto de início. É realizada com os famosos Saveiros da Bahia, imortalizados na magistral obra literária de Jorge Amado. Participam também da Regata embarcações regionais do tipo catraia e canoa à vela. Estes tipos de embarcações fazem parte da história econômica, social e cultural de Salvador e do Recôncavo baiano. Nos dias atuais ainda são empregadas, principalmente em atividades comerciais de transporte de cargas, nas águas cor de esmeralda da Baía de Todos os Santos.

As inscrições tiveram início no dia 10 de fevereiro, na Capitania dos Portos da Bahia e entidades náuticas apoiadoras do evento. Nesta edição, os resultados da Regata serão auferidos por comissão técnica especializada, que conta com a participação de pessoas da comunidade baiana, com largo conhecimento do emprego de saveiros, catraias e canoas.
Aos velejadores inscritos serão distribuídas camisetas alusivas à regata, no dia do evento. A premiação dos vencedores será efetuada no dia 04 de março, na Capitania dos Portos da Bahia.
Este ano, a Regata conta com o patrocínio da BRASKEM, empresa baiana de área petroquímica.

PAULO FERNANDES BALTORÉ

Capitão-de-Mar-e-Guerra
Capitão dos Portos

Tá cansado de ver foto de peixinho?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Veja o trabalho desse fotógrafo ucraniano que mergulhou com Marcelo “Pato” Rosário.

http://www.buslenko.com.ua/portfolio/

Grauçá bom de areia!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Grauçá e seu Capitão. Saindo de um encalhe proposital em Porto das Pedras.

O capitão Marcos de Paula e seu imediato e sobrinho postiço, Help e Lena, André e Ludmila fizeram uma expedição ao pai da Baía de Todos os Santos, o rio Paraguassú (grafia original), para descansar da guitarra momesca, rebolados anglicistas, lobo que traça de netinha a vovozinha e outra coisitas a mais que a Bahia insiste em ser precursora.

Da esquerda para direita: Help, Marcos de Paula, André Lima, Imediato e Lena. Foto por Ludmila Senna.

As cidades e vilarejos do rio Paraguassú, consideradas Recôncavo Baiano, também têm carnaval. Mas em outra escala e modalidade. As ruas ficam cheias de pessoas com máscaras e fantasias, especialmente os caretas. Em Maragojipe há concurso de mascarados. Muitos fotógrafos aparecem nessa cidade para registrar pessoas ou grupos fantasiados.

Não tem idade para se fantasiar.

A fantasia tradicional é o careta, mas vale tudo. Inclusive fantasias inspiradas no carnaval de Veneza. Foto André Lima.

Porto das Pedras

Esse local mais reservado é onde mora Mestre Jorge com sua família e seu belíssimo saveiro de vela de içar “Sombra da Lua”, ganhador da última regata João das Botas (ano 2009). Não é fácil chegar sem conhecer o caminho, corre-se o risco de encalhar. Mas, além do Grauçá, outros barcos foram escoltados pelos Mestres Jorge e Eufrásio (tio de Jorge e quem lhe ensinou a velejar no Sombra da Lua).

Grauçá, Sombra da Lua e Necton Sub.

O verdejante Porto das Pedras. O tradicional saveiro descansa na porta da casa.

Passeando pelo Paraguassú

São Francisco do Paraguassú e sua imponente igreja e convento, Santiago do Iguape, Coqueiros, Nagé, Maragojipe, Cachoeira, São Félix do Paraguassú… São varias cidades e vilas interessantes. Além das embarcações, aves, vegetação, mangue… um prato cheio para quem curte a natureza e a cultura do Recôncavo. Vejas algumas fotos:

Gamboa, uma armadilha para pegar peixes.

Garça branca pequena (Egretta thula)

São Francisco do Paraguassú. Grandiosidade do Brasil da cana de açúcar.

Religiosidade na beira do rio.

Canoa a vela feita de saco de farinha de trigo.

Saveiro tradicional fazendo calafetagem, uma vedação no casco.

Marina Píer Salvador Recebe Indicação de Associação de Vela Francesa

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A associação francesa Sail Travel World, publicou em seu site www.stw.fr a indicação da Marina Píer Salvador, localizada na Enseada dos Tainheiros, no Bairro da Ribeira, como uma marina dotada de segurança e preços, qualidade “A”.

