Salve pessoal!
Espero que o carnaval de todos vocês tenha sido tão bacana quanto o meu!
Mergulhei na região do Rêgo da Caranha, um lugar místico e pouco conhecido onde há uma grande concentração de caranhas, Lutjanus cyanopterus, e outros grandes peixes (Seriola, Caranx, Mycteroperca, Trachinotus, Elegatis) e golfinhos (Tursiops). Os mergulhos só foram possíveis de serem realizados graças ao empenho do Instrutor Ricardo Villegas, mais conhecido como “Chango”.

Zé de Anchieta com uma filmadora de vídeo e Ricardo Villegas “Chango”

As caranhas no fundo (60 metros de profundidade)

Apesar da boa visibilidade, a baixa luminosidade degrada a qualidade da imagem
Foram quatro mergulhos entre 57 e 60 m de profundidade com muita segurança, onde eu, José de Anchieta e Chango filmamos e fotografamos muita coisa interessante. Compondo a equipe de mergulho, José Amorim deu todo o apoio na superfície e nas paradas de descompressão. A água era cristalina, passando fácil dos 30 m de visibilidade, uma coisa linda! Além dos grandes peixes mergulhamos com um pequeno grupo de golfinhos Fliper! Um espetáculo!

Chango após liberar “deco marker”, durante o processo de subida
Na borda dos recifes há esponjas tubulares gigantes, corais, Montastraea, Sidesrastraea, acho que até Favia observei, além de muitos corais negros, ferros (ancoras) e linhas de pesca estouradas pelos grandes peixes. Os peixinhos recifais foram uma surpresa! Cardumes de carapitangas, L. alexandrei, Bodianus pulchellus, Chromis jubauna, Prognathodes brasiliensis, álém de muitas espécies comuns em águas rasas, como salemas, Anisotremus virginicus e cambubas, Haemulon parra…

Esponjas tubulares

Cardume de xaréu
Esses mergulhos fazem parte de um projeto chamado Pró-Arribada sendo coordenado em Salvador pelo Prof. George Olavo da UEFS, que monitorou e amostrou a frota linheira atuante na região.
A equipe do monitoramento pesqueiro contou, ainda, com as participações de Rafa, Cláudio “Tico” e Priscila Malafaia todos alunos da UEFS.
Dentro em breve estaremos editando provavelmente dois pequenos documentários sobre a região e desconhecida fauna marinha, aguardem!
Agradecimentos ao Mestre Chico (o único Chico que não é Francisco!) e ao Tonton e sua família pelo suporte, gentileza e atenção!

Abraços e beijos, Buia