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39ª Regata de Saveiros João das Botas

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Comando do 2º Distrito Naval, por intermédio da Capitania dos Portos da Bahia  realizará no domingo, dia 30 de janeiro, a 39ª edição da tradicional Regata João das Botas, cuja  largada está programada para ocorrer às 12h30min, no Porto da Barra.

O Patrono da Regata é o Almirante João Francisco de Oliveira Botas, conhecido como João das Botas, herói da Guerra da Independência na Bahia, o qual teve papel relevante conduzindo e liderando os patriotas baianos do Recôncavo e os da Ilha de Itaparica, na reação contra os portugueses comandados pelo General Madeira de Melo, a fim de expulsar as tropas portuguesas sediadas na Bahia. Comandando uma esquadra de canhoneiras, uma escuna e baleeiras, guarnecidas por cerca de 700 homens, João das Botas demonstrou acendrado patriotismo e grande perícia marinheira.  Posteriormente, atingiu o posto de Chefe-de-Divisão da Armada Nacional e Imperial,  posto atualmente denominado de Almirante.
A Regata João das Botas tem sua largada na Praia do Porto da Barra, segue até próximo da ilha de Itaparica, posteriormente prossegue para a Cidade Baixa e retorna ao ponto de início. É realizada com a participação dos famosos Saveiros da Bahia, imortalizados na magistral obra literária de Jorge Amado. Participam também da Regata embarcações regionais do tipo catraia e canoa à vela. Essas  embarcações fazem parte da história econômica, social e cultural de Salvador e do Recôncavo baiano, e nos dias atuais ainda são empregadas, principalmente em atividades comerciais de transporte de cargas, nas águas cor de esmeralda da Baía de Todos os Santos.

As inscrições tiveram início no dia 20 de janeiro, na Capitania dos Portos da Bahia e em entidades náuticas apoiadoras do evento e há a expectativa da participação de cerca de 100 embarcações. Como na edição do ano passado, a Regata mais uma vez está sendo patrocinada pela BRASKEM, empresa baiana da área petroquímica, e além da competição em si, serão conduzidas ações relacionadas à preservação do meio-ambiente na Praia do Porto da Barra, com a participação de mergulhadores da Marinha do Brasil e de Escolas de Mergulho de Salvador, de jovens Escoteiros do Mar e de militares que servem nas Organizações da Marinha em Salvador. Os resultados da Regata serão auferidos  por Comissão técnica especializada, que contará com a participação de personalidades  da comunidade baiana, com largo conhecimento do emprego de saveiros, catraias e canoas.

No dia do evento serão distribuídos camisetas e bonés alusivos à regata aos competidores inscritos. A premiação dos vencedores será efetuada ao final da Regata, no Porto da Barra.

PAULO FERNANDES BALTORÉ
Capitão-de-Mar-e-Guerra
Capitão dos Portos

Estorinhas de uma regata que faz história

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Regata João das Botas

A idéia de promover uma regata de saveiros surgiu em 1969, por ocasião da festa de despedida da escuna Santa Cruz de Lev Smarcevski, que iniciava uma singradura de volta ao mundo. A expedição não conseguiu sair do Brasil, mas o espetáculo visual da despedida, de rara beleza, configurado por inúmeras embarcações, dentre elas vários saveiros, impressionou o Capitão dos Portos da época, que resolveu, a partir de então, organizar uma regata de saveiros, de maneira que a população soteropolitana pudesse apreciar sempre o belo espetáculo das velas ao mar. E, também, um reconhecimento da importância cultural e histórica dos saveiros, tanto nas lutas pela independência do Brasil, quanto pela participação ativa no desenvolvimento econômico da região.

Em 1972, a Regata recebeu como patrono João Francisco de Oliveira Botas, conhecido como João das Botas, herói da Guerra da Independência, na Bahia, que lutou contra as forças navais portuguesas na Baía de Todos os Santos, comandando uma esquadra composta de canhoneiras e saveiros, guarnecida por 700 homens, provenientes das cidades do recôncavo baiano, que tinha como base a Ilha de Itaparica. Assim, a Regata, para homenagear esse vulto da história, passou a denominar-se Regata de Saveiros João das Botas.