A indicação da STW, vem em boa hora para o segmento náutico baiano, visto que, no Brasil só existe uma outra marina com a mesmas qualificações, localizada também no Nordeste.

Parabéns Sandoval, que essa indicação seja o estímulo para a continuidade do seu excelente trabalho na área náutica.

Abraços a todos!

1000 Artigos! Agora 1001…

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O NectonSub.com.br acaba de superar a marca dos 1.000 artigos publicados. Isso mesmo, em menos de 3 anos temos 1.000 artigos publicados. Isso nos dá uma média de 1 artigo por dia.

Está claro que esta média não vinha sendo cumprida há alguns meses, mas graças aos esforços dos nossos colaboradores (um beijo PP!), voltamos a movimentar este site. O gráfico abaixo mostra que, depois de um período de “baixas”, as pessoas voltaram a visitar-nos, encontrando, novamente, conteúdo de excelente qualidade que sempre foi a nossa principal publicidade.

O NectonSub.com.br não é meu, não é seu, não é de ninguém, mas ao mesmo tempo é de todos nós. Isso porque qualquer pessoa pode colaborar, quer seja enviando artigos ou mesmo comentando. Por falar em comentários, obrigado pelos quase 2.000 (isso mesmo DOIS MIL) comentários que voces deixaram por aqui!

Felizmente a vida é assim, agora já estamos com 1.001… E vamos seguir escrevendo, sempre e quando tenhamos bons visitantes como voces!

Testes com o Rebreather Megalodon Duplo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Também conhecido como Dual Meg, Twin Meg ou Mega Meg, o Rebreather Megalodon Duplo é na verdade a junção de dois Rebreathers Megalodon, criando no equipamento único com total redundância em caso de falha. Assim, em caso de pane total de um dos rebreathers, teria-se uma segunda unidade pronta para uso imediato pelo mergulhador, sem lançar mão do recurso de bail out em circuito aberto.

A idéia não é nova: já foi usada no Projeto Wakulla Springs na Flórida com unidades duais Cis Lunar Mk5p em explorações de cavernas, bem como por mergulhadores europeus e australianos em explorações de naufrágios profundos, onde a grande necessidade de bail out em circuito aberto pode inviabilizar a imersão. Agora, no Brasil, começa a surgir o primeiro time de mergulhadores dispostos a mergulhar com esses equipamentos, que são bem complexos.

Aqui em Salvador os primeiros testes do equipamento já estão sendo conduzidos pelo mergulhador técnico Bruno Fagundes (decoman), que está desenvolvendo a sua adaptação ao equipamneto. O objetivo será viabilizar imersões mais profundas, com o objetivo de explorar pontos de mergulho interessantes, localizados na beira da plataforma continental, com profundidades entre 100 a 150 metros, bem como os novos naufrágios que vão surgindo, como o localizado a 190 metros de profundidade no litoral norte e as novas descobertas na costa do Rio de Janeiro (Projeto Pandora – 120 metros e CT Santa Catarina – 150 metros). Há apenas cerca de 10 unidades Megalodon Duais conhecidas em todo mundo.

Bons Mergulhos

Condomínio Náutico em Estado de Abandono

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Condomínio Náutico, no bairro da Calçada, no centro de Salvador, constituído e implantado pelo Governo do Estado da Bahia no ano de 2004, nas instalações da antiga sede da Petrobrás em Salvador, foi concebido para abrigar além de um Condomínio de Indústrias Navais que constroem barcos especiais, utilizando modernas tecnologias e novos materiais, um Complexo Educacional, composto por um Centro Técnico de Educação Profissional que formava novos profissionais para atuar na produção náutica, já tendo formado mais de trezentos novos técnicos profissionais na área náutica.

Os cursos técnicos profissionalizantes eram viabilizados através de convênios que o Centro Náutico da Bahia mantinha com o Ministério do Trabalho do Governo Federal, através do Programa Primeiro Emprego.

Contudo, atualmente o referido espaço, encontra-se em estado de completo abandono, como pode ser verificado nas fotos baixo, não mais sendo palco de cursos profissionalizantes na área náutica e as indústrias navais que ainda se mantêm funcionando no referido espaço, sofrem com falta de segurança e a falta de condições infra-estruturais de operação.