Arquivo de março de 2010

O fundo da folia

sábado, 6 de março de 2010

Saiu no blog da “Global Garbage” uma matéria sobre a sujeira que fica no mar após o carnaval. Confira. É inacreditável.


Foto por Francisco Pedro

Um caso raro de DDI – Doença Descompressiva Imaginária

sexta-feira, 5 de março de 2010

Estava na beira da cama, conversando com Cláudia sobre o blusão de couro quando tocou o telefone. Achei estranho, pois já era quase meia noite. Atendi e, para minha surpresa, era Marquinhos “Conspirador”. Com a voz embargada ele me perguntou “Você já sabe?”. Fiquei tenso, sem conseguir respondê-lo. É um típico começo para dizer sobre a morte de alguém. Então ele completou “Não é só você que vai para máquina!” Na gíria dos mergulhadores da velha guarda, máquina é o nome da câmara descompressiva. E travamos o seguinte diálogo:

- Quem foi dessa vez, Marquinhos?
- Eu, eu fui para máquina?
- Mas o que houve com você, rapaz?
- Eu peguei uma descompressão, véio. Tive de ir.
- Marquinhos, doença descompressiva não é gripe. Não se pega assim.
- Porra Mário, eu sei disso. Eu passei por uma descompressão e tive o ataque.
- Me conte com mais detalhes o que houve, Marquinhos.
- Eu tava lá na tubulação da Brastânio a 35 m de profundidade. Aí puxei com força uma seção de tubo. Foi quando começou o ataque.
- Como assim, Marquinhos?
- Exatamente como estou lhe dizendo, Mário. Começou a 35 metros de profundidade. Igual ao seu ataque.
- Cara! Eu tive um ataque descompressivo por vir de 35 metros de profundidade. Os sintomas só surgiram poucos minutos depois, já na superfície. É bem diferente, Marquinhos.
- Sim, eu sei. O meu foi bem pior. Começou no fundo.
- Rapaz, acho que você está confundindo as coisas. Mas, me conte o resto, Marquinhos.
- A galera me colocou na máquina que existe no barco grande, depois que eu expliquei que estava sentindo fortes dores na altura da articulação do ombro esquerdo…

E assim o antigo pardal, atual supervisor de mergulho profissional de uma conceituada empresa, me contou que passou quase 4 horas na câmara hiperbárica para tratamento de uma nítida lesão muscular, provocada pelo esforço excessivo com o braço esquerdo. Um quadro típico para aplicação de um GELOL, quiçá um anti-inflamatório muscular. De toda sorte, talvez agora o nosso amigo Marquinhos fique mais humilde, já que viu a morte tão de perto.

Da Mansão do Lago Azul,
Mário Mukeka, ex-pirata, agora flertando com a arqueologia.

Megalodon Duplo em uso

quinta-feira, 4 de março de 2010

Revisão de Equipamentos

quarta-feira, 3 de março de 2010

Não há dúvidas que para um mergulho seguro, minimizando os riscos inerentes da atividade, o nosso equipamento deve ser revisado periodicamente. Mangueiras, válvulas, tubos, entradas/saídas de ar, processamento dos dados da atividade, enfim, tudo precisa estar em perfeito estado.

Mas não estou falando de regulador, BC, 2º estágio, octopus, ou cilindros… estou falando do mergulhador! Lembramos de fazer a revisão de toda aquela tralha e na maioria das vezes não nos damos conta de que “nossa revisão” está vencida e que o primeiro sinal de problema pode acontecer debaixo d’água.

Após o exame médico inicial para certificação OWD quem de nós fez um exame médico periódico específico para mergulho? Garanto que poucos. Para aqueles mergulhadores que não apresentam problemas de saúde uma consulta anual é suficiente na maioria dos casos. Já para aqueles que sabidamente tenham alguma condição clínica que possa coloca-lo em risco, bem como seu dupla, o período é mais curto, em torno de 6 meses.

Na consulta deve ser realizada uma entrevista (chamada anamnese) detalhada e focada nas alterações que poderiam aumentar os riscos da atividade sub. Histórico de convulsões, traumas torácicos ou cranianos, diabetes, hipertensão arterial, doença vascular, dentre tantos outros, devem ser questionados. Após a anamnese o médico faz o exame propriamente dito: ausculta cardiovascular e respiratória; testes neurológicos; exame do conduto auditivo externo e tímpano, nariz e garganta. Caso alguma alteração importante sejam notadas poderá haver necessidade de consulta com um especialista (um otorrino, por exemplo) ou a solicitação de exames complementares como uma espirometria para aqueles com sinais/sintomas de asma.

Após a liberação médica é emitido um atestado teoricamente com validade de 1 ano a partir da data da emissão. Sendo assim, anualmente o mergulhador deveria ser submetido a nova revisão “do seu equipamento” ou em período mais curto no caso de doenças/lesões relacionadas à própria atividade ou quaisquer outros problemas que pudessem ser classificados como contraindicação para o mergulho.

Fazendo um comparativo entre diversos países temos as seguintes informações sobre a necessidade de exame médico para mergulhadores recreativos:

- nos EUA não é exigido desde que o candidato a mergulho ou mergulhador já credenciado responda “não” a todas as perguntas do questionário ficando assim restrito à boa fé do candidato ou ao seu conhecimento sobre alguma patologia prévia.

- no Brasil a legislação permite que qualquer médico inscrito no conselho de medicina possa fazer e interpetrar qualquer exame. Levando para um exemplo extremo um ginecologista/obstetra poderia examinar e fornecer o atestado médico a um candidato a mergulhador do sexo masculino. Felizmente, a maioria das escolas/instrutores encaminham seus alunos/clientes a médicos com treinamento em medicina hiperbárica e/ou do mergulho.

- Inglaterra e Austrália: obrigatória a consulta com médico treinado em medicina hiperbária e/ou do mergulho.

É importante que o mergulhador, caso procure um médico sem este treinamento, compareça à consulta com o formulário do R.S.T.C. pois o mesmo contém informações importantes para o exame do candidato. Ele pode ser baixado no aqui. Várias escolas possuem o formulário em português e os disponibiliza aos seus alunos.

Abraços e bons mergulhos,

Jomar Souza
Cremeb 11.443
Especialista em Medicina do Esporte
Médico de Referência DAN
Divemaster PADI #266111

Teste de Conhecimento

segunda-feira, 1 de março de 2010

A figura acima representa

a) a imagem gerada por uma ecossonda do Ho Mei III.
b) a imagem gerada por um fishfinder do Rebocador do Rio Vermelho.
c) a imagem gerada por uma ecossonda do Rebocador da Jequitaia.
d) a imagem gerada por um side scan sonar do Ho Mei III.
e) a imagem gerada por um fishfinder do Rebocador da Jequitaia.
f) a imagem gerada por um side scan sonar do Rebocador do Rio Vermelho.
g) a imagem gerada por uma ecossonda do Rebocador do Rio Vermelho.
h) a imagem gerada por um fishfinder do Ho Mei III.
i) a imagem gerada por um side scan sonar do Rebocador da Jequitaia.