Ontem ocorreu no Terminal Náutico da Bahia a primeira reunião do Grupo de Trabalho Náutico do Estado da Bahia com empresários, representantes de entidades náuticas, ong’s… para elaboração de um conjunto de propostas de políticas públicas para o setor náutico baiano. Essas propostas serão depois entregues aos secretários de estado para discutir com o governador.
O GT Náutico Bahia é composto, na forma mais simplificada, por Amélia Ramon da Sudesb – SETRE, Alessandra Mendes da Bahiatursa – SETUR e Lígia Menezes da SICM, que ouviram por 3 horas as sugestões da pláteia.
Dentre os assuntos abordados, o mergulho foi citado por André Lima, como merecedor da atenção do GT, por se tratar também de turismo, cultura, lazer, ferramenta de trabalho para alguns pesquisadores e gerador de renda.
Esse primeiro encontro não teve a intenção de apresentar trabalhos prontos (propostas), mas sim construir coletivamente com os diversos atores desse cenário.
Porém, notadamente, faltou mais participação de pessoas ligadas às entidades que tratam/estudam o meio ambiente. A única intervenção neste aspecto foi a do Prof. Everaldo Queiroz, que ainda pontuou a importância de prestigiar os “saberes e fazeres” das comunidades locais envolvidas nas possíveis ações dos desdobramentos dessas políticas públicas.
O GT Náutico Bahia ficou de receber as sugestões por e-mail até 11 de maio para, em seqüencia, no dia 20 realizar outro encontro e discutir e formatar o conjunto de propostas.
Meu Caro Amigo André e demais mergulhadores,
Não pude participar da reunião ontem, mas pelo visto não perdi nada!
Desde que o PT assuniu o governo do estado em janeiro de 2007 já ocorreram pelas minhas contas 03 reuniões sobre este mesmo assunto, a primeira delas na Base Naval em Inema (com a presença de empresários do setor, do secretário de Turismo e de outros secretários)na ocasião diversas idéias foram dadas, problemas foram relatados e o governo ficou de nos dar uma resposta,e elaborar um plano estratégico, até hoje nada.
A segunda reunião(ou melhor forum) o ano passado antes das eleições municipais ocorreu durante 02 dias, desta vez num hotel aqui em Salvador o governo do estado e a prefeitura que foi reeleita estavam “brigando” para tentar mostrar serviço na área náutica, e dar idéias que já estão por aí a mais de 05 anos “Via Náutica” por exemplo, mais uma vez nada de concreto. Pelo visto só foi mesmo eleitoreira.
Agora uma terceira reunião, vai dar em nada novamente ???? Pelo visto este governo não tem competência para atuar nesta área. Eles mesmos dizem por aí “nautica é coisa de pessoas muito ricas” e não é do interesse deles. Para eles este setor não gera riquezas e empregos, realmente fica difícil trabalhar com este pessoal, que tem uma mente tão restrita e não aproveita os exemplos de outras localidades do mundo que vivem de riquezas provinientes do turismo náutico e mergulho.
Espero que nas próximas eleições alguém mais competente assuma este nosso setor.
Até mais,
Tania de Barros Corrêa
Prezada Tânia,
Acredito que vc esteja realmente com razão em sua opinião, contudo, esse comportamento meio que apático, com relação às Políticas Públicas voltadas para o desenvolvimento do segmento náutico, acredito que não seja apenas privilégio da atual gestão governamental, que pode até achar que tal segmento represente coisa vinculada a elite econômica.
Na verdade em que pese, as ações desenvolvidas em prol do segmento náutico por gestões anteriores, havia dentro da esfera governamental uma grande resistência a esse segmento, resistência esta encabeçada por políticos, Secretários de Estado e até pessoas ocupantes de cargos públicos de terceiro escalão, contudo, algumas pessoas que exerciam forte influência no ocupante do poder maior do estado, conseguiram com muito esforço fazer algum trabalho na área, mas mesmo assim, apesar de tudo, ainda ficaram muitas e muitas lacunas e investimentos, se caracterizando mais como uma ação que refletia gostos específicos por algumas áreas do esporte náutico.
Acredito realmente que o Estado deve participar ativamente na formulação de políticas e diretrizes e ações voltadas para o segmento náutico, contudo, o agente indutor e carreador deveria ser uma entidade com representatividade no segmento e sustentabilidade para propor políticas, investimentos e cobrar das esferas de governo essas ações, a exemplo do que a FIEB, representa para o segmento industrial do Estado.
Infelizmente acredito realmente que enquanto dependermos do Estado e das correntezas políticas vinculadas a ele, não conseguiremos desenvolver esse importante segmento econômico do turismo náutico, a exemplo do que já ocorre em outros pontos do planeta, com muito menos vocação e potencial natural que nosso Estado.
Abraços,
PP – Eurípedes de Lima Vieira