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Agora chegou a vez do TUBARÃO da Ilha de Maria Guarda (Baía de Todos os Santos)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Como bom baiano, esse TUBA era da paz. Não atacou, mordeu, feriu, magoou qualquer ser humano. Mas, ainda assim, dançou.

Com a palavra (escrita), Cláudio “Buia” Sampaio:

Esse cação é o cabeça chata, mais conhecido na Bahia como Cação Baiacu, devido ao seu corpo robusto. Esse é um peixe incrível, já foram encontrados a mais de 3.000 km rio Amazonas acima, vivem em lagos na Nicarágua (que quando cheios transbordam para o mar, quando entram os cações).

Nas fotos é possível sugerir que esteja grávida (é uma fêmea), devido ao seu grande ventre. Geralmente as femeas chegam bem próximo dos mangues e bocas de rio para parir seus filhotes, onde buscam a proteção e alimento farto.

São de grande porte, hábitos alimentares pouco seletivos e costeiros, traduzindo: são potencialmente perigosos aos homens. Alguns acidentes em Recife são creditados a essa espécie, que lá é chamada de cabeça chata.

Esses peixes são importantes porque controlam o crescimento de muitas outras espécies, além de manter os mares livres de peixes doentes…

Terá sido um ataque de tubarão?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Estas imagens chocantes, associadas a um ataque de tubarão branco na praia do Mussulo (Luanda – Angola), estão sendo divulgadas na internet. O biólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas Cláudio “Buia” Sampaio não descarta a possibilidade de um acidente de barco. “Notem as marcas paralelas e o seu espaçamento… que muito lembra a ação do hélice de um motor”, alerta Buia, que tem doutorado em Zoologia e estuda os peixes há mais de uma década.

Outro biólogo e ictiólogo, João Luiz Gasparini, acredita que vítima estava nadando (nado livre), com o meio corpo virado para cima (lado direito), braço direito à frente e respirando do lado direito. Neste instante exato uma lancha passa por cima dela com o motor acelerado, quebrando sua clavícula e desconectando seu braço direito. O hélice cortou seguidamente o dorso e inclusive o nariz (enquanto ela respirava).

O que quer tenha sido, fica mais fácil acusar uma espécie que não conta com uma boa reputação entre os homens.

Nossas dicas:
- Sempre mergulhe acompanhado e com uma bóia de sinalização. Não se afaste dessa bóia.
- Evite locais de tráfego intenso de embarcações.
- Caso mergulhe embarcado, fique próximo do seu barco devidamente sinalizado. Se tiver marinheiro a bordo, peça para ele ficar atento às outras embarcações em movimento e instrua-o para usar o rádio VHF (Canal 16) caso seja necessário solicitar distância dessas embarcações.