João das Botas está inscrito nas páginas da história do Brasil, ostentando o título de Almirante.

Fontes:

https://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/com2dn/regatajoaodasbotas.htm

Graminho – A Alma do Saveiro.

XXXVII Regata de Saveiros João das Botas

Ocorreu no dia 25 de janeiro de 2009, finalizando a Segunda Semana do Saveiro, evento organizado pela Associação Viva Saveiro.

A largada estava prevista para 12:30h. Mas, alguns saveiros se encontravam quase parados, sem vento suficiente para chegar ao Porto da Barra, onde seria dada a largada.

A tripulação do Necton Sub, mesmo sabendo que há leis específicas (há quem prefira a palavra máfia) para reboque, não pestanejou. “Rebocá-los-emos!”, gritou o capitão, seguido de risadas.

Não demorou muito tempo e um veleiro moderno também prestou esse apoio aos retardatários.

A Capitania dos Portos estava com 3 lanchas, 2 barcos infláveis e até uma Corveta. Se viu, ficou quieta. Melhor assim. Não ajudou, mas também não atrapalhou.


O último foi o primeiro a ser rebocado.


O saveiro “Ideal” também precisou de reboque.

E foi dada a largada. Primeiro para os saveiros de vela de içar e depois para as outras classes.

Os saveiros de vela de içar são as estrelas da competição, principalmente pela beleza das embarcações.

O menor saveiro dessa categoria era o “Elegante”, do cantor Gerônimo Santana, tendo o imediato do Necton Sub, Marcos de Paula, como tripulante.

Mário Mukeka, embarcado no Necton Sub, disse orgulhosamente para sua namorada/esposa “Eu fiz esse saveiro todinho. Tá lindo, não é minha neguinha?”. Além deles, o casal André Lima e Ludmila Senna, Zizi Duarte, Andréa Caldas, Gilson e família Rambelli, Fábio Marconi e Gabriela Leite estavam a bordo.


E não é que o “Elegante” saiu na frente de todos!?

E o Necton Sub seguiu acompanhando a regata. Ludmila Senna e Fábio Marconi estavam com dedos nervosíssimos, registrando todos os belos momentos da competição.


À esquerda, a proa do Sombra da Lua. Por André Lima.


Uma boa disputa: saveiros “É da Vida” e “Vendaval II”. Por Ludmila Senna.


O “Ideal” na frente. Por Ludmila Senna.


Uma panorâmica pouco após a largada. Por Ludmila Senna.


A acirrada competição dos saveiros de vela de pena comumente leva um ou mais barcos para fora do certame. Por André Lima.


“Pense num absurdo… Na Bahia há precedente…” a velha frase de Octávio Mangabeira precisou mais uma vez ser usada. Organizaram outra regata cruzando a “João das Botas”. Por Ludmila Senna.

Apesar de toda beleza do “Elegante”, o mesmo chegou por último. Enquanto esperávamos, muito agito acontecia no Porto da Barra:

Um jovem casal passeava de caiaque, quando o garoto caiu na água e não conseguiu subir de volta. Passado um tempo, o casal percebeu que estavam sendo levados para fora da zona abrigada pela forte correnteza de maré de vazante. Num ato de desespero tentaram subir pelas pedras, mas sem sucesso. Um outro rapaz entrou no mar para ajudá-los. Também sem êxito. Todos ficaram, então, gritando e acenando por ajuda. Passamos a mensagem pelo rádio VHF canal 16: “Capitania, Capitania, Necton Sub chamando. Pedido de ajuda. Capitania..”. Nada. Sem resposta. Acenamos algumas vezes para os botes infláveis da Capitania. Nada de ajuda. Quase vinte minutos depois, chegou um dos seus botes. Ufa!

“Documentos da embarcação, coletes salva-vidas, extintor…” solicitou o militar. INACREDITÁVEL!!!

Complemento de Mukeka:
Abordagem da Capitania
Por incrível que pareça um barco de mergulho, com uma bandeira de mergulho e um mergulhador lá embaixo soltando bolha, não foi o suficiente para evitar a aproximação de um bote motorizado. Ainda bem que eu não subi.